segunda-feira, 29 de março de 2010

A ILUSÃO MÓRMON 3 - A VERDADE SOBRE DEUS / ADÃO- CONTRADIÇÕES A RESPEITO DA PESSOA DE DEUS - SACERDÓCIO E GENEALOGIA







     Segunda, 29 de Março de 2010

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A Ilusão Mórmon 3 - A verdade sobre Deus/Adão - Contradições a respeito da pessoa de Deus - Sacerdócio e Genealogias
Publicado em 12/23/2001
Floyd C. McElveen (Tradução de João Barbosa Batista - Editora Vida)
Institute for Religious Research

http://www.irr.org/mit/portuguese/portpage.html

Cap.8
A Verdade Acerca do "Deus-Adão"


A doutrina do Deus-Adão é um espinho para a igreja dos Santos dos Últimos Dias. Espinho esse que gostariam que desaparecesse. Brigham Young ensinou que Adão era Deus. Ele apresentou esta doutrina por mais de 20 anos em muitos sermões diferentes. A igreja mórmon acreditava nela, aceitou-a e ensinou-a pelo menos por 50 anos. Os mórmons de hoje, em geral, negam essa doutrina.

O "Profeta Vivo" e atual presidente dos Santos dos Últimos Dias, Spencer W. Kimball, agora chama esta doutrina do Deus-Adão de "doutrina falsa". Se os mórmons seguem a Brigham Young nesta doutrina herética de Adão ser Deus, revelam que a igreja dos Santos dos Últimos Dias é falsa, inegavelmente. A doutrina Deus-Adão contradiz o Livro de Mórmon. Contradiz a Bíblia. Não somente isto, também é contra-senso puro e completo. Entretanto, é um fato inegável que Brigham Young ensinou esta doutrina! Abandonar a doutrina e preservar a integridade do "profeta" é impossível. Isto despedaçaria a lógica, emascularia a honestidade, e denudaria a verdade.

Deixe-me resumir. Crer que Brigham Young foi um profeta de Deus e aceitar sua revelação do Deus-Adão é admitir que o "profeta" de hoje Spencer W. Kimball e a igreja dos Santos dos Últimos Dias são falsos. Rejeitar a doutrina Deus-Adão é negar o "profeta" que a apresentou--Brigham Young--e admitir que ele era profeta falso. Esta contradição doutrinária prova que a igreja dos Santos dos Últimos Dias é uma igreja falsa, liderada por vários anos por um profeta falso.

Agora examinemos breve mas honestamente as evidências. Preste atenção às datas à medida que prosseguimos.

A Doutrina do Deus-Adão

Brigham Young evidentemente introduziu esta doutrina num sermão que pregou no dia 9 de abril de 1852. Leia-o no contexto no Journal of Discourses: "Agora ouvi, ó habitantes de terra, judeus e gentios, santos e pecadores! Quando nosso pai chegou ao jardim do Éden, entrou nele com um corpo celestial, e trouxe consigo Eva, uma de suas esposas. Ele ajudou a organizar este mundo. Ele é Miguel, o Arcanjo, o Ancião de Dias! Acerca de quem santos homens têm escrito e falado--ele é nosso pai e nosso Deus, e o único Deus com quem devemos lidar" (vol. 1, p.50, 51, itálicos do autor).

Repetidas vezes Brigham Young ensinou que Adão era Deus. Isto não foi uma tirada única e isolada.

Agora leia a contradição clara do atual presidente e profeta vivo dos mórmons, Spencer W. Kimball: "Prevenimos-vos contra a disseminação de doutrinas que não são segundo as escrituras e que supostamente foram ensinadas por algumas das Autoridades Gerais das gerações passadas. Tal é o caso, por exemplo, da teoria do Deus-Adão. Denunciamos tal teoria e esperamos que todos tomem precaução contra esta e outros tipos de doutrinas falsas " (1) (itálicos do autor).

Os mórmons gostariam que seu povo e os de fora acreditassem que Brigham Young foi citado erradamente ou mal compreendido. Gostariam de pensar que esta doutrina do Deus-Adão fosse uma tentativa de difamar o seu profeta, por parte dos antimórmons.

Não obstante, qualquer mórmon honesto e que esteja disposto a encarar os fatos pode descobrir por si mesmo exatamente o que Brigham Young ensinou sobre o assunto no Journal of Discourses e outros escritos mórmons. Para os que não têm acesso ao Journal of Discourses, Melaine Layton, Jerald e Sandra Tanner e Bob Witte trazem, em seus respectivos livros, fotocópias dos sermões de Brigham Young acerca de Adão ser Deus.

Adão, Quem é Ele?

Mark E. Peterson, apóstolo mórmon, escreveu um livro intitulado Adam, Who Is He? Afirmava ele que o apóstolo mórmon Charles C. Rich ouviu, no dia 9 de abril de 1852, o sermão que Brigham Young pregou sobre a doutrina do Deus-Adão e ouviu Brigham Young dizer algo diferente sobre o ponto que realmente estava registrado. Segundo o apóstolo Rivh, Brigham dissera: "Que idéia erudita! Jesus, nosso irmão mais velho, foi gerado na carne pelo mesmo personagem que esteve no jardim do Éden, e que conversou com nosso Pai do céu." Examinemos esta afirmativa e verifiquemos sua exatidão e honestidade históricas.

O historiador mórmon, Leonard J. Arrington, escreveu um livro intitulado Charles G. Rich, Mormon General and Western Frontiersman. Nesse, livro, Arrington conta de uma viagem que Rich fez. Diz ele que Rich deixou San Bernardino, na Califórnia, no dia 24 de março de 1852, em direção ao vale de Salt Lake, com um carroção carregado de suprimentos. De Salt Lake ele retornou a San Bernardino, chegando aqui no dia 20 de agosto de 1852, em 22 dias, "a viagem mais rápida de que se tem registro", segundo Arrington.[2] Obviamente, se Rich levou 22 dias para ir de Salt Lake City a San Bernardino - e essa foi a "viagem mais rápida de que se tem registro", ele teria levado pelo menos 22 dias para ir de San Bernadino ao Vale de Salt Lake. Portanto, se ele saiu de San Bernardino no dia 24 de março, teria sido impossível que Charles C. Rich chegasse a Salt Lake City no dia 9 de abril a tempo de ouvir o sermão de Brigham Young. Os escritores mórmons nem mesmo conseguem conciliar suas evasões da verdade!

