segunda-feira, 29 de março de 2010

A ILUSÃO MÓRMON 2 - O LIVRO DE MÓRMON: J.S OU DE DEUS?

   Segunda, 29 de Março de 2010

Estudos de Seitas      Apologética       Mormonismo
A Ilusão Mórmon 2 - O Livro de Mórmon: J.S. ou de Deus? - Examinando-o como tradutor - História, Arqueologia, Antropologia e o Livro Mórmon - A falha fatal
Publicado em 12/23/2001
Floyd C. McElveen (Tradução de João Barbosa Batista - Editora Vida)
Institute for Religious Research
Cap.4
O LIVRO DE MÓRMON DE JOSÉ SMITH OU DE DEUS?


Assim como Deus pôde dar sua Palavra também a pôde preservar. Ele tem inculcado uma fidelidade fervente à sua Palavra nos corações de muitos eruditos e tradutores retos. Através dos séculos, muitos de seu povo verdadeiro têm dado a vida para preservar a pureza da Palavra de Deus.

Exatidão e Harmonia da Bíblia

Tem se encontrado mais de 5.000 manuscritos e pedaços de manuscritos da Palavra de Deus praticamente por toda a Europa e Ásia. Portanto não precisamos depender da tradução de um só manuscrito. A harmonia e a exatidão desses manuscritos são espantosas.

Os escritos dos país da igreja, alguns deles contemporâneos do apóstolo João, contêm o texto de praticamente todo o Novo Testamento. Estes escritos conferem exatamente como os manuscritos do Novo Testamento que usamos. Os rolos do mar Morto também harmonizam com as versões mais recentes. Isto comprova que temos a Palavra de Deus como foi dada originalmente.

A exatidão das Escrituras é confirmada por muitos eruditos. bíblicos. Um destes é Robert Dick Wilson, antigo membro da universidade Princeton e gênio ilustre. Robert Wilson, cristão devoto e de grande lingüista que conhecia mais de 26 línguas, dizia duvidar de que uma única palavra em mil tivesse sido mudada ou traduzisse em significado diferente do original dado por Deus.

Robert Dick Wilson gastou a vida em estudo cuidadoso da Palavra de Deus na línguas originais. Ele foi professor de Filologia Semítica em Princeton e indubitavelmente um dos maiores estudiosos de todo o mundo. Robert Dick Wilson resumiu suas convicções a respeito da Bíblia em seu livro A Scientific Investigation of the Old Testament (Uma investigação cientifica do Antigo Testamento), dizendo: "Concluindo, deixe-me reiterar minha convicção de que ninguém sabe o suficiente para mostrar que o verdadeiro texto do Antigo Testamento em sua verdadeira interpretação não é verdadeiro."[1]

Robert Dick Wilson é apenas um dos muitos eruditos da Bíblia que confirmaram a exatidão da Bíblia assim como a temos hoje. Essas pessoas provaram, pela pesquisa, o que Jesus declarou: "Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão" (Mateus 24:35). E o infalível Filho de Deus não está enganado nem mente.

Com freqüência lemos a respeito de Sócrates, e sua história é amplamente aceita sem questionamento. Entretanto a prova de que Sócrates tenha existido vem de um só manuscrito por uma única pessoa, Platão! Outra referência que temos deste filósofo grego está contida no manuscrito de uma peça cômica escrita por um autor grego chamado Aristófanes. Ainda assim ninguém duvida da existência de Sócrates.

Muito da história que comumente aceitamos como verdade, vem-nos de fontes muito antigas. A história de Júlio César e das guerras gálicas está registrada em vários manuscritos, mas o mais antigo é datado de 900 anos depois da época de César. Mesmo assim aceitamos, como fato inconteste, a veracidade dessa história.

Por outro lado, temos milhares de manuscritos e porções de manuscritos que vêm de lugares diferentes concernentes a Jesus Cristo e à sua Palavra. Isto significa que algum escriba, mesmo que Deus o tivesse permitido, poderia ter mudado alguma coisa na tradução sem que tal mudança tivesse sido verificada por outro estudioso da Bíblia. Pois estes manuscritos têm sido comparados assiduamente, vezes sem conta, tanto pelos inimigos como pelos amigos de Jesus Cristo.

Os Mórmons e a Bíblia

A despeito da prova esmagadora da exatidão e harmonia da Bíblia, os mórmons professam crer na Bíblia "o quanto seja correta sua tradução".[2] Entretanto não impõem tal restrição à sua aceitação do Livro de Mórmon o qual declaram ser a própria Palavra de Deus.

Questionar a Bíblia é questionar a autoridade e a fidelidade do Senhor Jesus Cristo. Para mostrar até que ponto os mórmons têm usado de evasão em seus "Articles of Faith" (As regras de fé) para negar a Bíblia como a Palavra infalível de Deus, leia o que o apóstolo Orson Pratt da igreja dos Santos dos Últimos Dias diz em seus comentários acerca da Bíblia: "Quem sabe que até mesmo um único versículo da Bíblia tenha escapado à poluição, de modo que transmita o mesmo sentido agora que teve no original?"[3]

Esperamos que nos desculpem por mostrar que esse tipo de lógica parece um tanto suspeita. Pratt escrevia para provar que o Livro de Mórmon é a inspirada Palavra de Deus, sem erro. Uma vez que centenas de versículos da Bíblia "poluída" foram copiados palavra por palavra da versão do Rei Tiago no Livro de Mórmon, dificilmente isto ajudaria seu argumento! Não se introduz água de um rio poluído em um rio puro e claro e continua-se a chamar um de poluído e outro de puro!

