sábado, 3 de abril de 2010

PELOS CORREDORES DO TEMPLO MÓRMON










     Sábado, 3 de Abril de 2010

Estudos de Seitas      Apologética       Mormonismo
Pelos corredores do Templo Mórmon
Publicado em 9/9/2008
Eguinaldo Hélio de Souza
www.ocp.com.br
Suntuoso. Talvez seja esta a melhor maneira de descrever o Templo Mórmon localizado em São Paulo, aberto ao público de 17 de janeiro a 14 de fevereiro. Milhares de pessoas visitaram diariamente o edifício, cuja construção durou de 1976 a 1978. Devido à necessidade, uma reforma foi empreendida, quando carpetes, móveis e decorações foram trocados. A estátua do suposto anjo Moroni, com sua trombeta, não foi esquecida. Agora, foi colocada sobre o mastro do Templo, reaberto ao público justamente por isso. Segundo um dos líderes, trata-se de “uma cortesia” de seu profeta-presidente, Gordon Hanckley.

Misturando verdades bíblicas com elementos completamente estranhos ao cristianismo, esta religião congrega hoje no Brasil, segundo o último censo do IBGE, algo em torno de 200 mil adeptos. A seita protesta e afirma que, segundo suas próprias estatísticas, já somam 860 mil, sendo 190 mil só no Estado de São Paulo. No mundo, são cerca de 12 milhões. É um número expressivo. Mas, embora diante de uma população de seis bilhões, signifique apenas 0,2%.

Por seu exotismo, o mormonismo sempre chamou a atenção da imprensa. A exposição do templo foi divulgada pelos meios de comunicação como um programa cultural.

Um dado curioso: dos cerca de 100 templos existentes no mundo, cinco estão no Brasil (um ainda em construção). Seu crescimento aqui não é lá grande coisa, ainda mais se considerarmos que já se passaram 69 anos desde que iniciaram suas reuniões em São Paulo, em 19 de maio de 1935. Denominações evangélicas, com pouco mais de duas décadas, já contam hoje com milhões de membros. O que reforça a máxima que circula no meio evangélico: “O Brasil é do Senhor Jesus”.

Não obstante, o Brasil tem grande importância para a seita. E isso fica mais patente com a visita de seu presidente mundial, Gordon B. Hinckley, considerado pelos mórmons um profeta de Deus (veja a galeria com todos os presidentes). Sua vinda ao Brasil, no mês passado, teve como objetivo principal a consagração do templo reformado e, claro, motivar seus discípulos a uma “evangelização” maciça do dos brasileiros. Como estratégia, realizaram, pela primeira vez na história da seita, uma celebração do porte das que acontecem anualmente nos EUA, particularmente no Estado de Utah, fora da América do Norte.

O evento, que ocorreu no estádio do Pacaembu (SP), contou com diversas atrações. Além da presença de “sua santidade”, o profeta Hinckley, a estrutura gigantesca contou com o apoio de 1500 missionários, um coro com 1200 vozes, 1800 dançarinos, 345 cenários vivos e 5000 coreógrafos. O espetáculo, digno de elogios pela sua organização e ousadia, estrategicamente para conquistar o público brasileiro, incluiu elementos do nosso folclore ao apresentar 184 personagens do Sítio do Pica-Pau-Amarelo.

Os mórmons são muito liberais em relação ao folclore e outras festas seculares.

Glamour, luxo e reverência

Para quem visitou o templo em exposição em São Paulo, é fácil imaginar porque muitos são atraídos ao mormonismo: a beleza, o mistério e o exotismo das cerimônias. Realmente, tudo lá é de uma beleza rara (e cara): jardinagem externa perfeita, carpetes luxuosos personalizados, luminárias e vasos de cristais trabalhados, revestimentos de mármores importados, madeiras nobres artisticamente desenhadas à mão, tecidos e paredes com detalhes incrustados de ouro e prata, enfim...

Então, o visitante pergunta: Como tudo isso pôde ser construído? De onde vieram tantos recursos?

Durante a apresentação, o guia do grupo faz questão de destacar que tudo aquilo foi possível graças à contribuição fiel de dízimos e ofertas dos membros. E, mais uma vez, concluímos o que Jesus disse aos discípulos: “... porque os filhos deste mundo são mais prudentes na sua geração do que os filhos da luz.” (Lc 16.8. V. tb. Ef 5.8). Não que reivindicamos construções dessa magnitude para nossas igrejas, inclusive entendemos que o Senhor não habita em templos feitos por mãos humanas (1Co 2.9) e o que mais importa é a qualidade da mensagem do que microfone e caixas de som.

Nas repartições específicas do grande templo que visitamos, somente os adeptos fiéis podem adentrar, exceto nesses dias que antecedem a consagração. Isto tudo torna o mormonismo atrativo, rendendo-lhe uma aura de sagrado toda especial.

Todo percurso no interior do templo dura em média vinte minutos. Nesse período, o visitante conhece diversas repartições ou salas, cada qual com uma finalidade e envolta em solitude e mistério.

Ambientes requintados e especiais

Dos ambientes apresentados, dois, particularmente, chamam a atenção, pela beleza artística e exotismo, e merecem um destaque da visita que fizemos. O primeiro ambiente, de maior significado para a seita, é a magnífica Sala Celestial, símbolo do céu e da eternidade. Como uma estratégia perfeita de marketing, esse o último local a ser apresentado aos visitantes. Quando todos já estavam boquiabertos, o guia da incursão reuniu nosso grupo e comunicou que o próximo lugar que nos levaria tinha um significado todo especial, e que todos deveriam entrar com o máximo de reverência e em absoluto silêncio. Disse ainda que perguntas e comentários não eram permitidos naquele próximo ambiente e que todos deveriam aproveitar aquela oportunidade única para refletir sobre suas vidas, sobre o futuro e sobre Deus. Que fizessem uma prece silenciosa a Ele.

Com certeza, e percebemos isso claramente, muitos daqueles que entraram conosco estavam comovidos e, certamente, aceitariam visitas futuras dos missionários mórmons. Em outro grande salão lateral, onde foram servidos sucos e lanches, todos poderiam tirar suas dúvidas com os missionários. Impressionante!

O segundo local mais importante do templo é o Batistério, onde o tanque batismal repousa sobre o dorso de doze bois tamanho natural e perfeição anatômica impressionante. Em alguns templos ainda mais luxuosos, como os dos EUA, esses bois são todos de ouro maciço, o que encanta ainda mais o visitante. É nesse local que os mórmons se batizam por seus parentes mortos, tenham sido mórmons ou não (veja comentário teológico mais adiante).

O local, um gigantesco complexo, comporta ainda biblioteca, livraria, dormitório, ginásio poliesportivo, anfiteatro, salões de festas e dezenas de salas de reuniões equipadas com vídeos, retroprojetores e todo tipo de facilidades tecnológicas. Tudo isso contando com extrema receptividade e organização.

O outro lado da história

O mormonismo está ligado à pessoa de Joseph Smith, nascido em 23 de dezembro de 1805, no condado de Windsor, Estado de Vermont, Estados Unidos da América do Norte. Ele foi fundador, profeta e primeiro presidente da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Quando tinha dez anos de idade, a família de Smith se mudou para Palmyra, Nova York. Quatro anos depois, Smith teve sua primeira visão de Deus e de Jesus Cristo, que o instruiu a não se associar a nenhuma igreja existente, denunciando a falsidade de todas elas.

Por volta do ano de 1827, por meio de outra visão, Smith recebeu uma mensagem divina, escrita em placas de ouro, em hieróglifos. Segundo Smith, o “anjo” Moroni lhe apareceu e lhe disse que havia vivido naquela região há uns 1.400 anos. Seguindo o relato, o pai de Moroni, um profeta, tinha gravado a história do seu povo naquelas placas. Quando estavam a ponto de ser exterminados por seus inimigos, Moroni teria enterrado essas placas ao pé de um monte próximo do local onde hoje é Palmyra. Nessa visão, Moroni teria indicado a Smith o lugar em que as placas teriam sido escondidas e lhe deu umas pedras especiais, um certo tipo de lentes, chamadas “Urim” e “Tumim”, com as quais poderia decifrar e traduzir os dizeres das placas.

Smith traduziu e publicou o texto (1830), que recebeu o título O Livro de Mórmon, no qual conta a história religiosa de um povo antigo que viveu no continente norte-americano e que descreve como descendentes dos antigos hebreus.

Em 1830, Smith organizou a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e, imediatamente, começou a enviar missionários para outras localidades. Em virtude da conversão de um número muito grande de pessoas em Ohio, Smith se mudou para lá, e construiu, em Kirtland, um templo.

Mas... isto tudo é cristianismo?

Embora Jesus tenha dito que Ele próprio edificaria sua igreja, e que as portas do inferno prevaleceriam contra ela (Mt 16.18), Joseph Smith fundou esse movimento sobre o pressuposto de que a verdadeira Igreja de Jesus Cristo havia apostatado, abandonado a verdade de Deus. Jesus então o teria enviado para restaurar o cristianismo.

Esta suposta restauração se mostra evidentemente falsa, porque a Igreja resultante dela não se baseia no modelo do Novo Testamento. O princípio da Reforma Protestante, no século XVI, foi comparar o cristianismo da época com o modelo neotestamentário. Em outras palavras, a base da Reforma foi a Palavra de Deus.

Quando, porém, comparamos as doutrinas mórmons com as da Bíblia, é difícil identificar a Igreja dos mórmons como a verdadeira Igreja cristã. Ensinos e práticas estranhos ao evangelho são apregoados por eles. Estão pregando um outro evangelho como se fosse o verdadeiro evangelho. Embora as semelhanças sejam muitas, as diferenças também são. Termos bíblicos não fazem que nenhum conceito ou doutrina seja bíblico, ainda mais se praticado de forma antibíblica.