Brigham Young disse que quando seus sermões eram corrigidos, eram escritura.[3] Ele falou como o "profeta vivo" oficial da igreja dos Santos dos Últimos Dias, dando a seu povo, ostensivamente, a revelação que Deus tinha para eles. Um ano depois de ele pregar este sermão, o ponto central deste mesmo sermão acerca do Deus-Adão foi publicado no Millenial Star mórmon, enfatizando que Brigham Young havia ensinado que Adão era Deus. O sermão logo foi reproduzido no Journal of Discourses, onde Brigham Young tinha de aprová-lo. Ele não o mudou nem o rejeitou em parte alguma. Desde 1852 até à morte de Brigham Young, em 1877, o sermão permaneceu intacto como ele permitira que fosse reproduzido no Journal of Discourses, Ainda está lá.

A afirmação de Mark Peterson foi, simplesmente, uma de muitas tentativas para encobrir o ensino de Brigham Young acerca do Deus-Adão. Temos apresentado algumas das evidências quanto ao fato de Brigham Young ter inegavelmente ensinado a doutrina herética de que adão foi Deus, e ter acrescentado que Adão era "o único Deus com quem devemos lidar". Isto elimina Jesus, Eloim e todos os outros deuses mórmos.

Rejeitamos a idéia de que Brigham Young foi citado erradamente ou compreendido mal em sua mensagem de 9 de abril de 1852. Chamamos atenção ao fato de que Brigham Young ainda ensinava a mesma doutrina do Deus-Adão 21 anos mais tarde! Numa citação de um jornal mórmon, The Deseret News, de 18 de junho de 1873, 21 anos depois do primeiro sermão de Brigham Young sobre o Deus-Adão, em 9 de abril de 1852, Young disse: "Quanta descrença existe nas mentes dos Santos do Últimos Dias em relação a uma doutrina particular que a ele revelei, e que me foi revelada por Deus...a saber que Adão é nosso Pai e Deus... Nosso Pai Adão ajudou a formar esta terra, ela foi criada expressamente para ele e depois de ter sido ela criada ele e seus companheiros para aqui vieram. Ele trouxe consigo uma de suas esposas, chamada Eva, por ser a primeira mulher sobre esta terra. Nosso Pai Adão é quem está no portão e tem as chaves da vida eterna e da salvação a todos os seus filhos que já vieram e que virão à terra... 'Bem', diz alguém 'Por que Adão foi chamado Adão'? Ele foi o primeiro homem sobre a terra, e seu estruturador e criador. Ele, com a ajuda de seus irmãos, trouxe-a à existência. Então disse ele: 'Desejo que meus filhos que estão no mundo dos espíritos venham e habitem aqui. Uma vez já vivi numa terra parecida com esta, num estado mortal. Fui fiel, recebi munha coroa de exaltação [tornou-se um "Deus" segundo o ensino mórmon]. Tenho o privilégio de estender minha obra, e o seu aumento não terá fim. Desejo que meus filhos que me nasceram no mundo dos espíritos venham e tomem tabernáculos na carne, que seus espíritos possam ter uma casa, um tabernáculo ou uma habitação como o meu tem, e onde está o mistério?'"[4]

A Criação de Deus

Seria difícil conseguir mais contradições com a Bíblia numa afirmação curta como esta. Leia o simples relato de Gênesis 1-2 que afirma que Deus criou o homem, soprou nele o alento da vida - o que, se ele já estivesse vivo, teria sido desnecessário. Esta criação então tornou-se o primeiro homem, Adão, alma vivente. Eva foi criada por Deus, aqui nesta terra, do corpo de Adão; ela obviamente não foi trazida aqui por Adão como "uma de suas esposas". Adão não teve absolutamente nada que ver com a criação da terra. Ele era uma mera criatura insignificante feita por Deus depois de ter sido formada a terra.

(A propósito, Deus deu uma esposa a Adão, não mais que uma. O homem quebrou este padrão de monogamia mais tarde, para seu própio pesar como para o de Deus. No Novo Testamento Deus claramente afirmou seu plano para o casamento, em passagens tais como Mateus 19:5. Ao falar do homem deixar seu pai e sua mãe e apegar-se à sua esposa, disse ele, os dois serão uma carne. Cristão algum no Novo Testamento todo jamais disse ter mais do que uma esposa de cada vez; e aos bispos, anciãos e diáconos, como cristãos comprovados, era terminantemente proibido ser marido de mais de uma mulher [ver 1 Timóteo 2-3; Tito 1]. Sob a nova aliança - o Novo Testamento - com maior luz e com o Espírito Santo habitando seu povo, Deus proíbe terminantemente a prática de se ter mais de uma esposa, o que ele havia "deixado passar" nos dias do Antigo Testamento [Atos 17:30].

Historicamente, os líderes mórmons têm ignorado e quebrado o mandamento explícito de Deus com relação ao casamento. Muitos dos fundadores mórmos - José Smith, Brigham Young, e seus bispos e anciãos - tiveram mais de uma esposa. Isto significa que não eram qualificados para o cargo que possuíam, e que todas as suas afirmações de autoridade eram espúrias aos olhos de Deus!)

Brigham Young não somente introduziu em 1852 a doutrina do Deus-Adão, mas continou a ensiná-la por muitos anos, como prova outro sermão de 1857;[5] e ele ainda a pregava em 1873. Outras fontes mórmons também substanciam este fato. A doutrina do Deus-Adão de Brigham Young foi citada exata e largamente em publicações mórmons por muitos anos. Brigham Young viu muitas, se não todas, destas citações, bem como seus sermões no Journal of Discourses. Ele teve anos e anos de oportunidade para corrigir qualquer citação errada nessas publicações; não o fez. Isto prova, efetivamente, que ele ensinou e queria dizer que Adão é Deus, e o "único Deus com quem devemos lidar"! Ai do mórmon que não crer no "profeta vivo" e em sua "revelação"! E ai do mórmon que nele crê!

F.D. Richards, mórmon preeminente, disse: "A respeito da doutrina de Adão ser nosso Pai e Deus... o profeta e apóstolo Brigham a declarou, e essa é a palavra do Senhor."[6]

E então Diary of Hosea Stout: "Outra reunião esta noite. O presidente B. Young ensinou que adão foi o Pai de Jesus e o único Deus para nós."[7]

O líder mórmon George Q. Cannon ensinou que "Jesus Cristo é Jeová", e que "Adão é seu Pai e nosso Deus".[8]

Um comentário muito interessante foi feito pelo mórmon A.F. MacDonald em "Minutes of the School of the Prophets, Provo, Utah, 1868-1871" (pp.39,39) muitos anos depois do primeiro sermão de Brigham Young sobre o Deus-Adão em 1852: "A doutrina pregada pelo presidente Young alguns anos atrás na qual ele diz que Adão é nosso Deus - o Deus que adoramos - nisso crê a maioria do povo... Orson Pratt disse não crer nela, ...se o presidente faz uma afirmação não é nossa prerrogativa disputá-la... quando ouvi pela primeira vez a doutrina de Adão ser nosso Pai e Deus, fiquei favoravelmente impressionado - gostei dela e a vi como uma nova Revelação - pareceu-me razoável que como pai de nossos espíritos, ele nos trouxesse aqui."