José Smith copiou versículos e capítulos da Bíblia. O segundo livro de Nefi, capítulos 12 a 24 no Livro de Mórmon, em sua maior parte foi copiado, palavra por palavra, de Isaías, capítulos 2 a 14, da versão do Rei Tiago.

Revelação para O Livro de Mórmon

No Pérola de Grande Valor, páginas 60-64, José Smith faz um relato de uma visão que teve em 1823. O "mensageiro enviado da presença de Deus", Moroni, lhe disse que Deus tinha um trabalho para ele. Devia encontrar algumas placas de ouro sobre as quais estava escrito um livro que José Smith devia traduzir. O mensageiro disse-lhe onde as placas estavam escondidas e deu-lhe instruções a respeito delas.

Também preservados, com as placas de ouro, estavam o Urim e o Tumim que são mencionados no Antigo Testamento. (Ver Êxodo 28:30; Números 27:21; Esdras 2:63.) Segundo José Smith, o Urim e o Tumim era um tipo de óculos divino (duas pedras em arco de ouro) que Deus havia conservado por milhares de anos e colocado numa caixa com as placas de ouro para ajudá-lo a interpretar e traduzir a língua na qual o livro estava escrito. Esta língua era o egípcio reformado. Segundo Doutrina e Convênios, José Smith declarou que Deus lhe dera poder para traduzir os hieróglifos do egípcio reformado para o inglês e produzir o Livro de Mórmon.

José Smith, usando o Urim e o Tumim poderia traduzir a mensagem das placas de ouro. Depois de Smith ter traduzido as primeiras 116 páginas do Livro de Mórmon, que se perderam ou foram roubadas, um "anjo" aparentamente levou esses óculos embora. Então José usou a "pedra do vidente" ou pedra da caçada a tesouros, que era propriedade comum naquela época de muitos adivinhos e buscadores de tesouro, para traduzir os hieróglifos do egípcio reformado. Esta pedra também ém chamada de Urim e Tumim pelos escritores mórmons. Pergunto-me por que Deus se incomodou em providenciar os óculos depois de preservá-los por tantos séculos para que José Smith os usasse quando foram usados tão pouco e tão facilmente substituídos por alguma outra coisa.

Segundo as três testemunhas de O Livro de Mórmon David Whitmer, Oliver Cowdery e Martin Harris, Smith punha essa pedra num chapéu, então colocava o rosto no chapéu e começava a traduzir das placas de ouro. As placas de ouro raramente estavam presentes, se é que alguma vez estiveram! Que estranho Parecem elas tão supérfulas quanto os óculos do Urim e Tumim. Novamente, pergunto-me por que José Smith até mesmo se deu ao trabalho de desenterrá-las.

David Whitmer, no Address to All Believers in Christ (Proclamação a todos os crentes em Cristo), diz que quando José Smith colocava o rosto no chapéu com a pedra do vidente, "algo parecido com pergaminho aparecia". (4) Os hieróglifos apareciam um de cada vez, com a interpretação em inglês por baixo. José Smith a lia e Oliver Cowdery ou quem quer que fosse o amanuense ou secretário nessa hora a escrevia. Se tivesse sido escrito corretamente, o sinal ou a frase desaparecia. Se não, permanecia até ser corrigida. Significa que cada letra, cada sinal, era exatamente o que Deus havia dito, letra por letra, palavra por palavra. Não podia haver erro porque o sinal ou palavra não desaparecia até que estivesse cem por cento exata.

A palavra escrita era perfeita. E quando se fez esta publicação de 1830 do Livro de Mórmon, José Smith disse que o livro era perfeito ou "correto". Ele devia saber, se era verdadeiro profeta de Deus.

Alguns problemas do Livro de Mórmon

José Smith dizia que esse egípcio reformado era uma língua que homem algum conhecia, mas era a língua na qual Mórmon (o paide Moroni) escreveu as placas de ouro ao redor do ano 384 a 421 A.D., pouco antes de morrer. Para muitos constitui um problema que esta língua fosse reproduzida no Livro de Mórmon com as mesmas palavras da Bíblia do Rei Tiago de 1611, em centenas e milhares de lugares.

Não parece provável que o egípcio reformado, uma língua não conhecida de homem algum e que havia desaparecido da terra por mais de mil anos antes do ano 1611, ano em que foi publicada a Bíblia do Rei Tiago, conteria milhares das mesmas palavras e frases, na ordem exata em que são encontradas na versão da Bíblia do Rei Tiago. Até as palavras em itálicos da versão do Rei Tiago aparecem no Livro de Mórmon. José Smith não as sublinhou mas incluiu-as no texto do Livro de Mórmon como se fossem as palavras de Deus.