Doutrinas variadas e estranhas ao evangelho

Bíblia, evangelho, Jesus, anjos, profeta, apóstolo, Deus, Espírito Santo, batismo, dons espirituais, Igreja, volta de Cristo, irmão, irmã, etc, são alguns dos inúmeros termos utilizados pelos mórmons a fim de sejam identificados como cristãos evangélicos. Um leigo nem sempre consegue ver a diferença.

De repente, porém, surgem outros nomes e conceitos que estão muito longe das Escrituras: selamento eterno, batismo vicário pelos mortos, sacerdócio aarônico, sacerdócio de Melquisedeque, garments, etc. Sem falar dos nomes que surgem no Livro de Mórmon e que nada tem a ver com a Bíblia Sagrada: Éter, Nefi, Helamã, Alma, Omni, Jarom, Ênos, etc.

Conhecendo um pouco dessas doutrinas, ficamos chocados com as distorções existentes, e que se classificam facilmente no termo “outro evangelho”, tão condenado pelo apóstolo Paulo (Gl 1.8,9; 2Co 11.4).

Batismo vicário pelos mortos

Ensinam que o batismo é vicário, ou seja, pode ser feito no lugar de uma pessoa (que já morreu) para salvá-la. Este conceito de batismo não procede, de modo algum, das Escrituras. Todas as referências ao batismo bíblico estão ligadas à decisão individual do cristão e, mesmo assim, é uma conseqüência da salvação e não um meio para adquiri-la.

Segundo as Escrituras, a única substituição salvadora foi feita por Jesus (Is 53.4-6; 1Pe 3.18). Salvar alguém pelo batismo equivale a tornar-se um co-salvador, mas Jesus, e Ele somente, é o único Salvador.

As pessoas devem decidir sua condição eterna (salvação ou perdição) enquanto estão neste mundo, não depois. Não há, conforme mostram as Escrituras, como mudarem sua condição diante de Deus após a morte (Lc 16.26).

A única referência bíblica empregada pelos mórmons para justificar esta prática é o texto de 1Coríntios 15.29, que reconhecidamente é de difícil interpretação. Todavia, nele não existe, como costumam escrever, “uma ordenança” de batismo pelos mortos. Há apenas uma referência de Paulo quando fala da ressurreição aos membros da igreja de Coríntios. Não existe outra referência além dessa, seja nos escritos paulinos ou em qualquer outro texto do Novo Testamento. É ilógico desenvolver toda uma doutrina e prática sobre uma passagem única e ambígua.

De qualquer forma, o versículo pode estar se referindo àqueles que se batizam “por causa” dos mortos, ou seja, dos mártires. É sabido que muitos se converteram quando viram a morte honrosa dos cristãos. Paulo, então, estaria argumentando que se esses mortos não ressuscitavam ninguém, de nada valia ser batizado por eles. Essa visão é compartilhada pelos grandes apologistas Norman Geisler e Ron Rhodes. Outro apologista, Gleason Archer, também tem uma interpretação parecida do versículo em pauta. Segundo Archer, o apóstolo Paulo estaria falando de cristãos, não necessariamente de mártires, que, com sua morte, deixaram um testemunho de confiança de que suas vidas estavam salvas em Deus e que, por isso, não temiam a morte. Tal testemunho, apresentado no leito da morte, teria levado os familiares desses cristãos ao batismo.

Vale notar também que o versículo enfocado em momento nenhum diz que os cristãos praticavam algum tipo de batismo em favor dos mortos. Paulo fala em “aqueles que se batizam pelos mortos”. Portanto, segundo esta interpretação, o texto não se referia aos próprios coríntios, mas a algum grupo desconhecido.

Seja como for, todas essas explicações têm muito mais coerência do que a absurda prática mórmon. É impossível sancioná-la com esta passagem das Escrituras: “E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição. Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza” (2Pe 3.15-17).

Outra transgressão bíblica, derivada da doutrina do batismo pelos mortos, é o fato de os mórmons se concentrarem em suas genealogias, algo que o Novo Testamento condena explicitamente: “Como te roguei, quando parti para a Macedônia, que ficasses em Éfeso, para advertires a alguns, que não ensinem outra doutrina, nem se dêem a fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé; assim o faço agora” (1Tm 1.3,4).

No mormonismo, as genealogias são vitais e seus adeptos possuem o maior cadastro de genealogias do mundo. Se a Bíblia nos adverte a não nos ocuparmos com isto, como justificar, perante as Escrituras, a preocupação excessiva com árvores genealógicas?

Selamento eterno

É fácil entender o atrativo que a doutrina do selamento eterno exerce sobre as jovens. Casam-se em uma bela cerimônia, em um lugar cercado de esplendor. E com a promessa de um “casamento eterno” e de serem “deusas” na eternidade. É, de fato, um dote tentador.

Mas isso não é bíblico. Não tem nenhum respaldo nas Escrituras. Nada igual jamais se viu no cristianismo histórico. Embora o casamento seja de extrema importância, de acordo com os padrões bíblicos (Ef 5.22,33), ele, porém, não é divinizador. Aliás, temos de dizer aos mórmons o mesmo que Jesus disse aos saduceus: “Vós errais, não conhecendo as Escrituras...” (Mt 22.29). Jesus lhes mostrou que a vida futura é isenta do relacionamento conjugal existente na terra: “Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu” (Mt 22.30).

Também é importante notar que no entendimento bíblico não existe casamento eterno, uma vez que uma mulher se torna livre da lei do marido quando este falece: “Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido” (Rm 7.2).

Dizer que permanecem unidos após isso é negar o que a Bíblia declara.

Outro evangelho

Embora o mormonismo conte sua história como uma restauração ocorrida por meio do encontro de Jesus como o anjo Moroni, e que na época Jesus havia dito a Joseph Smith que todas as Igrejas estavam corrompidas, as coisas,no entanto, não são bem assim. Ao confrontar estas afirmações com as do Novo Testamento, vemos justamente o contrário:

Nos últimos tempos, alguns apostariam da fé, dando ouvidos a doutrinas de demônios e espíritos enganadores (1Tm 4.1). Ora, Joseph Smith viveu no século XIX e deixou o cristianismo por um evangelho que tinha uma doutrina nova, entregue por um suposto anjo. Se houve apostasia foi dele, e seu perfil se encaixa perfeitamente aqui.

Não devemos aceitar outro evangelho, nem de homens, nem de anjos! Isto está bem claro (Gl 1.8,9; 2Co 11.4). Toda argumentação não passa de uma tentativa sofismática de esconder o óbvio – o evangelho de mórmon não veio de Deus. Antes, é uma maldição.

Além disso, anjos não são seres necessariamente bons. Existem anjos sobre o controle de Satanás (Mt 25.41). E estes seres não são facilmente identificáveis. Podem apresentar-se com a mesma aparência que os anjos de Deus (2Co 11.14). E aqui também nos vale uma análise do versículo 15, onde diz que os ministros de Satanás podem ter aparência de justiça. Assim, a moralidade mórmon não torna o anjo Moroni um anjo de Deus.

Novas revelações

Por aceitarem novas revelações, os ensinos mórmons são extremamente mutáveis, ou seja, se alteram constantemente.

Além desse livro, possuem outros tidos como sagrados: Pérolas de grande valor e Doutrinas e convênios. Mas aceitam revelações atuais, vindas de seus profetas e apóstolos. Dessa forma, sua doutrina está em constante mudança. Uma mudança que os marcou bastante foi a questão racial, pois os mórmons não aceitavam negros no sacerdócio, visto a cor da pele ser identificada por eles, no passado, com a marca de Caim. Todavia, por questões sociais, acabaram cedendo, alegando uma “nova revelação de Deus”. Uma atitude conveniente diante das circunstâncias!

Preexistência da alma

O mormonismo afirma: “Aprendemos que a vida aqui na terra é parte de uma jornada eterna iniciada muito antes de nascermos, quando vivíamos com Deus como filhos espirituais. Viemos à terra para ser testados...”.

A Bíblia não ensina que “vivíamos com Deus como filhos espirituais”. Muito pelo contrário. Ela ensina que vivíamos “em nossos delitos e pecados”, e éramos, por natureza, “filhos da ira” (Ef 2.1,3). Nossa condição só foi alterada quando passamos a crer em Cristo, quando então nos tornamos filhos de Deus (Jo 1.12).

Não há qualquer fundamento bíblico para a preexistência da alma. A Bíblia, porém, ensina que quando o homem é concebido, Deus cria o espírito dentro dele: “Peso da palavra do SENHOR sobre Israel: Fala o SENHOR, o que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele” (Zc 12.1).

Sacerdócio de Melquisedeque e aarônico

Para uma religião que diz ser a restauração do cristianismo, a IJCSUD possui certas instituições estranhas ao Novo Testamento. Os sacerdócios chamados “Melquisedeque” e “aarônico” são estranhos aos escritos neotestamentários e à história da Igreja. Mesmo que o catolicismo tenha modelado sua liderança à semelhança do sacerdócio levítico do Antigo Testamento, jamais se atreveu a atribuir a esse sacerdócio os nomes acima, concedidos pelos mórmons, pois seria uma distorção ainda maior. Estas instituições são infundadas porque:
• Não existem “ordens sacerdotais” na Nova Aliança, uma vez que todos os crentes são chamados a uma vida espiritual diante de Deus (1Pe 2.5,9).
• O sacerdócio aarônico vigorou somente na Antiga Aliança e, devido à sua impotência, foi substituído pelo sacerdócio de Melquisedeque (Hb 7).
• O sacerdócio de Melquisedeque foi atribuído a uma única pessoa – Jesus Cristo. E, mesmo assim, não nos moldes do sacerdócio de Aarão, mas apenas como alegoria, conforme expôs o escritor de Hebreus (Hb 7).