O mórmon Edward W. Tullidge escreveu: "Adão é nosso Pai e Deus. Ele é o Deus da terra; assim diz Brigham Young."[9]

O ponto está estabelecido: Brigham Young deveras ensinou que Adão era Deus, "o único Deus com quem devemos lidar". Como diz Melaine Layton, uma ex'mórmon de grande conhecimento, em seu excelente livro Mormonism, ainda não publicado: "É verdade que os mórmons de hoje não acreditam nisso; entretanto, vários mórmons disseram-me que o crêem. A maior parte dos restantes ou nunca ouviram falar de tal coisa ou dizem simplesmente que não é verdade. Entretanto permanecem os fatos: Por mais de 50 anos (1852-1903), os escritores oficiais do mormonismo ensinaram, sem hestitação, que Adão é nosso Deus, e a grande maioria das pessoas acreditou nisto!"

O Profeta Contraditório

Considere, outra vez, a contradição incrível do presidente e "profeta vivo", Spencer W. Kinmball: "Admoestamo-vos contra a disseminação de doutrinas que não estão de acordo com as escrituras e que supostamente foram ensinadas por algumas das Autoridades Gerais das gerações passadas. Tal é o caso, por exemplo, da teoria do Deus-Adão. Denunciamos tal teoria e esperamos que todos tomem cautela contra esta e outras espécies de doutrinas falsas" (itálicos do autor). Como sabiamente diz Wally Tope referindo-se a esta afirmação: "Ou Spencer W. Kimball está mentindo; não fez seu trabalho de casa; ou recusa-se a crer na linguagem clara. Todas as alternativas são inescusáveis.

Simplesmente não existe saída. É impossível e totalmente desonesto fingir que Brigham Young foi citado erradamente ou compreendido mal por mais de 50 anos pelos líderes mórmons e milhares de pessoas. Se suas "revelações" foram contraditadas em data posterior, por que ter um "profeta vivo"? Como sabem os mórmons que não estão interpretando mal seu profeta atual? Quantidade alguma de desculpas vai satisfazer um Deus Santo que exige a verdade de acordo com sua verdadeira Palavra, a Bíblia. A doutrina do Deus-Adão é falsa, por um profeta falso, numa igreja falsa.

Esta doutrina falsa levou a outras doutrinas blasfemas que Brigham também ensinou. Entre estas está a que diz ter sido Adão o pai de Jesus, como resultado de relações sexuais com a virgem Maria, de modo que Jesus realmente não nasceu de uma virgem como declara claramente que "Jesus Cristo não foi gerado pelo Espírito Santo".[11]

A Bíblia diz: "O que está concebido nela é do Espírito Santo."

Sabemos que nenhum profeta verdadeiro de Deus contradiz a Palavra de Deus. Entretanto, já lidamos com este assunto e o mencionamos aqui meramente para mostrar a que ponto a doutrina do Deus-Adão de Brigham Young o levou. Certamente, o Jesus que os mórmons conhecem não é o Jesus da Bíblia.

O Jesus Mórmon

O Jesus mórmon não teve nascimento virginal, é irmão espiritual de Satanás; não foi Deus desde a eternidade, não é um em natureza, essência e substância com Deus Pai e com o Espírito Santo. Sua salvação não pode levar a pessoa ao "céu mais alto"; é necessário que a pessoa também faça boas obras. O Jesus mórmon é um Jesus falso, um Jesus que não existe a não ser como parte da ilusão mórmon.

Satanás pode dar "bons sentimentos" ou "experiências espirituais" aos que adoram este Jesus, porque Satanás produz imitações do tipo "anjos de luz" de Jesus para enganá-los. Mas o Jesus mórmon definitivamente não é o Senhor Jesus Cristo, bíblico, vivo, ressurreto em corpo, Deus da eternidade, Criador de todas as coisas (João 1:3). Não importa quanto o mórmon ame ao Jesus que ele conhece e à ele preste homenagem, é tolice fútil e fatal. E a doutrina do Deus-Adão de Brigham Young teve grande papel na formação deste Jesus falso do mito mórmon.

Os mórmons às vezes afirmam que Brigham Young não quis dizer que Adão era Eloim, mas sim um homem que atingiu a divindade em algum outro planeta. Eles podem também acrescentar que era Eloim que foi apresentado como o Deus que teve relações sexuais físicas com a "virgem" Maria, e não Adão. Parece fazer pouca diferença para os mórmos que Brigham Young repetidas vezes tenha dito e ensinado que "Adão é o único Deus com quem devemos lidar"; parece fazer pouca diferença que os líderes mórmons que o ouviram, citaram-no dizendo isto repetidas vezes; pareve fazer pouca diferença que muitos deles tenham falado em adorar este Deus-Adão como seu único Deus. Os mórmons que ouviram Brigham Young e o citaram criam que ele queria dizer que Adão era o "Deus" que teve relações sexuais com Maria e que Adão era o pai de Jesus Cristo - não em algum conceito espiritual, mas fisicamente. Depõe contra os mórmons modernos presumir corrigir seu profeta e todos os seus líderes agora, quando Brigham Young não os corrigiu então.

Ainda que Young na verdade tenha querido dizer que Eloim, um Deus de carne e sangue, teve relações sexuais físicas com a "virgem" Maria, isto ainda é uma afirmação blasfema. Isto significa que Maria não era virgem quando Jesus nasceu, como a Bíblia o afirma. Deus violou os direitos conjugais de José forçando-lhe um relacionamento adúltero - a própria coisa que ele proíbe - com Maria. Deus não viola seus próprios mandamentos! Que Deus tenha misericórdia daqueles que ousam abaixar-se tanto em desonrá-lo e à sua Palavra para salvar a Brigham Young! Jesus nasceu por milagre do Espírito Santo que capacitou a virgem Maria a conceber, não por via de relações sexuais físicas com um Deus namorador!

A propósito, Adão não existia antes de ser criado. Como Deus diz claramente, primeiro vem o natural, depois o espiritual (ver 1 Coríntios 15:46). Quando Jesus disse: "Antes de Abraão EU SOU", estava declarando que antes de Abraão existir, Jesus era o Deus Eterno! Certamente, Abraão existiu fisicamente antes do homem Jesus. Jesus como Deus, existiu desde a eternidade.

Deus ama aos mórmons e eu também. O que posso fazer é orar para que o bisturi da verdade contenha a anestesia de seu amor à medida que ele usar estes fatos para operar os corações dos mórmons que honestamente desejam conhecer a verdade.

Com pesar genuíno, mas com certeza absoluta, repetimos: ao negar, a igreja mórmon, a doutrina do Deus-Adão faz de Brigham Young um profeta falso. Isto significa que a igreja dos Santos dos Últmos Dias é falsa. Aceitar tal doutrina é rejeitar a Bíblia e o bom senso. Também nega o profeta e presidente, Spencer W. Kimball.