Os eruditos que fizeram a versão do Rei Tiago sublinharam certas palavras para prevenir o leitor de que elas não se econtravam no texto original grego ou hebraico mas foram acrescentadas para um leitura mais fluente ou para explicações. Alguns dos muitos exemplos de palavras sublinhados contidas na versão do Rei Tiago e no Livro de Mórmon podem ser vistas comparando Isaías 53:2, 3, 4 com Mosíah 14:2, 3, 5.

Outro problema que encontramos no Livro de Mórmon éa gramática pobre com a qual parte dele é escrita. Ora, alguns dos santos mais amados que já conheci têm gramática pobre. Isso, em si mesmo, não é o ponto; culpar a Deus por gramática pobre, é. Mesmo quando Deus deu Sua palavra inspirada mediante vasos tais como o rude e ignorante Pedro, ele não usou gramática pobre.

José F. Smith, sexto presidente da igreja mórmom declarou: "José não reproduziu o escrito das placas de ouro na lingua inglesa em seu próprio estilo como muitos crêem, mas cada palavra e cada letra foram-lhe dadas pelo dom e poder de Deus."(5)

O próprio José F. Smith declarou, em 1841, no livro História da Igreja: "Eu disse aos irmãos que no Livro de Mórmon era o livro mais correto sobre a face de terra." (6)

Se a palavra traduzida era perfeita, e se o Livro de Mórmon de 1830 era perfeito, por que os mórmons fizeram cerca de 4.000 correções em gramática, pontuação e ortografia no perfeito Livro de Mórmon? Estes mórmons posteriores, um pouco mais instruídos, ficaram cada vez mais embaraçados por causa de erros gramaticais no Livro de Mórmon; de modo que fizeram mudanças em edições posteriores.

Temos tanto uma reprodução do Livro de Mórmon de 1830 como também do atual Livro de Mórmon e podemos ver as mudanças com nossos próprios olhos. Vários estudiosos do mormonismo têm contado as mudanças e os resultados foram anotados em livro, particularmente por Arthur Budvarson, Marvin Cowan, Jerald Tanner e muitos outros.

A seguir damos somente alguns exemplos de mudanças que têm sido feitas do Livro de Mórmon de 1830 (os itálicos foram acrescentados): Edição de 1830, página 52: "que surgiste das águas de Judá, o qual juras pelo nome do Senhor." Edição de 1963, 1 Nefi 20:1: "que surgiste das águas de Judá ou das águas do batismo; que juras em nome do Senhor."

Edição de 1830, página 303:
"Sim, sei que ele concede aos homens, sim, decreta-lhes decretos inalteráveis, segundo o seu desejo." Edição de 1963, Alma 29:4: "Sim, sei que ele concede aos homens segundo o seu desejo."

Edição de 1830, página 31:
"Tampouco permitirá o Senhor Deus que os gentios para sempre permaneçam nesse estado de ferimento horrível." Edição de 1963, 1 Nefi 13:32: "Tampouco permitirá o Senhor Deus que os gentios permaneçam para sempre nesse horrível estado de cegueira."

Edição de 1830, página 555,
"...seus filhos e filhas, que não eram, ou que não visam sua destruição." Edição de 1963, Éter 9:2: "...seus filhos e filhas que não visaram sua destruição."

Edição de 1830, página 262:
"E sucedeu que ele começou a pleitear por eles daquele momento em diante; mas isso o insultou, dizendo: Estás também possuído pelo Diabo? E aconteceu que cuspiram nele." Edição de 1963, Alma 14:7: "Ele começou a pleitear por eles daquele momento em diante; mas eles o insultaram, dizendo: Estás também possuído pelo Diabo? E cuspiram nele."

Outra mudança do Livro de Mórmon de 1830 refere-se a Mosíah 21:28
O Rei Benjamim já havia morrido (Mosíah 6:5; página 186 de edição brasileira de 1975) na edição de 1830 do Livro de Mórmon. Evidentemente, Smith esqueceu-se disso e em Mosíah 21:28, disse que o Rei Benjamim ainda estava vivo! Mais tarde, mórmons envergonhados mudaram o nome de rei para Rei Mosíah, assim removendo a contradição óbvia!

Certa noite contava eu estes fatos a um jovem formado pela Universidade Brigham Young. Um jovem inteligente e fino; um lingüista que conhece bem quarto ou cinco línguas e que serviu como missionário mórmon no Líbano e também na Suíça. Agora instrui os sacerdotes mórmons no sacerdócio Aarônico.

Sua resposta? Depois de procurar, por algum tempo, várias tentativas que percebeu serem falhas, disse ele: "Você sabe como é difícil traduzir de uma língua para outra. Além disso temos de levar em consideração a gramática pobre de José Smith e o seu vocabulário um tanto limitado. Isto pode explicar alguns dos problemas."

Como podemos ver facilmente, isto não é de modo algum resposta ou solução para o problema. Fiquei grandemente surpreso de que esse fosse o argumento mais convincente que meu douto amigo mórmon pudesse encontrar. Se Deus tivesse dado a José Smith uma tradução, letra por letra, palavra por palavra, de sua Palavra pura e perfeita, certamente te-la-ía dado com a gramática correta.

É muito interessante que a gramática de José Smith é excelente enquanto copia textualmente do Rei Tiago. Por que não seria ela excelente se copiasse do "Pergaminho de Deus" como alegava?