Judeus, Jesus e o cristianismo na América

O mormonismo é bastante patriótico. Segundo sua crença, ocorreu uma “americanização” do plano de salvação em diversos sentidos. O Livro de Mórmon seria o equivalente a uma versão americana das Escrituras, por ter sido elaborados nos EUA. Seu conteúdo retrata a fictícia existência de uma comunidade judaica que viera para a América nos tempos do rei Ezequias. Após ter ressuscitado, Jesus teria vindo para a América e formado uma Igreja que subsistiu até o ano duzentos, aproximadamente.

Nada disso se harmoniza com as Escrituras ou com a realidade nestas afirmações.

Em primeiro lugar, embora se conheçam provas arqueológicas e históricas de muitas referências bíblicas, o mesmo não acontece com o Livro de Mórmon. Nunca a arqueologia respaldou, com descobertas, os fatos pseudo-históricos das lendas mórmons. Pelo contrário, a arqueologia pode demonstrar o absurdos do Livro de Mórmon. Seus esforços de passar a idéia de que sua “bíblia” é confiável têm sido tão entusiastas que a Smithsonian Institution, renomada instituição científica norte-americana, por ser ilegalmente citada pelas mórmons, achou necessário fazer um pronunciamento oficial afirmando que o Livro de Mórmon não tem nenhum valor arqueológico nem histórico.

Em segundo lugar, após a ressurreição, a Bíblia mostra que Jesus ficou quarenta dias com os discípulos, ensinando-lhes a respeito do reino de Deus (At 1.3) e, depois desse período, subiu aos céus e sentou-se à direita de Deus (Mc 16.19). Se fosse realizar sua missão em outras terras, com certeza Deus não deixaria tão importante fato em oculto.

Em terceiro lugar, Jesus estabeleceu a Igreja em Jerusalém, de onde seus discípulos deveriam partir até alcançar os confins da terra (At 1.8). A partir dali, era a missão deles levar o evangelho para o mundo todo (Mt 28.18-20; Mc 16.15).

Este “espírito americanizador” é tão forte que o reino futuro de Cristo sobre a terra se dará justamente na América. Vejamos o que os mórmons dizem em seu credo: “Cremos na coligação literal de Israel e na restauração das dez tribos: que Sião será reconstruída neste continente [o americano]; que reinará pessoalmente sobre a terra...”. Mas as Escrituras, em momento nenhum, tiram de Jerusalém o título de “cidade do grande Rei” (Mt 5.35). Pelo contrário, a colocam como centro dos planos escatológicos de Deus (Rm 11.26).

Os templos

O verdadeiro cristianismo não possui templos. Não no sentido como é considerado o templo de Jerusalém no judaísmo. Jesus deixou esta questão bem clara no diálogo que teve com a mulher samaritana: “Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos, porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.20-24).

O templo no cristianismo é a própria Igreja, isto é, os remidos, que se tornam habitação e templo do Espírito Santo (1Co 3.16). No cristianismo evangélico, os recintos chamados templos têm apenas a função de locais de culto e, por isso, são respeitados apenas pelo que representam.

No mormonismo, o templo é vital, porque as cerimônias têm poder salvífico e o local se torna, então, um meio de salvação. Para os mórmons, o templo, apesar de lembrar a religião judaica, nada tem a ver com essa religião. São centros de práticas totalmente alheias ao cristianismo.

Uma breve análise do primeiro artigo do credo mórmon

A primeira das treze regras de fé contida no credo mórmon reza: “Cremos em Deus, o Pai eterno, e em seu Filho, Jesus Cristo, e no Espírito Santo”.

Essa declaração soa completamente cristã, bíblica e ortodoxa. Num primeiro momento, não há distinção de qualquer outro credo cristão. Todavia, ao nos aprofundarmos em seus ensinos, vamos descobrindo conceitos estranhos por trás das palavras “Deus, o Pai Eterno”, “seu Filho, Jesus Cristo”, e “Espírito Santo”. Pelo fato de os mórmons se apegarem a fundamentos estranhos às Escrituras (aliás, as Escrituras funcionam apenas como isca), ocorre um desvio total de seus ensinos, como podemos verificar:

Deus é um homem de carne e osso

O “profeta” Joseph Smith disse: “Se o véu se rompesse hoje, e o grande Deus que mantém este mundo em sua órbita, e que sustenta todos os mundos e todas as coisas por seu poder, se fizesse visível - digo se vós pudésseis vislumbrá-lo hoje, vê-lo-íeis em forma de homem...”. “Deus é um homem glorificado e perfeito, um personagem de carne e ossos. Dentro de seu corpo tangível, existe um espírito eterno”.5

“Deus é Espírito”, disse Jesus (Jo 4.24). E sabemos o que Ele quis dizer com isso, pois ensinou que um espírito não tem carne nem ossos: “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho” (Lc 24.39). As afirmações são opostas. O livro Doutrinas e convênios contradiz o que a Bíblia ensina, logo não pode estar certo. O Deus do mormonismo não é o Deus das Escrituras, logo não pode ser verdadeiro.

Jesus foi gerado por relação sexual entre Deus e Maria

“Quando a virgem Maria concebeu o menino Jesus, o Pai o havia gerado à sua semelhança. Ele não foi gerado pelo Espírito Santo [...] Jesus, nosso irmão mais velho, foi gerado na carne pelo mesmo indivíduo que se achava no jardim do Éden e que é o nosso Pai celestial”.6

Ensinar que Jesus, em sua encarnação no ventre de Maria, não foi gerado pelo Espírito Santo é querer destruir os fundamentos da fé cristã e operar um ataque direto ao texto bíblico. Lemos em Mateus 1.18,20: “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo. Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente. E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo”.

Neste caso, temos uma contradição evidente entre as expressões “... não foi gerado pelo Espírito Santo”, ensinada pelo mormonismo, e “achou-se ter concebido pelo Espírito Santo”, segundo a Bíblia.

Ainda conforme a concepção mórmon, em um dado momento da eternidade o Pai resolveu criar o Filho e elevá-lo à categoria de Deus. Antes da criação deste mundo, Jesus teria apresentado ao Pai um plano de salvação. Seu outro “irmão”, Lúcifer, teria se rebelado porque seu plano fora rejeitado e o de Jesus, aceito. Uma narrativa que se assemelha bastante com a mitologia grega e pagã.

A controvertida pessoa do Espírito Santo

A IJCSUD nunca foi muito clara com respeito à pessoa do Espírito Santo. Joseph Smith chegou mesmo a afirmar que o Espírito Santo era apenas a mente do Pai e do Filho.7 No entanto, seu “terceiro deus”, como seria mais propriamente considerar o Espírito Santo dentro do mormonismo, ainda não recebeu um corpo mortal. A teologia mórmon não costuma abordar esta contradição. Mas não se deve dizer que o Espírito Santo não possui um corpo. Na verdade, Ele tem um corpo espiritual, com forma verdadeiramente humana, com cabeça, torso e lábios. Ele pode estar apenas num único lugar ao mesmo tempo.8

Como podemos ver, o Espírito Santo dos mórmons é um outro Espírito Santo, diferente do da Bíblia, assim como o evangelho e o Jesus deles também são outros (2Co 11.4).

Os trezes principais artigos do credo Mórmon possuem uma natureza ambígua e, por conta disso, qualquer pessoa (até mesmo o cristão) sem o devido conhecimento das Escrituras corre o risco de tropeçar. Não são os contrastes entre o mormonismo e o cristianismo que devem nos preocupar, mas, sim, suas aparentes semelhanças.

Em busca dos santos dos últimos dias

O objetivo da nossa apologética não é somente defender a verdadeira fé de desvios doutrinários, mas levar os incautos ao conhecimento da verdade. Os mórmons são cidadãos respeitáveis, bons pais de famílias e pessoas com padrão moral elevado, mas tornaram-se vítimas do pai da mentira. Como cristãos, temos a responsabilidade de indicar-lhes o verdadeiro caminho e não de criticá-los.

Querer desmascará-los, desacreditá-los ou mostrar superioridade intelectual é algo reprovável. Temos de ter a visão do apóstolo Paulo (Rm 10.1-4) que, apesar de reconhecer o engano em que viviam os judeus de sua época, não deixava de orar pela salvação deles. Isso porque não os reconhecia apenas como pessoas perversas, mas como pessoas que tinham zelo por Deus, sem, contudo, terem o conhecimento da verdade.

Para falar aos mórmons sobre o verdadeiro evangelho, precisamos ter um cuidado todo especial. Algumas atitudes a serem consideradas:

• Preparação

É necessário conhecer tanto o ensino bíblico quanto os ensinos mórmons. O ICP fornece excelente material para isso: a Bíblica Apologética, a Série Apologética, a revista Defesa da Fé, um curso de apologética, fitas e livros. Comece a estudar agora e, daqui a alguns meses, você estará apto para esta tarefa.

Existem, ainda, muitos sites de estudos apologéticos que podem ajudar nesta questão.

Sem o devido preparo, é arriscado e difícil tentar esclarecer algo aos mórmons.