Estes fatos deixam os seguidores mórmons sem saída. Deus não quer que os mórmons se desesperem, mas deseja que se lhes abram os olhos para o Senhor Jesus Cristo bíblico. Ele os ama e quer salvá-los do pecado e do inferno e da ilusão do mormonismo e do seu falso Cristo antes que seja eternamente tarde demais. Santanás sempre tem uma resposta, razão pela qual a maioria dos cultos basicamente nunca mudam, mesmo quando totalmente expostos. Entretanto, Deus revelar-se-á aos mórmons honestos que buscam e que estão dispostos a encarar os fatos e não tentar fugir da verdade escondendo-se por trás de seu "testemunho" ou de seu "queimor no seio" (ver capítulo 13) ou algumas das respostas inteligentes mas desonestas de Satanás.

A "revelação" mórmon tem levado seus "profetas" e seu povo a um labirinto de contradição impossível, de confusão e de dissimulação. Por favor, não se desespere. Volte-se para o Senhor Jesus Cristo e ele o salvará e curará seu coração partido. O Senhor Jesus Cristo bíblico, que eternamente é Deus, dar-lhe-á algo mil vezes mais doce do que o mormonismo ou o Jesus mórmon jamais poderiam dar. A salvação dada por Cristo (que corresponde à exaltação mórmon) é um dom (veja Romanos 6:23). Invoque o nome do Senhor Jesus Cristo para salvá-lo (veja Romanos 10:13), creia que Ele o fez, e vocé pode ter a certeza de estar salvo agora (veja 1 João 5:13).

_________

Notas
[1] Church News, 9 de outubro de 1976.
[2] Leonard J. Arrington, Charles G. Rich, Mormon General and Western Frontiersman (Salt Lake : BYU Press, sem data), p. 173.
[3] Journal of Discourses, vol. 13, p. 95.
[4] The Deseret News, 18 de junho de 1873.
[5] Journal of Discourses, 1857, vol. 5, p. 331.
[6] Millenial Star, 26 de agosto de 1954, vol. 16, p. 534.
[7] Diary of Hosea Stout, 9 de abril de 1852, vol. 2, p. 435.
[8] Diary Journal of Abraham H. Cannon, 23 de junho de 1889, vol. 11, p.39.
[9] The Women of Mormondom, 1877, pp. 79, 179, 196, 197.
[10] Wally Tope, "Maximizing Your Witness to Mormons", p. 20.
[11] Journal of Discourses, vol. 1, pp. 50, 51.




Cap.9
Contradições a Respeito da Pessoa de Deus


A Bíblia é o fundamento do que Deus teve que dizer ao homem. Quando existe contradição entre o que a Bíblia ensina e o que o Livro de Mórmon ou qualquer outro livro mórmon ensina, a Bíblia deve ter preferência.

Não tencionamos apresentar neste livro uma exploração exaustiva das muitas contradições existentes entre a Bíblia e os vários livros da doutrina mórmon. Se o leitor quiser continuar o estudo do assunto, recomendamos-lhe o livro de Jerald e Sandra Tanner intitulado Mormonism, Shadow or Reality (Mormonismo, sombra ou realidade). Este volume de 600 páginas contém um desafio aberto a qualquer erudito ou grupos de eruditos, a tentar responder, ponto por ponto, às contradições que ele revela.

Entretanto, desejamos deveras examinar algumas contradições entre a Bíblia e os ensinamentos mórmons concernentes à doutrina de Deus. Também revelaremos as contradições entre os livros mórmons "inspirados" escritos por José Smith e o Livro de Mórmon referentes à pessoa de Deus.

Os Mórmons crêem que existem muitos deuses

O mormonismo nega que exista um único Deus. Embora o Livro de Mórmon pareça ensinar a doutrina da Trindade, como os cristãos a aceitam, outros ensinamentos religiosos de José Smith dizem haver muitos deuses.

Dizem as Escrituras: "Todavia, para nós há um só Deus" (1 Coríntios 8:6; veja também vv. 4, 5); "Antes de mim Deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá" (Isaías 43:10); "Eu sou Deus, e não há outro" (Isaías 45:22). (Veja também Deuteronômio 4:35; 32:39; 2 Samuel 7:22; Salmos 86:10.)

O Livro de Mórmon diz: "...do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, que é um Deus infinito" (2 Nefi 31:21). Alma 11:26-31 cita Amuleque respondendo a Zeezrom que há somente um Deus, e descreve-se Amuleque como um homem cheio com o Espírito do Senhor. Alma 11:22 e Mosíah 15:4, também falam do Pai e do Filho como sendo um único Deus.

Entretanto, em Doutrinas e Convênios lemos que Abraão, Isaque e Jacó "entraram para a sua exaltação, de acordo com as promessas, e se assentam em tronos, e não são anjos, mas sim deuses" (132:37). Em Pérola de Grande Valor, José Smith escreveu: "E assim os deuses desceram para formar o homem em sua própria imagem, na imagem dos Deuses eles o formaram, macho e fêmea eles os formaram" (Abraão 4:27). Tanto a Bíblia quanto o Livro de Mórmon declaram que há um Deus mas Doutrina e Convênios e Pérola de Grande Valor dizem haver muitos deuses.

O depoimento das três testemunhas no início do Livro de Mórmon contém estas frases: "E honra seja ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, que é um Deus." Contraste isto com a seguinte afirmativa de Teachings of Prophet Joseph Smith: "No princípio, o cabeça dos deuses convocou um concílio dos deuses." Também, em uma das versões de sua primeira visão ele afirma que o Pai e o Filho lhe apareceram como dois seres diversos, com dois corpos físicos diferentes. Alguns amigos mórmons meus usam isto como base para sua crença de que Deus o Pai e o Filho são dois deuses distintos. Esta crença é contrária à Bíblia e ao Livro de Mórmon.

Ainda mais confuso ao que estuda a doutrina de Deus nos ensinos mórmons são as contradições encontrados no mesmo livro. Por exemplo, a Pérola de Grande Valor diz em Moisés 2:9, 10: "E eu, Deus, disse: Ajuntem-se águas que estão debaixo dos céus em um só lugar; e assim foi. E eu, Deus, disse: Que haja uma parte seca; e assim foi. E eu, Deus, chamei à parte seca, Terra; e ao ajuntamento das águas eu chamei Mar; e eu, Deus, vi que todas as coisas que eu tinha feito eram boas." Mas em Abraão 4:9, 10, Pérola de Grande Valor está escrito: "E os deuses ordenaram, dizendo: Que as águas debaixo dos céus sejam ajuntadas em um lugar, e apareça a terra seca; e assim foi, como eles ordenaram,; e os deuses chamaram à porção seca, Terra; e ao ajuntamento das águas eles chamaram as grandes águas; e os deuses viram que eles eram obedecidos."