É o Livro de Mórmon uma revelação de Deus ou José Smith copiou versículos e capítulos da Bíblia do Rei Tiago e acrescentou material de sua própria imaginação e de outras fontes disponíveis? Quem realmente escreveu o Livro de Mórmon?

Se os mórmons dizem que Deus dirigiu José Smith na tradução do Livro de Mórmon, então acusam Deus de usar gramática deficiente e de cometer outros erros que mais tarde necessitaram de correção. Não parece sábio, para dizer pouco, fazer esta acusação ao Deus onisciente do Universo.

Se dissermos que José Smith escreveu o livro, com seus erros gramaticais e outros, negamos o que José Smith reivindicava, o que as três testemunhas reivindicavam, e que o presidente Joseph F. Smith reivindicava. Isto significaria que o testemunho de José Smith de que o Livro de Mórmon é uma tradução sem erros, letra por letra, palavra por palavra, pelo poder de Deus, é falso. Esta acusação prejudicaria irreparavelmente sua reivindicação de ser um profeta de Deus.

As Testemunhas

Nas primeiras páginas do Livro de Mórmon está o "Depoimento de três testemunhas". Diz-se que essas três testemunhas, Oliver Cowdery, David Whitmer e Martin Harris, "viram as placas que contêm estes sinais...e...as gravações sobre as placas." Entretanto, quando interrogadas mais diretamente, as testemunhas disseram nunca terem realmente visto as placas de ouro a não ser embrulhadas ou cobertas. Usaram termos como "visão", ou "vi-as com os olhos da fé".

Também, na página que contém os nomes das três testemunhas, está "o depoimento de oito testemunhas". Essas testemunhas foram: Christian Whitmer, Jacob Whitmer, Peter Whitmer Filho, John Whitmer, Hiram Page, Joseph Smith, Pai, Hyrum Smith e Samuel H. Smith. Destas onze testemunhas, mais da metade apostataram da igreja mórmon. Quando digo apostataram não quero dizer que negaram a igreja como Pedro, em momento de temor e fraqueza, negou a Cristo; logo depois arrependeu-se como todo cristão verdadeiro, chorou amargamente e dentro de algumas horas procurou seu Salvador de novo. Estas testemunhas afastaram-se da igreja mórmon. Dentre elas estavam Cowdery, Whitmer, Harris e cinco das oito testemunhas. As três que permaneceram pertenciam à família Smith. (Até mesmo um ou dois dos filhos de José Smith finalmente deixaram os Santos dos Últimos Dias e se filiaram à Igreja Reorganizada dos Santos dos Últimos Dias.) Os mórmons dizem que algumas destas testemunhas voltaram para a igreja. E isto é verdade, em parte.

Alguns destes que apostataram chegaram a dizer que tinham tido revelações de Deus de que o mormonismo era falso e que deviam deixá-lo. É claro que os mórmons não aceitam suas revelações, embora suas visões pareçam tão críveis quanto as de José Smith. Perguntamo-nos por que os mórmons tão prontamente aceitam a visão de um menino de 14 anos de idade e tão rapidamente rejeitam as visões de vários destes homens.

David Whitmer, uma das três testemunhas originais, disse que Deus falou-lhe com sua própria voz dizendo "que me separasse dos Santos dos Últimos Dias". (7)

Existem registros de que José Smith e outros oficiais mórmons chamaram suas três testemunhas principais de "ladrões e mentirosos." (8) No livro História da Igreja, José Smith disse: "Tais personagens como...David Whitmer, Oliver Cowdery e Martin Harris, são demasiadamente maus até para serem mencionados, e gostaríamos de tê-los esquecido. (9)

Segundo as Doutrinas da Salvação, Cowdery e Harris retornaram à igreja na sua velhice e morreram em comunhão completa.

Pode você imaginar Jesus chamando suas testemunhas, Mateus, Marcos, Lucas, João e Paulo, de um punhado de mentirosos e ainda assim pedindo que crêssemos nelas assim como José Smith nos pediu que acreditássemos nas testemunhas do Livro de Mórmon? Pode você imaginar Jesus Cristo dizendo que gostaria de esquecer os escritores dos evangelhos e Paulo, assim como José Smith disse que gostaria de esquecer suas testemunhas principais da verdade do Livro de Mórmon?

Há ainda outro fato que achamos por bem incluir. José Smith foi julgado e condenado por ser "cristalomante" (ler bola de cristal, adivinhar a sorte e andar à caça de fortuna) por um juiz em Bainbridge, Nova Iorque, em 1826, seis anos depois de ele supostamente ter tido sua primeira visão em 1820. A acusação foi feita, segundo registros do julgamento, por um certo Peter G. Bridgemen, que dizia ter sido Josiah Stowell enganado por Smith na procura de objetos e tesouros perdidos. Ele disse que Smith dizia possuir poderes ao olhar através de uma pedra--o mesmo processo pelo qual José Smith traduziu o Livro de Mórmon, segundo as três testemunhas. Uma fotografia do registro do processo original pode ser encontrada no livro de Jerald e Sandra Tanner, Joseph Smith's 1826 Trial (Julgamento de José Smith de 1826). (10)

R. Hugh Nibley, na página 142 de The Myth Makers (Os criadores de Mito), admitiu que se tal registro pudesse ser encontrado, seria um "golpe devastador" para José Smith. Pois foi encontrado por Wesley P. Walters, no dia 28 de julho de 1971.