• Estabelecer contato

Uma vez conhecendo as doutrinas dos mórmons e as doutrinas bíblicas, você não precisa sair à procura dos mórmons, eles se encarregam de ir à casa das pessoas apresentar seus estudos. Assim, basta você aceitar ou pedir uma visita, a fim de estabelecer contato. Se isso acontecer, dê-lhes uma boa receptividade, trate-os com amor.

• Sinceridade

Não os engane, dizendo que não conhece nada da Bíblia ou da doutrina deles. Admita que é um crente evangélico e que conhece suas publicações, mas que tem muitas dúvidas e gostaria de esclarecimentos. Eles vão abrir um sorriso e se prontificarão a visitá-lo e a ensinar suas doutrinas.

• Saber ouvir

É uma forma de ganhar sua confiança. Não queira replicá-los cada vez que disserem algo que você sabe estar em desacordo com a Bíblia. Quando eles se sentirem mais à vontade, então poderá falar. Questione antecipadamente se pode fazer perguntas caso surjam dúvidas durante o estudo. Mais à frente, poderá até mesmo contar seu testemunho de como se tornou cristão. Não use de atitude arrogante ou superior. Não deboche de suas crenças. Eles são sinceros em sua fé, mesmo que esteja errada. Eles não o ouvirão com respeito se não fizer o mesmo.

• Questione o máximo que puder

Com o passar do tempo, comece a questionar, mas de forma branda e delicada. O intuito é levá-los a raciocinar por si próprios, pois são treinados a aceitar tudo sem questionamento. Não ousam duvidar de nada que o mormonismo lhes ensina. Por isso, perguntas curtas e diretas são meios de libertá-los dessa prisão de consciência. É bem provável que mudem de assunto sutilmente quando não souberem responder. Neste caso, não provoque. Se houver oportunidade em outra ocasião, torne a questionar, sempre em tom de humildade e mansidão.

• Discorde sem contender

Se um mórmon, durante a conversa, lhe der alguma resposta absurda ou sem lógica, não precisa ficar rebatendo indefinidamente. Diga-lhe apenas que não se sente convencido, mas que tudo bem, quer continuar ouvindo. Isso fará que ele se sinta forçado a raciocinar ou a questionar suas afirmações posteriormente, sem, contudo, se sentir constrangido.

Compartimentos do Templo

Sala de Investidura

Nesta sala, tem-se uma visão geral do plano do Senhor para os seus filhos (mórmons). Aqui os mórmons recebem “instruções” acerca de quem são, de onde vieram, por que estão aqui e para onde vão. Nela, “os santos dos últimos dias” aprendem a respeito de sua vida pré-mortal, de sua vida mortal e das bênçãos que podem receber na próxima vida.

Sala de Selamento

A cerimônia realizada nesta sala é, sem dúvida, uma das mais aneladas pelas jovens mórmons. Neste local, a noiva e o noivo mórmon reúnem seus parentes e amigos para serem testemunhas da ordenação do matrimônio para a eternidade.

Sala do Mundo

Geralmente, suas paredes são cobertas por pinturas paisagísticas. As cenas são típicas do mundo sob a maldição de Deus. Reporta-se à expulsão do homem no jardim do Éden e seu enfrentamento diante das disputas, dificuldades, trabalho e suor. James Talmage sugere que esta sala bem poderia ser chamada de sala do mundo degradado.

Sala Terrestrial

Também conhecida como “sala de conferência superior”, combina riqueza e simplicidade. Geralmente, são ilustradas com cenas das terras bíblicas. Nesta sala são ministradas instruções a respeito dos endowents que enfatizam os deveres práticos de uma vida religiosa. Contém, ainda, cortinas de seda que se constituem no “véu do templo”.

Sala Celestial

Todos os objetivos dos convênios observados no templo culminam para esta sala. De acordo com o procedimento padrão da construção de templos mórmons, é costumeiro edificá-la no centro da estrutura. É a mais importante de todas as salas e trata-se de uma representação simbólica do paraíso. Para os mórmons, esta sala alude à vida familiar eterna com o “Pai celestial e Jesus Cristo”.

Outras salas

Sala do Jardim, sala das noivas, sala de selamento pelos mortos, sala dos Élderes, sala do conselho dos doze apóstolos, sala do conselho dos setenta, etc.

Estas descrições estão baseadas na obra de um dos doze apóstolos da IJSUD – James E. Talmage – intitulada A casa do Senhor. Os relatos referem-se ao grande templo de Salt Lake City, sede do mormonismo em Utah, EUA.

Notas:--------------------------------------------------------------------------------

1 Não há uniformidade no relato da primeira visão, que é a base da justificação mórmon para a fundação da sua igreja. Existem pelo menos três versões diferentes do suposto episódio. A oficial diz que lhe apareceram dois personagens, o Pai e o Filho, Jesus Cristo. Outra versão diz que Deus não veio, mas enviou um anjo. Ainda uma outra diz que Deus não veio pessoalmente, mas enviou o apóstolo Pedro.
2 Respostas às seitas, Geisler, Norman & Rhodes, Ron. CPAD, 2000.
3 Folheto sobre o templo.
4 Ensinamentos do profeta Joseph Smith, p. 336.
5 Doutrinas e convênios 120:22.
6 Revista de discursos, vol. I, p. 50-1.
7 Lectures on Faith, p. 48-9.
8 www.veritatis.com.br

terça-feira, 30 de março de 2010

CASAL DE MÓRMONS SALVO POR JESUS


Estudos Bíblicos      Apologética       Mormonismo
CASAL DE MÓRMONS SALVO POR JESUS
Publicado em 12/29/2006
Pr. João Flávio & Presb. Paulo Cristiano
Centro Apologético Cristão de Pesquisas - CACP
Eram duas horas da manhã, quando Dennis Higley, pertencente à sexta geração de Mórmons, estava se aproximando de uma descoberta que iria destruir suas ilusões de uma vida inteira.

Sua esposa, Rauni, havia-lhe dito que já não podia mais continuar como membro da Igreja Mórmon (Santos dos Últimos Dias = SUD) por causa das contradições e outros problemas que ela havia descoberto nos ensinos desta Igreja. Eles haviam praticamente deixado de se falar por causas das tensões. Foi quando Dennis finalmente concordou em adquirir todos os livros importantes sobre a doutrina e a história da Igreja, sentar-se com a esposa, e ler, dentro de todo o contexto, cada um dos ensinos problemáticos.

Finalmente, depois de muito exame, Dennis levantou-se, fechou abruptamente todos os livros e falou: "para mim, basta!".
- Foi naquela noite que a bolha do Mormonismo em que eu estivera encerrado explodiu... Aquela noite foi o início dos meus estudos profundos da história e doutrina dos mormons - itens dos quais a minha Igreja jamais havia me falado.

Aquele momento chave chegou em 1982. Desde então, apesar da perseguição devastadora que lhes custou o negócio, depois que eles deixaram a Igreja, o casal Higley tem sido usado por Deus apara ajudar a levar centenas de mormons à fé no Jesus Cristo da Bíblia. Eles trabalham como voluntários na Mission Service Corps (Exército Missionário de Serviço), junto com a Mission Board americana, que se dedica à evangelização entre fés. Trabalham sob os auspícios da HIS (He is Savior = Ele é o Salvador), nos subúrbios de Salt Lake City, onde eles estão compartilhando o Cristo do Cristianismo histórico com os que foram apanhados no labirinto do Mormonismo, auxiliando, também, os companheiros cristãos.

Rauni Higley converteu-se ao Mormonismo em sua terra natal, a Finlândia, em 1963. Ela era uma Luterana nominal e ficou impressionada com a amizade e o calor demonstrados pelos missionários e membros da Igreja Mórmon.
- Eu era completamente ignorante da Bíblia, não sabendo realmente quem é Deus e quem é Jesus. Então foi muito fácil para os Mórmons me convencerem de que estavam me trazendo a verdadeira mensagem bíblica.
Ela aceitou sua nova fé com um entusiasmo que não passou despercebido aos líderes mórmons. Em menos de uno ela foi chamada a servir numa "missão de 18 meses", em tempo integral, na SUD. Foi nesse tempo que ela conheceu Dennis, natural de Idaho, o qual também estava servindo na Finlândia.

As primeira indagações sobre a nova fé de Rauni apareceram durante a sua primeira visita ao templo da SUD, numa cidadezinha perto de Berna, Suíça. Foi lá que lhe apresentaram as ordenanças secretas exigidas no Mormonismo, desde a entrada até o mais alto nível celestial.
- Foi um choque. Na preparação para a experiência no templo dos Mormons era dito como seria bela e maravilhosa essa experiência, e como a gente vai atingindo um maior conhecimento de Deus...Bem, quando adentrei o templo, nada disso experimentei.

Pediram-lhe para despir toda a roupa, enquanto um "escudo" foi colocado sobre o seu corpo. Em seguida ela foi cerimonialmente "lavada e ungida" por um obreiro do templo. Foi-lhe dado um novo nome e uma roupa íntima que ela deveria usar 24 horas por dia, pelo resto da vida. Porém, mais alarmante ainda eram os apertos de mão secretos, acompanhados de imprecações secretas em forma de sinais, os quais incluíam um leve roçar do polegar sobre a garganta. Os sinais significavam como a vida pode ser tirada se os apertos de mão forem revelados a alguém fora do templo.
- Eu não conseguia imaginar como um Deus amoroso poderia manter um aperto de mão tão secreto, que se eu fosse contar a alguém seria morta da maneira mostrada no templo.