Os Mórmons crêem que Deus é um Homem Exaltado

Já mencionamos que os Mórmons ensinam que Deus já uma vez foi homem antes de progredir até ser Deus. Segundo seu ensino, Deus agora é um homem exaltado, e o próprio homem pode se tornar um Deus.

As Escrituras nos ensinam: "Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade [isto é, o passado para sempre, e para sempre futuro], tu és Deus" (Salmos 90:2); com Deus "não pode existir variação, ou sombra de mundança" (Tiago 1:17); "Porque eu, o Senhor, não mudo" (Malaquias 3:6); "No princípio criou Deus..."(Gênesis 1:1); "Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém" (1 Timóteo 1:17).

O Livro de Mórmon diz: "Pois que não lemos que Deus é o mesmo ontem, hoje e sempre de transformação?" (Mórmon 9:9); "Porque sei que Deus não é um Deus parcial, nem um ser variável; ao contrário é imutável de eternidade a eternidade" (Moron 8:18); "Deus... por existir de eternidade em eternidade" (Moroni 7:22).

A Pérola de Grande Valor diz: "Eis que eu sou o Senhor Deus Todo-poderoso, e Infinito é o meu nome; porque sou sem princípio de dias ou fim de anos" (Moisés 1:3).

Com estas asserções definidas e claras da Bíblia, do Livro de Mórmon e da Pérola de Grande Valor, de que Deus não teve princípio, de que sempre foi Deus, e que é um ser imutável, é um choque encontrar a seguinte passagem nos Articles of Faith por James Talmage: "Assim como o homem é, Deus uma vez já foi; e como Deus é, o homem pode ser."[1]

A resposta de Deus a esta inverdade é: "Porque eu sou Deus e não homem" (Oséias 11:9).

Um dos problemas que os mórmons têm com a afirmação de que Deus uma vez já foi homem é: se Deus uma vez já foi homem, antes de se tornar Deus, então o homem, de fato torna-se o criador, ou pelo menos o precursor em evolução de Deus, em vez de Deus ser o criador do homem. Em conversas com amigos mórmons, tenho ressaltado isto e eles rapidamente negam que tal seja o caso. Mesmo assim é um fato óbvio, se seguirmos esta linha de raciocínio. Os mórmons muitas vezes dizem que o homem que se tornou Deus na verdade teve outro Deus como Pai, e talvez até mesmo uma mãe-Deus. Os mórmons geralmente ficam cada vez mais vagos a esta altura.

Os Mórmons Acreditam que Deus Tem Corpo Físico

Ao par com sua doutrina de que Deus é um homem exaltado, os mórmons e o ensinamento mórmon afirmam que Deus tem corpo visível e material. Versículos bíblicos como Êxodo 33:11 são usados para apoiar esta doutrina: "Falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala a seu amigo."

Deus tem sido visto em aparições antropomórficas ou teofânicas, como homem, como anjo, etc., e como encarnado em Cristo. Ele jamais foi visto em sua essência divina. Êxodo 33 continua no versículo 20: "E acrescentou: Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá." João 1:18 acrescenta: "Ninguém jamais viu a Deus: o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou."

Depois da ressurreição, Jesus apareceu a seus discípulos e disse: "Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e verificai, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho" (Lucas 24:39). Jesus aqui confirmou que não se pode ver ou tocar um espírito.

"Deus é Espírito" (João 4:24) - não tem um Espírito, mas é Espírito. O espírito é invisível como a Bíblia diz que Deus é, e não tem corpo de carne e osso. É verdade que encontramos na Escritura referência à boca, braço, olhos, ouvidos, face e mãos de Deus. Entretanto, essas referências são simbólicas, não literais. Deus as usa para comunicar-nos a verdade de um modo que a possamos compreender.

Se nossos amigos mórmons insistirem em tomar toda descrição de Deus em sentido literal, eles podem acabar com um Deus muito estranho. Deuteronômio 4:24 diz: "Porque o Senhor teu Deus é fogo que consome", o Deus da fornalha de fogo. Jeremias 23:24 diz: "Porventura não encho eu os céus e a terra? diz o Senhor." Se Deus fosse de carne e osso isto podia ser um pouco incômodo para o restante da humanidade! Em Jeremias 2:13, Deus chama a si mesmo de "fonte de águas vivas". Salmos 91:4: "Cobrir-te-á com as suas penas, sob suas asas estarás seguro." Certamente que este versículo não pode ser tomado no sentido literal, pois nosso Deus maravilhoso não é galinha nem pássaro.

A afirmação mórmon de que Deus é um homem exaltado e que tem corpo físico tem levado os mórmons à beira da blasfêmia. Brigham Young, no Journal of Discourses, diz: "Adão...é nosso Pai e nosso Deus, e o único Deus com quem devemos lidar." De novo diz ele: "Jesus Cristo não foi gerado pelo Espírito Santo."[2]

Brigham Young continuou dizendo que o Pai de Jesus foi o primeiro da família humana - Adão, o mesmo personagem que esteve no jardim do Éden!

A Bíblia diz: "Porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo" (Mateus 1:20).

Certamente, o fato de o homem ter corpo de carne e osso não significa que Deus seja feito do mesmo material, especialmente quando ele com clareza ensina que não é. Crer, literalmente, que o homem foi feito à imagem de Deus pode ser demasiado confuso. Teria Deus a aparência de homem ou de mulher? Com que raça se parece ele quanto aos característicos faciais? Fomos feitos à imagem de Deus por termos autoconscientização, poder de raciocínio abstrato, uma natureza e uma conscientização de Deus.

Resumindo

Parece inegável que realmente existem contradições entre os ensinos da Bíblia e os ensinos do Livro de Mórmon e dos profetas e mestres mórmons. Também parece inegável que os livros e os profetas mórmons contradizem-se uns aos outros.

Amigos mórmons freqüentemente nos têm dito: "Você está tomando fora do contexto o que José Smith (ou qualquer outra pessoa) disse!"

É claro, tirar as coisas do contexto é sempre um problema para todo nós, não é? Obviamente não posso citar passagens inteiras, capítulos ou livros, pois não haveria espaço suficiente. Por isso é que fiz uma lista cuidadosa das citações, páginas, etc., e citei, na maior parte, os ensinamentos dos próprios mórmons, a fim de poderem ler o que foi dito no contexto. Desejo que vejam que as porções citadas por mim refletem exatamente o ensino do contexto como um todo.

Qualquer livro que se arroga ser Palavra de Deus deve ser testado pela Bíblia. Não há outro livro inspirado pelo Espírito Santo. A Bíblia é a única Palavra de Deus e é suficiente.