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Notas
[1] Robert Dick Wilson, A Scientific Investigation of the Old Testament (Investigação científica do Antigo Testamento) - (Chicago: Moody Press).
Citado por John R. Rice, em Our God-Breathed Book - The Bible (Nosso livro inspirado por Deus - a Bíblia) (Murfreesboro, Tenn: Sword of the Lord Pub., 1969).
[2] "Articles of Faith" ("As Regras de Fé"), Pérola de Grande Valor, Artigo #8, p.70.
[3] Orson Pratt, Divine Authenticity of the Book of Mormon, pp. 45-47. Citado por Marvin Cowan, Mormon Claims Answered (Salt Lake City: Marvin Cowan Pub., 1975), p.21,22.
[4] David Whitmer, An Address to All Believers in Christ (Richmond, Mo., 1887). p. 12; reimpresso por Bales Bookstore, Searcy, Ark., 1960.
[5] Journal of Oliver B. Huntington, p.168. Exemplar datilografado na Utah State Historical Society.
[6] Smith, History of the Church, vol. 4. p.461.
[7] Whitmer, An Address to All Believers in Christ, p.27.
[8] Times and Seasons, vol. 1. p.81; Elders Journal, p.59; Senate Document 189, pp. 6,9.
[9] Smith, History of the Church, vol. 3. p. 232.
[10] Jerald and Sandra Tanner, Joseph Smith's 1826 Trial (Salt Lake City: Modern Microfilm Company, 1971).




Cap.5
José Smith Examinado Como Tradutor


Martin Harris foi uma das "três testemunhas" do Livro de Mórmon. Pediram-lhe que hipotecasse a sua fazenda para ajudar a publicar e distribuir o Livro de Mórmon. Como cautela, Harris foi ao professor Charles Anthon, renomado erudito da Universidade Columbia, com uma ou duas páginas de caracteres do "egípcio reformado".

Depois de examinar o material, Anthon preveniu a Harris que etava sendo vítima de uma fraude. Os caracteres não eram hieróglifos egípcios. Entretanto, José Smith afirmou em sua revelação, Pérola de Grande Valor, que Anthon havia dito: "que a tradução estava correta, muito mais que qualquer outra tradução que ele tinha visto antes, traduzida do egípcio. Então mostrei-lhe aqueles que ainda não haviam sido traduzidos e me disse que eram egípcios, caldeus, assírios e arábicos; e disse que eram caracteres verdadeiros" (Pérola de Grande Valor 2:64, pp. 65.66).

Ainda que Anthon não tivesse, em carta, refutado o testemunho de José Smith, a afirmação de Smith suscita vários problemas.

Primeiro, diz-se que o egípcio reformado é uma língua completamente perdida "que nenhum homem conhece". Entrentanto, eis alguém que sem nenhuma "revelação divina" podia lê-lo! Nem mesmo José Smith podia fazer isso! E Anthon o fez sem o Urim nem o Tumim!

Segundo, por que continham os papéis caracteres caldeus, assírios e arábicos, se as placas de ouro tinham sido escritas somente em egípcio reformado?

Terceiro, uma vez esta teria sido a primeira e única tradução do egípcio reformado por mais de mil anos, como é que Anthon podia ter dito que era a tradução mais correta do egípcio que ele já vira? Como é que ele podia saber se a tradução inglesa era correta ou não?

Quarto, os mórmons afirmam que o incidente com Anthon cumpriu Isaías 29:11, 12: "Toda a visão já se vos tornou como as palavras dum livro selado - que se dá ao que sabe ler, dizendo: Lê isto, peço-te; e ele responde: Não posso, porque está selado; e dá-se o livro ao que não sabe ler, dizendo: Lê, peço-te; e ele responde: Não sei ler." Se lermos a passagem com cuidado, veremos que o assunto principal é a condição do povo naquela época. Não se refere a um livro em época futura.

Ainda assim, Anthon nunca obteve um livro completo, somente algumas folhas com alguns caracteres. Mas Harris, segundo José Smith em Pérola de Grande Valor, disse ter Anthon afirmado ser correta a tradução. Ele somente podia dizer isto se pudesse lê-lo . Mas Isaías disse que "o que sabe ler não podia ler porque estava selado".

Há vários outros problemas, mas isto deve ser suficiente. Deus jamais contradiz a si mesmo, nem mesmo no mínimo detalhe no cumprimento da profecia. É desta forma que Deus nos disse para distinguir o verdadeiro do falso. Recusar-se a fazer tal teste seria desobedecer a Deus que disse: "não deis crédito a qualquer espírito: antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora" (1 João 4:1). Somos advertidos de que os falsos profetas podem realizar milagres (maravilhas mentirosas). A nós também é revelado que eles aparecem como anjos de luz, ministros da justiça.