Mais tarde ela aprenderia que aquelas e outras cerimônias do templo eram idênticas às da Maçonaria e das religiões ocultistas.
Rauni também não entendia como as cerimônias realizadas naquele mesmo dia "por e em favor de" sua mãe e sua avó já falecidas poderiam ser idênticas àquelas feitas pelos vivos. Elas (as mortas), com efeito, estavam jurando que suas vidas seriam tiradas se revelassem os apertos de mão. Ambas também foram "lavadas e ungidas" através da substituição, para gozarem de boa saúde, terem filhos e povoar a terra. E Rauni, como sua substituta, tinha de hipotecar todas as suas possessões à Igreja SUD.

- Eu estava pensando: isto realmente não se aplica aos mortos, mas somente aos vivos. Mesmo assim mais de 90% do serviço diário no templo é feito pelos mortos.
Aos Mórmons não é permitido discutir as cerimônias fora do templo e não há como fazê-lo, enquanto as cerimônias são realizadas. Desse modo, Rauni não podia falar do assunto com os demais. Ela achava que com o passar do tempo iria encontrar as respostas às suas cruciantes indagações, mas essas respostas jamais chegaram. Depois de sua missão, Rauni se mudou para Salt Lake City, onde começou a trabalhar como tradutora para a SUD, posição que ela ocuparia durante 14 anos. Enquanto isso, Dennis regressou de sua missão na Finlândia e eventualmente ambos se casaram no templo da SUD.

Uma das tarefas de Rauni era traduzir as cerimônias do templo para o Finlandês, coisa que ela imaginava que fosse ajudá-la a compreender melhor as cerimônias.
Para uma tradução correta é importante que se conheça a significação exata de cada frase.
Mas, enquanto ela trabalhava no projeto, outro tradutor lhe contou que o próprio presidente da Igreja, quando indagado sobre as cerimônias da Igreja, havia admitido que nem tudo estava claro para ele.
- Porque você precisa entender em sua língua muito melhor do que o fazemos no Inglês?
Outras dúvidas que surgiram mereceram respostas idênticas dos líderes da Igreja SUD. Eles sempre respondiam:
- Traduza como está!

Mas Rauni achava que "aí é que estava o problema, pois as palavras tinham de fazer sentido. Se não faziam, o que estavam ensinando?"
Foram tempos de muita frustração. Mais tarde outras dúvidas foram surgindo, quanto às referências históricas, a fim de assegurar exatidão na tradução.
- Isso me abriu os olhos para o fato de que o Mormonismo evoluíra e fora bem diferente no passado, e isso me fez começar a ler mais e mais material do que a média disponível aos membros. E além de outras coisas descobri:

" Contradições alarmantes com referência aos acontecimentos primordiais na vida de Joseph Smith, antes dele fundar a Igreja SUD, em 1830.
" Fatos históricos e arqueológicos, os quais questionavam a veracidade do Livro de Mórmon.
" Profecias não cumpridas, as quais, conforme Deuteronômio 18:20-22, significavam que Joseph Smith não passava de um falso profeta.
" Contradições entre os ensinos atuais da SUD, os antigos escritos da Igreja e as próprias escrituras mórmons.

Com o passar dos anos em que Rauni continuou satisfazendo as expectativas dos membros da SUD, ela e Dennis cresceram juntos em posições de liderança dentro da Igreja. Dennis eventualmente fora nomeado para um lugar no Alto Concelho da Estaca, em que junto com a Presidência das Estacas, tinha autoridade sobre cerca de 6 a 8 igrejas "custódias" (Wards).

Enquanto isso, Rauni continuava a descobrir mais coisas. Em 1982 ela finalmente disse ao marido que não podia mais participar da SUD. A princípio Dennis ficou furioso, lançando-lhe apenas um olhar de repreensão. E lhe respondeu: "Ainda não sabemos o suficiente a esse respeito. Dê outra desculpa". Ele simplesmente deixou as coisas em banho-maria, enquanto Rauni insistia em lhe apresentar as contradições e diferenças, a ponto de deixarem de falar um com o outro.
Ao bispo da igreja local Dennis pediu que falasse com ela, mas ele também ignorava quase tudo.

- Você sabe como é. Seu marido tem estado no Concelho durante anos, e quando se faz o trabalho da Igreja e nele se está ativo, não se tem tempo de estudar o passado.
Rauni disse que esse era exatamente o caso. Ela falou: "Posso ver que a razão da membresia estar sempre ocupada é para que não tenha tempo de descobrir coisas. Se temos qualquer momento livre logo nos mandam para o templo, a fim de trabalhar pelos mortos".

Foi então que Dennis encontrou tempo para reunir o material e conferir as informações por si mesmo. Quando se convenceu de que a SUD estava em grave erro, sua primeira reação foi de ódio.
- Eu não queria ter mais nada com a religião organizada. Achei que havia sido vítima de uma brincadeira de mau gosto, e que em algum lugar alguém deveria estar rindo às minhas custas, durante os 40 anos em que fora um mórmon fiel e ativo.

Mas ele estava determinado a encontrar a verdade. Eventualmente, através do seu próprio estudo e de uma série de fitas de estudos bíblicos, ele e Rauni aceitaram o Jesus Cristo da Bíblia e do Cristianismo histórico.
E maio de 1983, após Dennis ter pesquisado durante um ano, ele e a esposa enviaram uma carta à Igreja SUD, solicitando remoção dos seus nomes da membresia. Porém, quando seus nomes foram lidos num encontro dos sacerdotes, como tendo sido excomungados, sem razão alguma começaram a circular rumores sobre possíveis pecados graves por eles cometidos.
Os Higleys acharam que a melhor aproximação seria escrever uma carta aos parentes e amigos da SUD, explicando a razão de haverem saído. Na carta afirmavam que se estivessem errados em tudo o que haviam descoberto, de bom grado aceitariam a correção. Não houve resposta.

A carta e sua saída causaram tais transtornos à liderança local da Igreja, que o negócio de varejo dos Higleys foi boicotado. Finalmente eles se viram forçados a se mudar para um subúrbio de Salt Lake City, porém não antes que o seu testemunho desencadeasse um avivamento.
Filiaram-se à Primeira Igreja Batista de Vernal, Utah, uma pequena congregação de apenas 70 membros, que acabara de admitir um novo pastor, com uma nova visão de como alcançar a comunidade. A combinação guiada pelo movimento soberano de Deus resultou nos membros da igreja se mobilizando e conseguindo levar 450 membros mórmons ao Cristo da Bíblia, em apenas 5 anos.

Por causa de sua dramática história, os Higleys eram solicitados a falar a grupos cristãos e também adaptaram um curso sobre Mormonismo, o qual haviam antes ensinado em Vernal, num seminário para fins de semana. A carta original que eles haviam remetido aos amigos e parentes da SUD foi transformada num folheto dirigido aos Mórmons e logo se tornou disponível num "site" da Internet (www exmormon.org.whylft.htm).
Os HIgleys responderam cerca de 2.000 cartas diárias via E-Mail, no último ano, e sempre passavam horas no telefone conversando com altercadores ou ex-mórmons. Para pagar essas contas Dennis foi trabalhar numa firma de reformas de construção e Rauni se tornou corretora de imóveis em Salt Lake City.

Sair do Mormonismo é muito difícil, disse Dennis, porque há muitos estágios que precisam ser sobrepujados. Com indivíduos como ele próprio, que jamais havia conhecido coisa alguma além do Mormonismo, é particularmente difícil. O hectavô de Dennis havia se filiado à Igreja por ocasião de sua fundação, em 1830.

- Quando você é doutrinado desde criança a crer que esta é a única igreja verdadeira, crendo ser esta a vontade de Deus para a sua vida, é quase impossível questionar qualquer coisa. Mesmo porque jamais pode entrar em sua cabeça que ela possa estar errada.
Depois de se convencer de que o Mormonismo é falso, as pessoas ainda têm de provar que a Bíblia é verdadeira. Aos mormons é ensinado que a Bíblia não é um livro confiável. Eles trabalham para distratar a Palavra de Deus. Então, o passo mais difícil é fazer acreditar que a Bíblia é realmente confiável, que ela é a Palavra de Deus e que existe um relacionamento compensador com Cristo que eles podem experimentar. Mas esse é um processo muito longo.

Nos seminários cristãos os Higleys têm dado uma visão geral sobre as crenças mormons, esclarecendo as significações diferentes que os mormons assumem em relação aos termos do Cristianismo. Eles oferecem um pano de fundo básico sobre aquilo em que os Mórmons crêem:
"Que eles têm um Deus diferente, um Jesus diferente, um Espírito Santo diferente e um plano de salvação diferente. Estes são os tópicos fundamentais que os Cristãos devem conhecer":
Rauni afirma que as pessoas testemunham aos mormons, porém não esclarecem as diferenças. "Se você chega a um Mórmon e lhe fala de Jesus Cristo, ele na certa vai dizer: eu creio em Jesus Cristo, também sou cristão".

Porém o Jesus dos mormons é um dos bilhões de filhos espirituais de Deus, não o Deus Todo Poderoso que se encarnou. Ele não é um Jesus que sempre existiu como Deus, porém é um ser criado, que evoluiu até chegar à divindade.
Quando se fala com os mormons a melhor maneira de aproximação é pedir-lhes simplesmente para explicar o conceito de Deus e de Jesus. Então as diferenças podem ser mostradas na Bíblia e o Mórmon poderá decidir se vai crer na SUD ou na Bíblia.
No que diz respeito à sua própria caminhada cristã, Dennis afirma que os Cristãos sempre lamentam sobre o preço que ele e Rauni têm pago pela sua fé, mas que eles desejam simplesmente celebrar junto com os irmãos. E acrescenta: "Sei que pagamos um alto preço aos olhos do mundo, mas obtivemos o prêmio através de Jesus Cristo"!