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Notas
[1] James Talmage, The Articles of Faith, p.430.
[2] Young, Journal of Discourses, vol. 1, pp.50, 51.




Cap.10
O Sacerdócio e as Genealogias


Os mórmons fizeram exatamente o que Jesus Cristo disse para não fazer. Colocaram "vinho novo em odres velhos! " Casaram a graça com a lei e fizeram do Cristianismo uma seita judaica. Ressuscitaram o que Cristo havia enterrado. Eles, figuradamente, "costuraram" o véu que Cristo, como nosso sumo sacerdote, rasgara para sempre a fim de prover-nos livre entrada aos Santos dos Santos.

Como é que fizeram isto? Por que o fizeram? Na tentativa de justificar sua existência e dar autoridade às suas crenças, e na tentativa de provar que são a "única igreja verdadeira" restauraram o sacerdócio distintamente judaico do Antigo Testamento, e se voltaram novamente para o estudo e a preservação das genealogias. A igreja mórmon afirma que somente os que têm sacerdócio na igreja mórmon possuem autoridade para ministrar as ordenanças do evangelho. Portanto, crêem não haver salvação verdadeira, nem acesso ao céu "mais alto" fora da igreja mórmon. Todas as ordenanças realizadas por qualquer outra igreja são sem valor.

As genealogias em certa época já tiveram firme ligação com o sacerdócio no que se refere à verificação das qualificações para o sacerdócio. Os mórmons construíram o sistema genealógico mais elaborado do mundo.

O Sacerdócio Aarônico

A menor das duas organizações sacerdotais na igreja mórmon é o sacerdócio aarônico ou levítico. Este sacerdócio aarônico foi supostamente restaurado quando João Batista apareceu a José Smith e a Oliver Cowdery no dia 15 de maio de 1829, e lhes conferiu o sacerdócio aarônico. Leia o relato em Perola de Grande Valor, José Smith 2:68-73.

(Os mórmons têm prazer em rejeitar a autoridade das outras igrejas e em afirmar a deles, citando Hebreus 5:4: "Ninguém, pois, toma esta honra para si mesmo, senão quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão." Êxodo 28 e 29 dizem-nos exatamente como Arão e seus filhos foram chamados e consagrados e mórmon algum sobre a terra é chamado e consagrado desse modo hoje! Leia-o e veja!)

Uma vez que, mais tarde, Oliver Cowdery deixou a igreja dos Santos dos Últimos Dias e até mesmo foi chamado de mentiroso por José Smith e outros, eu diria que o testemunho dele da restauração do sacerdócio aarônico é um tanto suspeito, para dizer pouco. (Tanto Marvin Cowan quanto Jerald Tanner em seus respectivos livros, Mormon Claims Ansered e Mormonism, Shadow or Reality, citam vários escritores mórmons que contradizem totalmente as reivindicações da restauração do sacerdócio aarônico.)

A orden do sacerdócio aarônico na igreja mórmon inclui diáconos, meninos de 12 e 13 anos de idade; professores, meninos de 14 e 15 anos; e sacerdotes, rapazes de 16 e 17 anos de idade.

O Sacerdócio de Melquisedeque

Segundo Talmage, algum tempo depois do sacerdócio aarônico ter sido conferido em 1829, Pedro, Tiago e João também conferiram o sacerdócio do Melquisedeque a José Smith e a Oliver Cowdery.[1] O historiador mórmon B.H. Roberts admite que "não há relato definido do acontecimento [o conferir o sacerdócio de Melquisedeque a José Smith e Oliver Cowdery] na história do profeta José, ou, em nenhum de nossos anais."[2]

Esta ordem mais elevada dos dois sacerdócios mórmons é chamada o "sacerdócio de Melquisedeque... porque Melquisedeque foi grande sumo sacerdote" (Doutrinas e Convênios 107:2). (Ver Gênesis 14:8; Salmos 110:4; Hebreus 5:6; 6:20; 7:1.) Os oficiais deste sacerdócio incluem anciãos (ou élderes), os setenta, e sumo sacerdotes. Os mórmons crêem que, "como o próprio Deus, o sacedócio de Melquisedeque tem natureza eterna". É " um princípio eterno, e existiu com Deus desde a eternidade e existirá eternamente, sem começo de dias ou fim de anos."[3]

Muitos anos antes de Deus estabelecer o sacerdócio por meio de Arão como um ofício contínuo, as Escrituras falam-nos de um homem chamado Melquisedeque (Gênesis 14). Melquisedeque não teve princípio registrado nem fim, e era sumo sacerdote e rei. Nestas coisas ele era uma figura do Senhor Jesus Cristo, nosso Deus eterno (Isaías 9:6), Sumo Sacerdote e Rei dos reis.

Depois da apresentação deste homem, Melquisedeque, não houve outro sacerdócio segundo Melquisedeque, ordenado por Deus por séculos. Homem algum, depois de Melquisedeque, ocupou tal posição até que Jesus viesse e cumprisse a figura que Melquisedeque e seu sacerdócio representavam. Quando Jesus chegou, foi declarado "sacerdote para sempre" (Hebreus 7:21). "Jesus, porque continua para sempre, tem sacerdócio imutável" (Hebreus 7:24). De acordo com os eruditos do grego como Robertsom e Thayer, imutável significa "intransferível". Jesus somente, por todo o tempo, é nosso sacerdote segundo Melquisedeque. Parece excessivamente tolo alguém hoje reivindicar um sacerdócio segundo a ordem de Melquisedeque. Leia Hebreus 7.

Uma olhada à igreja mórmon com seu sacerdócio aarônico e de Melquisedeque restaurados devia convencer qualquer pessoa que tenha conhecimento da igreja do Novo Testamento de que os mórmons restauraram demais! Restauraram o que jamais existiu! Não existiram tais oficiais como sacerdotes, setenta, sumo sacerdotes aarônicos ou de Melquisedeque, etc., na igreja do Novo Testamento. Entretanto, esta é a estrutura sobre a qual a igreja dos Santos dos Últimos Dias é construída - a autoridade dos sacerdócios restaurados aarônico e de Melquisedeque, encontrados somente na igreja mórmon.

O ofício de diácono, como descreve o Novo Testamento, deve ser ocupado por aquele que seja "marido de uma só mulher, e governe bem seus filhos e sua própia casa" (1 Timóteo 3:12). Pode um menino de 12 anos de idade ter qualificações para diácono de acordo com esta descrição?

Deus ordenou que os sacerdotes deviam ser da tribo de Levi, descendendo diretamentne de Arão e seus filhos. Entretanto a maioria dos mórmons reivindica ser das tribos de Efraim ou Manassés - as tribos erradas!

Um dos mais altos deveres dos sacerdotes no Antigo Testamento era oferecer sacrifício de sanque. Os sacerdotes mórmon não o fazem. Se esta é uma restauração do sacerdócio, por que não o fazem?