Mateus 7:15 diz-nos: "Acautelai-vos dos falsos profetas que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores." Se amarmos Jesus e a sua palavra não poderemos deixar de obedecer-lhe e aplicar o teste aos que se dizem profetas de Deus. Se não fizermos isto, o resultado para nós mesmos e para incontáveis outros será perda eterna terrível. Se José Smith pudesse passar no teste, ficaríamos contentes em aceitá-lo como profeta de Deus. Infelizmente, ele não pôde.

O ponto central desta história toda é uma carta que o professor Anthon escreveu, sete anos mais tarde, a E.D. Howe, em 17 de fevereiro de 1834. "A história toda acerca de eu ter dito que a inscrição mórmon fosse hieróglifos do egípcio reformado é totalmente falsa... logo cheguei à conclusão de que tudo não passava de um truque - um embuste talvez.... O papel continha tudo menos hieróglifos egípcios."[1]

Talvez o golpe mais prejudicial de todos à credibilidade de José Smith como tradutor ou profeta que recebia revelações de Deus fosse um episódio datado de 1835. José Smith comprou algumas múmias egípcias e alguns rolos de papiro de Michael H. Chandler. José Smith recebia revelações de Deus quanto ao significado dos caracteres e esboços dos papiros. Esta tradução, e mais três desenhos dos papiros egípcios ele publicou como o "Livro de Abraão" em Pérola de Grande Valor página 32. Ele afirmava que o primeiro desenho ou "Fac-símile #1", mostrava o sacerdote idólatra de Elkenah tentando oferecer Abraão em sacrifício. Os quatro jarros embaixo do altar eram deuses idólatras, etc. O pássaro do quadro era o "anjo do Senhor".

Infelizmente para José Smith desta vez foi possível fazer um teste científico e analítico de suas afirmações. O egípcio era uma língua conhecida dos egiptologistas, ao passo que o "egípcio reformado" não o era.

O bispo F. S. Spalding enviou cópias deste e de vários outros fac-símiles que Smith desenhou e traduziu dos papiros egípcios a vários dos egiptologistas mais preeminentes do mundo.[2] Todos eles concordaram que o assunto da gravura era "embalsamemento dos mortos". Todos disseram que a interpretação de José Smith era falsa e não uma tradução real do fac-símile ou dos hieróglifos egípcios.

Então, em 1967, descobriu-se um manuscrito que se acreditava ter sido destruído num incêndio em Chicago. Este foi positivamente identificado pelos mórmons como o manuscrito original do qual José Smith "traduzira" a informação do "Livro de Abraão". Parece que isso resolvia o assunto.

Mas o professor Dee Jay Nelson, egiptólogo mórmon preeminente, depois de análise cuidadosa dos papiros e das supostas traduções do egípcio para o inglês por José Smith, pronunciou o "Livro de Abraão" uma tradução falsa.

Dee Jay Nelson usou não somente sua considerável capacidade lingüística mas também a ajuda de um computador que mostrou ser matematicamente impossível José Smith ter traduzido tantas palavras de tão poucos caracteres egípcios num fragamento de papiro tão pequeno (1.125 palavras oriundas de 46 caracteres).

Este "manuscrito original" do "Livro de Abraão" é, na realidade, um texto fúnebre egípcio de alguns séculos antes do nascimento de Cristo, contendo instruções aos embalsamadores. A tradução de José Smith fazia com que este mesmo texto versasse sobre Abraão e sua vida na Mesopotâmia alguns 2.000 anos antes. Fac-símiles #1,2,e 3, e também outros materiais dos quais José Smith afirmava ter traduzido o "Livro de Abraão" têm sido examinados e Dee Jay Nelson e outros egiptólogos preeminentes mostraram que são traduções falsas.[3]

O professor Nelson, membro do sacerdócio mórmon, e sua família, pediram demissão da igreja dos Santos dos Últimos Dias no dia 8 de dezembro de 1975, como resultado desta descoberta.

Numa carta endereçada à Primeira Presidência, o professor Nelson afirma: "Nós [ele, a esposa e a filha] não desejamos estar associados com uma organização religiosa que ensina mentiras."[4] O professor Nelson, numa carta a R.L. Eardley, de Billings, Montana, em 15 de fevereiro de 1976, afirmou: "O mundo científico acha que o Livro de Abraão é um insulto à inteliência. Alguns dos egiptólogos mais brilhantes e qualificados de nosso tempo têm-no rotulado de fraudulento por causa da evidência esmagadora dos papiros metropolitanos- José Smith recentemente descobertos. Esse papiro aindo não recebeu nenhum apoio de nenhum egiptólogo qualificado. Não desejamos e intolerância racial."

Talvez a esta altura devêssemos perguntar aos nossos amigos mórmons se honestamente e com todo o coração podem confiar seu destino eterno à credibilidade de José Smith. Como mómons, é isto que estão fazendo.

Qualquer tribunal nos Estados Unidos aceitaria como conclusiva a prova que Nelson e outros egiptólogos apresentaram. José Smith mentiu quanto a "traduzir" o texto egípcio. "O Livro de Abraão" é, inegavelmente, falso.