Artigo de James Dotson, do jornal
"The Evangel", edição de março/abril, 1998
Tradução de Mary Schultze,

DEZ RAZÕES BÍBLICAS PORQUE NÃO POSSO SER MÓRMON

0 de Março de 2010

Estudos de Seitas      Apologética       Mormonismo
10 Razões Bíblicas porque não posso ser Mórmon
Publicado em 11/23/2001
Pastor David Zuhars
Primeira Igreja Batista do Jardim das Oliveiras - www.pibjo.r8.org


  1. O Mormonismo não ensina que a Bíblia é a infalível Palavra de Deus.

    "Cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus até onde for traduzida corretamente: cremos que o livro de Mórmon também é a palavra de Deus," (Declaração de fé, artigo n° 8).

    Na qualidade de crentes que somos cremos que as Sagradas Escrituras do Velho e do Novo Testamentos são a Palavra de Deus verbalmente inspirada, a autoridade final para nossa fé e vida, sem erros no original, infalível e inspirada por Deus. II Tim. 3:16-17; II Pedro. 1:20-21; Mat. 5:18.
  2. O Mormonismo ensina que Deus é um homem glorificado e que tem um corpo físico.

    "Deus mesmo já foi como nós somos agora e é um homem glorificado," (Doutrinas do Profeta Joseph Smith, página 345). "O Pai tem um corpo de carne e osso tão tangível quanto o dos homens…" (Dot. e Cov, Seç. 131:22).

    A Bíblia diz: "Deus não é homem," Núm. 23:19. "Deus é Espírito; e importa que os que adoram o adorem em espírito e em verdade," João 4:24. "…um espírito não tem carne nem ossos…," Luc. 24:39.
  3. O Mormonismo ensina que Cristo e o Diabo são irmãos.

    "…que Lúcifer, o filho da alva, é nosso irmão mais velho e o irmão de Jesus Cristo," (Doutrina Mórmon por Bruce McConkie, páginas 163-164).

    A Bíblia diz que o diabo é um ser criado por Deus. "Perfeito eras (o diabo) nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti," Ezequiel. 28:15. "Porque nele (Cristo) foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele," Col. 1:16.
  4. O Mormonismo ensina que Jesus Cristo era casado e polígamo.

    "Cremos que o casamento em Caná da Galiléia foi o de Jesus Cristo," (Jornal de Discurso, Vol. 2, página 80). O Mormonismo ensina que Jesus foi o filho natural de Adão e Maria. "Quando a Virgem Maria concebeu o Menino Jesus…Ela não foi gerado pelo Espírito Santo. E quem é o seu pai? Ele é o primeiro na família humana," (Brigham Young, Jornal de Discursos, páginas 50-51).

    A Bíblia diz: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós…," João 1:1, 14. "E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? E, respondeu o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo…," Luc. 1:34-35.
  5. O Mormonismo ensina que a verdadeira igreja deixou de existir até que foi restaurada por Joseph Smith.

    A igreja (SUD) foi restaurada em 6 de abril de 1830 por Joseph Smith, (Dot. e Cov. 20:1).

    Jesus Cristo disse: "…sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela," Mat. 16:18. "Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que está posto, o qual é Jesus Cristo," I Cor. 3:11. "Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina." Efés. 2:20.
  6. O Mormonismo ensina outro evangelho (pervertido) e não aquele da Bíblia.

    O evangelho do Mormonismo é: "A fé, o arrependimento, o batismo, o recebimento do Espírito Santo pela imposição das mãos, a moralidade, a lealdade, o dízimo, a palavra da sabedoria, o dever, o casamento celestial (por toda a eternidade)," (Tratado dos SUD sobre o LIVRE ARBÍTRIO e DECLARAO de FÉ, artigo n° 4).

    A Bíblia diz: "Também vos notifico, irmãos, o evangelho que vos tenho anunciado…que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras," I Cor. 15:1-4. "Assim, como já vo-lo dissemos, e agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema," Gál. 1:9.
  7. O Mormonismo ensina a salvação dos mortos através do batismo por procuração.

    Esta doutrina se baseia numa só passagem das Escrituras mal-interpretada: "Doutra maneira, que farão os que se batizam por causa dos mortos, se absolutamente os mortos não ressuscitam? Por que se batizam eles então pelos mortos?" I Cor. 15:29.

    Paulo não praticava o batismo pelos mortos. Ele se excluiu usando o pronome "eles" e não "nós" ou "vós". Ele está fazendo uma pergunta e não uma declaração. "E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo…," Heb. 9:27.
  8. O Mormonismo ensina a investigação genealógica dos mortos.

    "Vamos, portanto, na qualidade de igreja e povo, como Santos dos Últimos Dias, fazer ao Senhor uma oferta de justiça; vamos apresentar no Seu santo templo, quando terminado, um livro contendo o registro de nossos mortos, que será digno de toda aceitação," (Dot. e Cov, Seç. 128:24).

    A Bíblia diz: "Nem se dêem a fábulas ou a genealogias intermináveis," I Tim. 1:4. "Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas," Tito 3:9.
  9. O Mormonismo ensina que existem profetas modernos e revelações divinas atualizadas.

    O mormonismo reivindica que Joseph Smith recebeu o Sacerdócio Araônico de João Batista. O Sacerdócio de Melquisedeque e o Apostolado foram restaurados por Pedro, Tiago e João logo após em 1829, (Dot. e Cov, Seç. 13).

    A Bíblia diz: "Havendo Deus antigamente falado muitas vezes…nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo," Heb. 1:1-2. Encontramos em Deut. 18:20 e 22 o método bíblico para testar um profeta.
  10. O Mormonismo ensina que a salvação depende de boas obras e da aceitação de Joseph Smith.

    "Nenhum homem que rejeita o testemunho de Joseph Smith pode entrar no reino de Deus," (Doutrinas da Salvação, vol. I, página 190). "Os homens tem uma obra a realizar para obter a salvação," (Doutrinas da Salvação, vol. III, página 91).


A Bíblia ensina que a salvação é somente através de Jesus Cristo. "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos," Atos 4:12. "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie," Efés. 2:8-9.

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Fonte: http://www.pibjo.r8.org

NOVAS DESCOBERTAS SOBRE A PRIMEIRA VISÃO DE JOSEPH SMITH


Estudos de Seitas      Apologética       Mormonismo
Novas descobertas sobre a primeira visão de Joseph Smith
Publicado em 10/19/2001
Wesley P. Walters
Wesley P. Walters
Relato Oficial De Joseph Smith Da Primeira Visao

"No decorrer do segundo ano após nossa mudança para Manchester, houve, no lugar onde morávamos, uma agitaçao anormal sobre questoes religiosas. Começou entre os metodistas, mas logo se generalizou entre todas as seitas naquela regiao do país. . . . e grandes multidoes se uniam aos diferentes partidos religiosos. . . . Uns lutavam pela fé metodista, outros pela presbiteriana e outros pela batista. . . . minha mente tornou-se um tanto favorável à seita metodista . . . mas tao grande era a confusao e a contenda entre as diferentes denominaçoes, que era impossível . . . chegar a uma conclusao certa acerca de quem estava certo e de quem estava errado. . . . Assim, de acordo com esta minha resoluçao de pedir a Deus, retirei-me para um bosque, a fim de realizar o meu intento. Foi na manha de um lindo e claro dia, nos primeiros dias da primavera de mil oitocentos e vinte . . . . ajoelhei-me e comecei a oferecer o desejo de meu coraçao a Deus. . . . vi uma coluna de luz acima de minha cabeça. . . . Quando a luz repousou sobre mim, vi dois Personagens, cujo resplendor e glória desafiam qualquer descriçao. . . . Um Deles falou-me, chamando-me pelo nome, e disse, apontando para o outro: "Este é o Meu Filho Amado. Ouve-O" . . . perguntei aos Personagens que estavam na luz acima de mim, qual de todas as seitas era a verdadeira e a qual deveria unir-me. Foi-me respondendo que nao me unisse a nenhuma delas, porque todas estavam erradas. . . . Percebi logo que a narraçao da história havia provocado uma enorme animosidade contra mim, entre os mestres da religiao, e foi a causa de grande perseguiçao que continuava a aumentar e, embora eu fosse um obscuro menino, de pouca idade, com apenas catorze para quinze anos . . . homens de altas posiçoes preocupavam-se o bastante em excitar a opiniao pública, criando-me uma perseguiçao amarga. E isso era comum entre todas as seitas, todas se uniram para me perseguir."

"Pérola de Grande Valor", Joseph Smith - História 1:5-8, 14-19, 22 estória da Primeira Visao de Joseph Smith — citada acima — é uma das alegaçoes de fundamentaçao da verdade da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Ultimos Dias (Mórmons). Sua importância foi descrita como sendo a "segunda depois da crença na divindade de Jesus de Nazaré".1

O Apóstolo Mórmon Hugh B. Brown declarou: "A Primeira Visao do Profeta Joseph Smith constitui a base da Igreja que mais tarde foi organizada. Se esta Primeira Visao foi apenas uma ficçao da imaginaçao de Joseph Smith, entao a Igreja Mórmon é o que seus caluniadores declaram ser - uma impostura ímpia e deliberada" (The Abundant Life [A Vida Abundante], pp. 310-311).