Genealogias

O verdadeiro propósito de todo o trabalho genealógico dos mórmons é prover informação para o batismo pelos mortos; ordenanças seladas por procuração (ordenança pela qual marido e esposa são selados no casamento para o tempo e a eternidade), e ordenação e doações para parentes mortos a fim de ajudar a salvá-los ou exaltá-los. Desta forma os mórmons procuram os nomes dos mortos mediante pesquisa genealógica e então são batizados em seu lugar. O presidente Joseph Fielding Smith disse: "O maior mandamento dado a nós que é obrigatório, é o trabalho do templo por amor de nós mesmos e por amor de nossos mortos."[4]

A igreja mórmon guarda o microfilme de toda esta obra genealógica em grandes túneis cavados numa montanha de granito em Little Cottonwood Canyon, ao sudeste de Salt Lake City. Estas genealogias são traçadas até séculos atrás. Quarenta e cinco milhões de pessoas já foram batizadas por procuração. Somente em 1975 mais de três milhões foram batizados em 16 templos mórmons. Treze equipes de televisão nos Estados Unidos e outras 67 equipes ao redor do mundo trabalham para acrescentar informação microfilmada acerca dos mortos à que já existe. Mais de 120 milhões de dólares já foram gastos com este fim.

Em 1966 "A carga total de microfilme incluía 579,679.800 páginas de documentos. Havia mais de 5 bilhões de nomes nos arquivos - a igreja gasta cerca de 4 milhões de dólares por ano com a Sociedade Genealógica. Esta tem 575 empregados e é dirigida por uma junta da qual fazem parte dois apóstolos."[5]

Amigos, todos vocês que estão presos por sacerdotes e genealogias, leiam com cuidado e alegria. Tenho boas-novas para vocês!

Adeus Sacrifícios, Sacerdotes e Genealogias
Boas-novas! Maravilhosas novas!

Não é mais preciso oferecer sacrifício por nossos pecados. Jesus ofereceu "para sempre, um único sacrifício pelos pecados" (Hebreus 10:12), e assim desfez a necessidade de qualquer outro sacrifício.

Os sacerdotes do Antigo Testamento tinham como função principal oferecer sacrifícios de sangue como propiciação pelo pecado (Veja Levítico 9:1,2). Todos os seus sacrifícios simbolizavam o dia quando Cristo, o Cordeiro de Deus, derramaria seu sangue por nossos pecados. Quando Jesus morreu na cruz a figura foi cumprida, logo a necessidade de sacrifícios, e também a necessidade de sacerdotes, foram desfeitas.

Quando meu amigo John falava comigo da doutrina mórmon, freqüentemente alegava que todas as outras igrejas eram falsas, exceto a igreja mórmon. Uma das razões para isto é que não tínhamos autoridade por não termos sacerdócio oficial, apóstolos nem profetas. O que diz Deus acerca disso?

Todo cristão agora é declarado sacerdote. "Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1 Pedro 2:9). "João, às sete igrejas que se encontram na Ásia: Graça e paz a vós outros, da parte daquele que é, que era e que há de vir, da parte dos sete Espíritos que se acham diante do seu trono, e da parte de Jesus Cristo, a fiel testemunha, o primogênito dos mortos, e o soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e pelo seu sanque nos libertou dos nossos pecados, e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, e ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém" (Apocalipse 1:4-6).

A morte de Cristo elimina o sacerdócio formal judaico. O véu do Templo que simboliza a separação da humanidade de Deus, foi "rasgado de alto a baixo" quando Ele morreu e tornou-se nosso sumo sacerdote dando-nos acesso direto a Deus (Hebreus 10:18-21). Agora podemos chegar à presença de Deus mediante seu sacrifício. Jesus é nosso Sumo Sacerdote, nosso Sacrifício e nosso Mediador. Não precisamos de nenhum outro.

Todo aquele que aceita o Cordeiro de Deus sacrificial como propiciação por seu pecado, todo aquele que se torna cristão passa a fazer parte dessa geração escolhida e é incluído nesse sacerdócio real, tanto as mulheres como os negros. Temos a autoridade da Palavra de Deus, e a habitação do Espírito Santo que prometeu guir-nos na verdade, a Palavra de Deus. Todos nós fomos nomeados seus embaixadores, o que nos dá imensa e certa autoridade (veja 2 Coríntios 5:17-21). Isto não é verdade com relação ao "sacerdócio" mórmon.

Os registros genealógicos foram completamente destruídos pelos romanos. Esse registros genealógicos eram guardados cuidadosamente pelos judeus por causa de linhagens familiares e heranças tribais. Tanto Mateus como Lucas registram a genealogia de Cristo. Deus permitiu que isso fosse incluído em sua Palavra para que a messianidade de Jesus Cristo pudesse ser provada. Centenas de anos antes de Jesus Cristo, os profetas disseram que ele viria de um certo povo, de uma certa tribo, de uma certa linhagem, de um certo indivíduo dentro dessa família. Isto foi parte da prova magnífica de Deus de que Jesus Cristo foi Deus na carne como dizia ser.

Depois de Jesus ter sido crucificado, Tito, no ano 70 A.D. destruiu todos os registros genealógicos de Jerusalém. Tudo o que restou foram os que estão registrados na Palavra de Deus. Deus estava dizendo: "O Messias já veio e sua genealogia já foi provada. Está terminado."

Os registros genealógicos eram um meio pelo qual se provavam as qualificações dos sacerdotes. Sua linhagem podia ser traçada até Arão. Ao instituir o sacerdócio judaico Deus escolheu somente uma das 12 tribos de Israel, os levitas, para serem sacerdotes. Da tribo de Levi ele escolheu um homem, Arão, como sumo sacerdote. Todos os sacerdotes verdadeiros descendiam de Arão (veja Exôdo 28:1;31:10; Levítico 8:2;9;Números 3:1-4). Qualquer pessoa que não fosse descendente de sangue de Arão, e afirmasse ser sacerdote, era sacerdote falso, a despeito de quantas vozes pudesse ouvir ou visões que pudesse ter reivindicado que Deus lhe havia dado a autoridade de sacerdote. A descendência de Arão devia ser comprovada.

Ao permitir Deus que estes registros genealógicos fossem destruídos, depois de tê-los preservado miraculosamente por séculos, tornou impossível que qualquer pessoa traçasse sua descêndencia de Arão e assim reivindicasse ser sacerdote aarônico! Qualquer homem que alega ser sacerdote segundo Arão hoje é falso sacerdote.