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Notas
[1] Carta do professor Charles Anthon a E.D. Howe, 17 de fevereiro de 1834.
Citado por Tanner em Mormonism, Shadow or Reality (Salt Lake City: Modern Microfilm Company, 1972), p. 105.
[2] Os egiptólogos foram: Dr. A.H. Sayce, Oxford University; Dr. Williams M.F. Petrie, London University; Dr. A.C. Mace, Departamento de Egiptologia, Museu Metropolitano de Arte, Nova Iorque; Dr. J. Peters, Diretor da Expedição Babilônica da Universidade de Pennsylvania, 1888-1895; Dr. S. A. B. Mercer, Western Theological Seminary, Chicago; Dr. E. Meyer, Universidade de Berlim; Dr. Baron V. Bissing, Universidade de Munique.
[3] Dee Jay Nelson, The Joseph Smith Papyri, Parte 2, e The Eye of Ra. Veja também o livro de Tanner, Mormonism, Shadow or Reality, no capítulo "A queda do livro de Abraão."
[4] De uma fotocópia da carta original enviada por Dee Jay Nelson.




Cap.6

História, Arqueologia, Antropologia e o Livro de Mórmon


Parece conclusivo que qualquer livro verdadeiramente inspirado por Deus deva ser exato histórica e arqueologicamente. A seguir damos uma sinopse muito breve da história do Livro de Mórmon neste contexto.

História do Livro de Mórmon

O Livro de Mórmon afirma que um povo chamado jareditas, refugiados da Torre de Babel, migrou para a América cerca da 2.247 a.C. Ocuparam a América Central até serem varridos por discórdia interna. Um sobrevivente, o profeta Éter, registrou a história dos jareditas em 24 placas metálicas.

Cerca de 600 a.C. as duas famílias de Lehi e Ismael deixaram Jerusalém, atravessaram o oceano Pacífico e desembarcaram na América do Sul. Dois filhos de Lehi, Lamã e Nefi, iniciaram uma briga e o povo se dividiu em dois acampamentos de guerra - os lamanitas e os nefitas. Os lamanitas foram amaldiçoados pelo Senhor por serem rebeldes e irem contra seus mandamentos. Parte dessa maldição incluía pele escura, o que supostamente é a origem dos índios americanos.

Deus teve predileção pelos nefitas que migraram para a América Central cerca da época de Cristo. Logo depois de sua crucificação, Cristo veio à América e instituiu o batismo por imersão, o sacramento do pão e do vinho, sacerdócio e deu muitos outros ensinamentos. Tanto os lamanitas quanto os nefitas se converteram. As coisas correram normalmente por cerca de 200 anos, então veio a apostasia. O termo "lamanita" foi, pois, dado a todo aquele que deixava a fé.

Cento e cinqüenta anos mais tarde, os nefitas relifiosos e os lamanitas rebeldes guerrearam de novo. Por volta de 421 A.D. os nefitas foram todos mortos, e os lamanitas infiéis ficaram no controle da terra. Colombo descobriu-os quando aí aportou em 1492.

O comandante-chefe dos nefitas era o profeta e sacerdote chamado Mórmon. Ao ver que tinham sido derrotados, compilou os registros de seus predecessores e escreveu uma breve história, em placas de ouro. Deu estas placas de ouro a seu filho Moroni, que as escondeu num monte, perto de Palmyra, no Estado de Nova Iorque. Moroni, cerca de 1.400 anos mais tarde apareceu como um anjo a José Smith e disse-lhe onde encontrar essas placas. Na caixa que continha as placas estava um grande par de óculos; uma das lentes chamava-se Urim e a outra Tumim. Segundo as três testemunhas, com a ajuda destes óculos, Urim e Tumim ou "intérpretes", e mais uma "pedra de vidente", José Smith traduziu os hieróglifos para o inglês. Segundo José Smith, os hiróglifos eram "egípcio reformado", língua "que nenhum homem conhece". Desta forma, o Livro de Mórmon supostamente foi revelado.

Por que foram as placas enterradas em Palmyra, Nova Iorque, senão pelo fato de José Smith viver nessa área?

Bem, enquanto a guerra continuava entre os lamanitas e os nefitas, Mórmon escreveu uma carta ao rei dos lamanitas pedindo-lhe que se encontrasse com os nefitas na terra de Cumorah, ao pé de um monte chamado Cumorah, "e lá o guerrearemos!" Segundo a história, Mórmon esperava, com este expediente, levar vantagem militar, e aparentemente o rei lamanita e suas forças ficaram contentes em fazer-lhe a vontade! Assim, homens, mulheres e crianças marcham por montanhas formidáveis passando por florestas e atravessando correntezas fortes por milhares de quilômetros, às centenas de milhares, para se engajarem numa batalha de morte num lugar ao pé de um monte insignificante do qual a maioria jamais ouvira falar!

Devemos admitir que esta é uma história e tanto! Não podemos evitar a noção de que esta pode ter sido a única maneira de José Smith situar as "placas de ouro" perto de onde ele vivia, nos arredores de Palmyra, em Nova lorque.

Vários problemas notáveis a respeito desta história precisam ser examinados.

O primeiro problema refere-se ao rápido aumento da população. Segundo o Livro de Mórmon, em 30 anos duas nações surgiram de 28 pessoas ou menos (ver 1 Nefi; 2 Nefi 5:5, 6, 28). Nesta época as duas nações (que mesmo tendo um elevadíssimo índice de crescimento só podia ter uma população de várias centenas, e a maioria constituída de mulheres e crianças) dividiram-se e tornaram-se inimigos ferozes chamados nefitas e lamanitas.