Se existe uma chance, ainda que remota, de que este ponto central na história Mórmon seja uma invençao, qual o "Santo dos Ultimos Dias" (SUD) nao quereria saber todos os fatos pertinentes? Este folheto fornece evidência histórica que coloca A Primeira Visao de Joseph Smith sob uma nova luz. Muitos Santos dos Ultimos Dias hoje continuam desconhecendo detalhes históricos significantes que foram intencionalmente omitidos ou suprimidos, inclusive os seguintes fatos:2

(1) De acordo com a evidência histórica, o fato de Joseph Smith ter se perguntado qual era a igreja verdadeira nao poderia ter sido movido por um reavivamento em 1820, já que nao houve reavivamento em 1820 em nenhum lugar próximo a Manchester, Nova York, onde ele estava vivendo. Um reavivamento, como descrito por Joseph Smith, ocorreu lá, sim, em princípios de 1824. Contudo, isto vem entao destruir seriamente toda a história de Joseph, porque nao há tempo suficiente entre a Primeira Visao e a publicaçao, em 1830, do Livro do Mórmon, para todos os acontecimentos descritos na estória da Primeira Visao.

(2) Existem outros relatos anteriores à Primeira Visao, inclusive um manuscrito do próprio Joseph Smith, que nao faz nenhuma mençao à apariçao do Pai e do Filho. Pelo contrário, estes relatos anteriores se referem a um anjo, um espírito, muitos anjos, ou o Filho. A estória na forma atual, com o Pai e o Filho, nao aparece até 1838, muitos anos depois que Joseph alegou ter tido a visao.

(3) Os detalhes agora conhecidos sobre o começo da vida de Joseph contradizem sua alegaçao de que ele foi perseguido em 1820 por contar a estória da Primeira Visao. Como jovem, ele participou de encontros Metodistas, e mais tarde entrou para uma classe de aula da Igreja Metodista. Nenhuma perseguiçao foi registrada.

Nenhum Reavivamento Em 1820

A vizinhança de Joseph Smith nao experimentou nenhum reavivamento em 1820 como ele descreveu, no qual "grandes multidoes" teriam entrado para as igrejas Metodista, Batista e Presbiteriana. De acordo com fontes anteriores, inclusive relatórios de conferências de igrejas, jornais, informativos eclesiásticos, registros de presbíteros e entrevistas publicadas, nada ocorreu em 1820-21 que se encaixe com a descriçao de Joseph. Nao houve ganhos significativos no número de membros das igrejas dentro da área de Palmyra-Manchester, Nova York,3 durante o período de 1820-1821 tais como sucedem em grandes reavivamentos. Por exemplo, em 1820 a Igreja Batista em Palmyra somente recebeu 8 pessoas através de profissao de fé e batismo; a Igreja Presbiteriana foi acrescida de 14 membros, enquanto que o circuito Metodista perdeu 6 membros, caindo de 677 em 1819 para 671 em 1820 e descendo para 622 em 1821.4

Em seu relato de 1838, Joseph Smith afirmou que sua mae, irma e dois irmaos foram levados a entrar para a Igreja Presbiteriana local como resultado desse reavivamento de 1820. Entretanto, a mae de Joseph, Lucy, nos conta que o reavivamento que a levou a entrar para a igreja aconteceu depois da morte de seu filho, Alvin. Alvin morreu em 19 de novembro de 1823, e em seguida àquela perda dolorosa Lucy Smith relata que: ". . . nessa época houve um grande reavivamento na religiao, e a vizinhança inteira ficou muito entusiasmada com o assunto; e nós, em meio ao resto do pessoal, nos arrebanhamos para a casa de reunioes para ver se havia uma palavra de consolo para nós, que pudesse aliviar nossos sentimentos sobrecarregados" (Primeiro esboço de Lucy Smith's History ["A História de Lucy Smith,"] pág. 55, Arquivos da Igreja SUD).

Lucy acrescenta que embora seu marido somente houvesse participado das primeiras reunioes, ele nao fazia objeçao de que ela ou as crianças "fossem à igreja ou se tornassem membros."

Existe bastante evidência adicional de que o reavivamento ao qual Lucy se refere tenha mesmo ocorrido no começo da primavera de 1824. Foi relatado em pelo menos uma dúzia de jornais e informativos religiosos (veja por exemplo, uma carta de George Lane, datada de 25 de janeiro de 1825, no Methodist Magazine 8, [abril de 1825]: 159, e uma nota num jornal de Palmyra, o Wayne Sentinel 1 [15 de setembro de 1824] :3).5 Registros de igrejas dessa época mostram relevantes acréscimos no número de membros devido ao recebimento de novos convertidos. A Igreja Batista recebeu 94, a Igreja Presbiteriana 99, enquanto que a obra Metodista aumentou mais 208 membros. Nenhum reavivamento trazendo "grandes multidoes" ocorreu em 1820 na área de Palmyra-Manchester, como Joseph alegou. Fica claro, a partir destas evidências, que o reavivamento que Joseph Smith descreveu nao ocorreu em 1820, mas em 1824. Quando Joseph Smith escreveu a versao de 1838 de sua história, ele arbitrariamente mudou o reavivamento quatro anos para trás e o fez parte de uma estória da Primeira Visao que nem sua mae nem outros associados próximos tinham ouvido falar naqueles dias. (Para mais detalhes veja: Dialogue: A Journal of Mormon Thought [Diálogo: Um Jornal de Pensamento Mórmon], Primavera 1969, págs. 59-100.)

Uma discrepância de quatro anos causa algum problema maior para a estória de Joseph? Certamente que sim! Joseph descreveu uma seqü&3234ncia de 10 anos de acontecimentos que começa com a Primeira Visao e termina com a publicaçao do Livro de Mórmon em 1830. Se esta seqü&3234ncia nao começa até 1824, sobra apenas seis anos para se encaixar a seqü&3234ncia dos dez anos que Joseph alega que ocorreram antes do Livro de Mórmon ser impresso. Como aparece na estória da escritura Mórmon, Joseph diz que em 1823, três anos depois da Primeira Visao de 1820, ele foi visitado pelo anjo Moroni. Moroni fala para Joseph sobre as tábuas de ouro, mas diz que ele deveria esperar quatro anos até obtê-las. Em 1827 Joseph consegue as tábuas de ouro e três anos mais tarde (1830) publica o Livro de Mórmon.

Entretanto, lembre-se que Joseph ligou a Primeira Visao a um grande entusiasmo na área de Palmyra-Manchester. Como documentado acima, agora sabemos que este reavivamento ocorreu, nao em 1820 mas em 1824. Isto significa que a visita inicial do anjo Moroni três anos depois da Primeira Visao teria que ser datado em 1827. Quando nós acrescentamos os quatro anos adicionais que Joseph disse que tinha que esperar para conseguir as tábuas, ele nao as poderia ter recebido até 1831. A esta altura o Livro de Mórmon já estava impresso. A seqü&3234ncia de 10 anos de acontecimentos que Joseph desvenda nesta estória da Primeira Visao simplesmente nao se encaixa no período de tempo entre 1824 e a data de publicaçao do Livro de Mórmon em 1830.

Como é que a estória das origens dos Mórmons se torna tao confusa? Parte da resposta é encontrada no fato de que o próprio Joseph Smith contou a estória de várias maneiras diferentes.

Uma Estoria Em Constante Mudança

Por volta de 1832, Joseph Smith começou um relato da origem da Igreja Mórmon (o único escrito por sua própria mao) que é consideravelmente diferente da estória oficial da Primeira Visao que ele ditou uns seis anos mais tarde. Este relato de 1832, que foi referido como a "estranha estória" de Joseph, nunca foi terminada e por muitos anos permaneceu inacessível ao público. Foi publicada em BYU Studies [Estudos da Universidade de Brigham Young], Primavera de 1969, pág. 278ff, e também está incluída em The Personal Writings of Joseph Smith [Escritos Pessoais de Joseph Smith] de Dean C. Jesse (Salt Lake City: Deseret Book, 1984).

Nesta versao, Joseph se apresenta como um garoto que, entre a idade de 12 e 15 anos, era um leitor da Bíblia perceptivo e comprometido. Ele alega que foram seus estudos das Escrituras que o levaram a compreender que todas as denominaçoes estavam erradas. Ele escreveu:

". . . buscando nas Escrituras, descobri que a humanidade nao se achegou ao Senhor, mas que apostatou da verdadeira fé viva, e que nao havia sociedade ou denominaçao que se tivesse construído sobre o Evangelho de Jesus Cristo, como registrado no Novo Testamento" (Personal Writings [Escritos Pessoais] pág. 5).

Seis anos mais tarde, quando Joseph lançou seu relato oficial da Primeira Visao, ele mudou sua estória e nao mais alegou que seu estudo pessoal da Bíblia o tivesse levado à conclusao de que todas as igrejas estavam erradas. Pelo contrário, ele disse que o Pai e o Filho lhe disseram que todas as igrejas estavam erradas e que "ele nao deveria entrar para nenhuma delas" (ironicamente, os historiadores Mórmons documentaram o fato de que Joseph Smith entrou para uma classe de aula da Igreja Metodista em 1828.6) Ele alegou estar surpreso de seu pronunciamento, pelo que acrescentou entre parênteses que "nessa época nunca tinha passado por seu coraçao que todas fossem erradas". Joseph, porém, se contradiz a si mesmo, pois em alguns parágrafos anteriores, nesse mesmo relato, ele afirmou: "Eu freqüentemente dizia para mim mesmo . . . Qual de todos esses grupos está certo? Ou estao todos errados de uma vez?" Esta declaraçao aparece no manuscrito original (veja o Brigham Young University Studies [Estudos da Universidade de Brigham Young], citado anteriormente, pág. 290); mas uma contradiçao tao séria assim nao poderia ser permitida a continuar sendo parte da versao oficial, e depois da morte de Joseph, entao, as palavras embaraçosas foram tiradas fora da ediçao.