Além disso, Deus admoesta que as pessoas "não se ocupem com fábulas e genealogias sem fim, que antes promovem discussões do que o serviço de Deus, na fé" (1 Timóteo 1:4). De novo sua palavra diz: "Evita discussões insensatas, genealogias, e contendas, e debates sobre a lei" (Tito 3:9). Nesta era da graça o sistema judaico foi deixado de lado por Deus. Somente os que gostariam de ser mais hebreus que os próprios hebreus, apegar-se-iam ao sistema há muito rejeitado por Deus. É por isso que não temos lista de sacerdócio - aarônico, segundo a ordem de Melquisedeque ou de qualquer outra espécie - na igreja estabelecida de Jesus Cristo! Não há tal ofício hoje. A igreja do Novo Testamento não tinha necessidade deles e qualquer igreja que tiver uma ordem oficial de sacerdotes não é igreja neotestamentária. Pode ser tudo, menos igreja cristã.

Os Santos dos Últimos Dias dão muitas importâncias ao sacerdócio aarônico e de Melquisedeque. No amor de Cristo, lhe imploramos que reconsiderem. Não construam o que Deus destruiu. Não há, não pode haver sacerdotes hoje. Não duvidamos da integridade e sinceridade de muitos que afirmam ser sacerdotes e daqueles que crêem que sejam. Mas tentar restaurar o que Deus já desfez e colocar os homems, pelo menos em parte, de volta às obras em vez de deixá-los inteiramente sob o sangue de Cristo para salvação completa e inteira é trágico, tanto agora como na eternidade, para eles e para os que os seguem.

Nem Paulo nem Pedro afirmaram ser sacerdotes, a não ser no sentido em que todo o cristão o é. Como sacerdotes, os que aceitamos o Cristo bíblico, podemos chegar a Deus por nós mesmos mediante o sangue do Senhor Jesus Cristo. Tornamo-nos sacerdotes ao obtermos sua salvação completa, grátis e eterna.

Não muito tempo atrás um mórmon dedicado assegurou-me que dependia somente de Jesus para sua salvação. Eu disse: "Suponha que alguém que não pertence à igreja mórmon aceitasse Cristo e dependesse somente dele para chegar ao céu mais alto. Essa pessoa conseguiria?"

O mórmon, de repente ficou silencioso, evindência muda de que consciente ou inconscientemente ele depende de Cristo e da igreja mórmon. Segundo a Escritura o único meio de salvação é aceitar Jesus Cristo como todo-suficiente, mais nada (ver Efésios 2:8,9).

Examine a parábola que Jesus contou acerca do fariseu e do publicano em Lucas 18:9-14. O fariseu, inegavelmente, pertencia à "única igreja verdadeira" no sentido de pertencer ao sistema de adoração que Deus havia estabelecido no Antigo Testamento. Seu sistema ainda retinha sacerdotes, homens como Caifás, e eram legítmos pois isto veio antes da cruz. Portanto, o fariseu podia gabar-se de pertencer à única igreja verdadeira establecida por Deus, e que ela possuía o único sacerdócio autorizado. Ele era muito religioso, e aparentemente, pelos padrões humanos, muito bom. Ele orou: "Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho" (Lucas 18:11,12). Ele era fiel à igreja, cria em Deus, dava o dízimo de tudo quanto ganhava, era justo nos negócios, e não tomava dinheiro à força ou por meios desonestos. Tratava o próximo com justiça, pagava suas dívidas e era fiel à esposa.

O publicano, por outro lado, era uma confusão. Era um judeu que os outros consideravam ter se vendido aos conquistadores romanos. Ele cobrava impostos dos judeus para os romanos. Uma das maneiras pelas quais estes publicanos desprezíveis conseguiam levar vantagem era cobrar mais imposto do que os romanos exigiam e embolsar a diferença. Alguns, por meio disto, tornavam-se ricos. O publicano não tinha boas obras algumas que o recomendassem a Deus. É significativo que ele nada tenha dito a Deus acerca de orações, dízimos, ou não ser adúltero. Ele era um pecador miserável, desonesto e sem esperança. Amigos mórmons, qual destes dois homens vocês deixariam entrar no céu?

O publicano orou, nem mesmo levantando os olhos para os céus, batendo no peito na agonia da necessidade e convicção do pecado: "Ó Deus, sê propício a mim pecador!"

Qual dos homems foi para casa "justificado", livre do pecado, salvo? Disse Deus a respeito do publicano: "Este desceu justificado para sua casa, [salvo, perdoado, justificado com Deus], e não aquele."

Muitos amigos mórmons dizem-me com grande veemência: "Você quer dizer que um homem que ia à igreja, tinha uma vida correta, pagava as dívidas, etc., podia morrer e não ir para o céu, e que um homem que mentia, roubava, trapaceava e levava uma vida má, podia dizer: 'Jesus, salva-me', e ser salvo nos últimos dias ou horas de sua vida? Besteira!" Sim, é exatamente isto que quero dizer e a Bíblia o prova (veja o encontro de Jesus com o ladrão na cruz em Lucas 23:39-43; também a parábola dos trabalhadores da vinha, em Mateus 20:1-16). Os mórmons não podem compreender como se pode aplicar a graça de Deus aos que não trabalharam pela salvação, que não a ganharam.

Todos nós temos uma natureza pecaminosa. Quantidade alguma de obras jamais poderá mudar essa natureza, somente Jesus pode. Em qualquer ponto da vida que aceitar a Cristo como seu Salvador pessoal, é aí que a pessoa se torna nova criatura em Cristo. Então as boas obras fluirão dela, não para comprar a salvação, mas em amor e gratidão, prova de que foi salva. O sangue do Senhor Jesus Cristo pode lavar qualquer pessoa quando vier, honestamente, com todo o seu coração, a ele. Nada mais satisfará a Deus.

Meu bom amigo Marvin Cowan, por muitos anos mórmon dedicado e conquistador de outros para o mormonismo, disse-me pungentemente com que fervor cria na igreja mórmon e o quanto por ela trabalhou antes de encontrar o Senhor Jesus Cristo e ser libertado desse sistema. Hoje ele é missionário Batista aos mórmons a quem ama e por quem seu coração se condói. Ele é um dentre muitos que já disserem alô a Jesus e adeus aos sacerdotes. O desejo do coração dele, e do meu, é ganhar mórmons, qualquer coração faminto que esteja lendo estas páginas, não deseja você dizer alô, de uma vez e para sempre, a Jesus neste instante?

"Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo" (Apocalipse 3:20).

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Notas
[1] Talmage, Articles of Faith, pp. 204-211.
[2] B.H. Roberts, A Comprehensive History of The Chruch of Jesus Christ of Latter-day Saints (Salt Lake City: Deseret News Press, 1930), vol.1, p.40.
[3] Bruce R. McConkie, Mormon Doctrine (Salt Lake City: Bookcraft Inc., 1966), p.477.
[4] Joseph Fielding Smith, Doctrines of Salvation, vol.2, p.149.
[5] Wallace Turner, The Mormon Establishment (Boston: Houghton Mifflin Co., 1966), pp.81,82.

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