Mesmo sem a contradiçao, o relato de 1838 se conflitua com a versao de 1832. No relato de 1832, é a leitura da Bíblia de Joseph que o move a buscar a Deus, enquanto que na estória de 1838 é um reavivamento (nao-existente em 1820) que o motiva. Na versao de 1832, Joseph somente menciona a apariçao de Cristo, enquanto que na de 1838 ele alega que tanto o Pai como o Filho apareceram. No relato de 1832, ele já sabe que todas as igrejas estao erradas, enquanto que na estória de 1838 diz que nunca lhe ocorreu que todas fossem erradas até que as duas deidades o informaram deste fato.

A mae de Joseph, da mesma forma, nao sabia nada de uma visao do Pai e do Filho no Bosque Sagrado. No seu relato nao-publicado, ela poe a origem do Mormonismo numa visita de um anjo ao quarto. Joseph, nessa época, estava "ponderando sobre qual das igrejas era a verdadeira." O anjo lhe disse: "nao há uma igreja verdadeira na Terra; nao, nenhuma" (Primeiro esboço de "Lucy Smith's History" ["A História de Lucy Smith"], pág. 46, Arquivos da Igreja SUD).

Ainda uma nova versao da Primeira Visao foi publicada em 1834-35 no informativo Messenger and Advocate [Mensageiro e Advogado] dos Santos dos Ultimos Dias (vol. 1, págs. 42, 78). Este relato foi escrito pelo líder da SUD, Oliver Cowdery, com a ajuda de Joseph Smith. Conta como um reavivamento em 1823 fez com que o jovem Joseph Smith de 17 anos de idade7 se motivasse ao assunto de religiao. De acordo com Cowdery, Joseph "desejava saber por si mesmo a certeza e a realidade da religiao pura e santa" (pág. 78). Ele também orava que "se um Ser Supremo realmente existia, ele pudesse ter a certeza de que Ele o aceitava" e que por "alguma forma de manifestaçao sentisse que seus pecados estavam perdoados" (id. 78, 79). De acordo com este relato, um anjo (nao uma deidade) apareceu no quarto de Joseph para lhe dizer que seus pecados estavam perdoados.

Os conflitos produzidos por este relato sao numerosos. Primeiro, a data do reavivamento é dada como sendo 1823, ao invés de 1820. Segundo, se Joseph já tinha tido uma visao do Pai e do Filho em 1820, por que precisava orar em 1823 sobre a existência ou nao de um Ser supremo? Terceiro, quando o reavivamento o incitou a orar, o personagem que aparece é um anjo, nao o Pai e o Filho. Quarto, a mensagem do anjo é mais um perdao de pecados do que um anúncio de que todas as igrejas estavam erradas.

Estes relatos amplamente divergentes levantaram sérias questoes sobre a autenticidade da estória da Primeira Visao de Joseph Smith. Pessoas distintas podem ter distintos pontos de vista sobre o mesmo acontecimento; mas quando uma pessoa conta uma estória contraditória sobre o mesmo acontecimento, temos razao para questionar tanto a pessoa como o acontecimento.

Perseguiçao Ou Aceitaçao?

Hoje a estória da Primeira Visao nao apenas enfrenta um problema com relaçao à data, historicamente verificada, do reavivamento de Palmyra, Nova York, e com relatos anteriores de Joseph sobre o acontecimento, mas também entra em conflito com o que nós sabemos sobre seus primeiros anos em Palmyra. Em sua versao oficial, Joseph Smith alega que foi perseguido por todas as igrejas nessa área "porque eu continuava a afirmar que tinha tido uma visao." Entretanto, isto contradiz um dos associados de Joseph na época. Orsamus Turner, um aprendiz de impressor em Palmyra em 1822, estava num "clube de debates de jovens" com Joseph Smith. Ele se lembrou que Joseph "depois de captar uma centelha de Metodismo . . . se tornou um exortador muito tolerável nas reunioes noturnas" (History of the Pioneer Settlement of Phelps and Gorham's Purchase [História do Assentamento Pioneiro de Phelps e a Compra de Gorham], 1851, pág. 214). Assim, ao invés de ter oposiçao e perseguiçao como seus relatos de 1838 alegam, o jovem Joseph era bem-vindo e permitido a exortar durante a pregaçao noturna Metodista. Este ponto é sustentado pelo historiador da Brigham Young University [Universidade de Brigham Young] e bispo dos SUD, James B. Allen. Allen nao encontrou praticamente nada para sustentar a alegaçao de Joseph de que ele contou a estória da Primeira Visao logo depois dela ter acontecido em 1820, e que sofreu perseguiçao como resultado; ou inclusive de que Joseph estava contando sua estória dez anos mais tarde.

"Há pouca ou quase nenhuma evidência, entretanto, de que no começo de 1830, Joseph Smith estivesse contando a estória em público. Pelo menos, se é que ele a estava contando, ninguém parecia considerá-la importante o suficiente para tê-la registrado na época, e ninguém estava criticando-o por aquilo. Nem mesmo em sua própria estória Joseph Smith menciona ter sido criticado no período em que contava a estória da Primeira Visao" ("The Significance of Joseph Smith's First Vision in Mormon Thought." ["A importância da Primeira Visao de Joseph Smith no Pensamento Mórmon], Dialogue: A Journal of Mormon Thought [Diálogo: Um Jornal de Pensamento Mórmon], Outono de 1966, pág. 30).

Conclusao

De todas as linhas disponíveis de evidência, portanto, a versao "oficial" de 1838 da estória da Primeira Visao de Joseph Smith parece ser mito e nao história:

—Nao houve reavivamento em nenhum lugar na área de Palmyra-Manchester, Nova York, em 1820.

— Os acontecimentos conforme contados por Joseph Smith nao se encaixariam num período de tempo entre o reavivamento de 1824 e a publicaçao de 1830 do Livro de Mórmon.

— Joseph era bem-vindo, e nao perseguido pelos Metodistas.

— Em seu relato de 1832, Joseph disse que foi por estudo pessoal da Bíblia que ele determinou que todas as igrejas eram apóstatas, enquanto que em seu relato de 1838 ele disse que "nunca passou por seu coraçao que todas estivessem erradas".

— Em sua versao de 1832, Joseph alegou ter tido apenas uma visao de Cristo e em sua versao de 1835 Joseph contou sobre a visita de um anjo, enquanto na estória de 1838 a mensagem veio do Pai e do Filho.

— Ninguém conheceu a versao de hoje da Primeira Visao até depois que Joseph a tivesse ditado em 1838, e nenhuma fonte de publicaçao a menciona até 1842 (id. pág. 30ff).

Os conflitos e contradiçoes trazidos à luz pela evidência histórica precedente demonstram que a estória da Primeira Visao, conforme apresentada pela Igreja Mórmon hoje, deve ser considerada como sendo invençao da mente muito imaginativa de Joseph Smith. Os fatos históricos e as próprias palavras de Joseph a desacreditam.

— Wesley P. Walters

Este trabalho é apresentado com a oraçao de que o leitor possa perceber o engano e o perigo do Mormonismo e nao se tornar emaranhado por ele, e que os Mórmons sinceros, que infelizmente estejam enganados por ele, possam ser recuperados e encontrem o verdadeiro Caminho de salvaçao na Bíblia e no Salvador que ela revela.

Notas

1. James B. Allen, professor da Brigham Young University, em "The Significance of Joseph Smith's First Vision in Mormon Thought," Dialogue: A Journal Of Mormon Thought, Outono 1966, pág. 29. Allen era um bispo dos SUD na época.

2. Por exemplo: a revista da igreja Mórmon the Ensign [A Insígnia], abril de 1995, apresenta um artigo de seis páginas sobre a importância da Primeira Visao, intitulado "'Oh, How Lovely Was The Morning!': Joseph Smith's First Prayer and The First Vision" ["O, Quao Bela Foi A Manha!: A Primeira Oraçao de Joseph Smith e a Primeira Visao" - nao dá nenhuma pista dos sérios conflitos entre a estória da Primeira Visao e a evidência histórica. Voltar ao artigo.

3. Palmyra e Manchester eram cidades adjacentes.

4. Veja os "Records" ["Registros"] da Igreja Presbiteriana da área de Geneva, Presbyterian Historical Society [Sociedade Histórica Presbiteriana], Philadelphia, PA; "Records for the First Baptist Church in Palmyra" ["Registros da Primeira Igreja Batista em Palmyra"], American Baptist Historical Society [Sociedade Histórica Batista Americana], Rochester, NY; Ata da Conferência Anual [Metodista], Circuito de Ontario , 1818-1821, págs. 312, 330, 346, 366.

5. Lane escreveu que a obra do Senhor em Palmyra e circunvizinhança "começou na primavera, e progrediu moderadamente até o tempo da reuniao quadrimestral, que foi realizada nos dias 25 e 26 de setembro de 1824. O artigo da Wayne Sentinel declara: "A reforma está continuando nesta cidade em grande extensao. O amor de Deus tem sido derramado nos coraçoes de muitos, e o derramamento do Espírito parece ter conquistado uma fortaleza."

6. Linda King Newell e Valeen Tippetts Avery, Mormon Enigma, Emma Hale Smith, University of Illinois Press, 2a ediçao, 1994, pág. 25.

7. Na página 78, Cowdery corrige um erro de impressao com relaçao à idade de Joseph. Quando Cowdery começa a relatar as origens dos Mórmons na página 42, ele menciona o reavivamento e a idade de Joseph como sendo quatorze. No segundo assunto, quando ele continua a estória na página 78, ele data o reavivamento como sendo em 1823 e corrige a idade de Joseph para dezessete anos de idade
.Fonte: www.jesussite.com

 
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