Os nefitas e os lamanitas em várias épocas "multiplicamo-nos consideravelvemente, espalhando-nos sobre a face de terra; e nos tornamos imensamente ricos" (Jarom 8), e "se multiplicaram e se espalharam...começou a ser povoada toda a face da terra, desde a parte sul do mar até o litoral norte, e do litoral oeste até o do leste" (Helamã 3:8). Era "quase tão numeroso como as areias do mar" (Mórmon 1:7).

O segundo problema refere-se às poderosas cidades que os nefitas e jareditas construíram. E "construíu muitas cidades poderosas" (Éter 9:23; ver também Alma 50:15). O Livro de Mórmon menciona, pelo menos 38 nomes de cidades: Amoniah, Gideon, Jacobugat, Jerusalém, Manti, Shem, Zarahemla, etc., todas no Novo Mundo. Entretanto, nem um dos locais destas cidades jamais foi encontrado, nem na América do Sul nem na América Central.

Em contraste, bastante evidência tem sido descoberta referente às antigas cidades dos maias e dos incas que ocuparam estas áreas! O apoio histórico ou arqueológico, que para uma civilização como os mórmons reivindicam devia ser praticamente espantoso, simplesmente não existe. De fato, o que se verifica é o oposto.

O terceiro problema coma história de Livro de Mórmon jaz nas línguas dos povos primitivos. É impossível que as línguas egípcio reformado e hebraico pudessem ter desaparecido tão completamente se tivessem sido usadas tão extensivamente nas Américas por centenas de anos.

Arqueologia e o Livro de Mórmon

Perante mim tenho agora, enquanto datilografo este manuscrito, uma bela edição do Livro de Mórmon, de 1961. Entre as lindas gravuras da primeira parte do livro, está uma de alguns murais representando gente, cabanas nada parecidas com cabanas egípcia, água, barcos, remadores, etc. A legenda da gravura diz: "Murais tip-egípcios encontrados nas paredes do templo de Bonampak, no México." Provavelmente isto é para transmitir à mente do leitor inadvertido que este é um elo na cadeia de evidências para o fundo histórico do Livro de Mórmon, no que se relaciona à origem do povo do Livro de Mórmon, e de sua suposta presença na América do Sul e na América Central. Na realidade este mural não parece egípcio, nem peruano, nem africano, nem indiano.

Tenho visto livros lindamente ilustrados sobre arqueologia das Américas do Sul e Central, que missionários mórmons zelosos às vezes usam para inferir prova arqueológica a favor do Livro de Mórmon, e também para o mormonismo. Entretanto, não existe um único arqueólogo conhecido, mórmon ou não, que afirme existir qualquer prova arqueológica que apóia o Livro de Mórmon. Não há evidência para apoiar a existência de qualquer das cidades que José Smith afirma ter coberto as Américas, além da imaginação dele próprio.

John L. Sorenson, autoridade mórmon e professor assistente de antropologia e sociologia na Universidade de Brigham Young, comentou: "Nossa opinião é que os Santos dos Últimos Dias deviam estar satisfeitos com a verdade e não tentar melhorá-la por meio de 'provas' gratuitas baseadas em inverdades." (1) As afirmações do professor Sorenson foram feitas para combater o Book of Mormon Evidences in Ancient America (Livro de evidências mórmons na América Antiga), por Dewy Farnsworth, um dos livros que procuram estabelecer provas para o Livro de Mórmon.

O Dr. Ross T. Christensen, antropólogo mórmon, disse: "A afirmação de que o Livro de Mórmon já foi provado pela arqueologia é enganosa." (2) Lembre-se, estas afirmações são de autoridades mórmons, que operam no campo da arqueologia.

Na pesquisa que fiz sobre o mormonismo, não encontrei um único arqueólogo não-mórmon que desse algum crédito à história do Livro de Mórmon. Nenhum deles o usa como guia para pesquisa arqueológica na América do Sul ou na América Central. Se alguns de meus leitores conhecerem um arqueólogo não-mórmon, bona fide, credenciado e reconhecido que usa o Livro de Mórmon como referência, por favor, envie-me seu nome e endereço.

Um membro da Instituição Smithsoniana em Washington comentou: "A Instituição Smithsoniana jamais usou o Livro de Mórmon de qualquer forma como guia científico. Os arqueólogos Smithsonianos não vêem nenhuma conexão entre a arqueologia do Novo Mundo e o conteúdo desse Livro." (3)



Por outro lado, os arqueólogos freqüentemente contradizem por completo as afirmações do Livro de Mórmon e as destróem. Embora a pesquisa científica tenha demonstrado que o continente americano não possuía muitos animais domésticos tais como gado, porcos, cavalos, jumentos e certos outros animais até que os europeus viessem à América, O Livro de Mórmon afirma que esses animais aqui estavam muitos anos antes de Cristo. Com exceção da Universidade de Brigham Young, as instituições de educação superior nos Estados Unidos concordam com a Instituição Smithsoniana de que "não há nenhuma evidência de uma migração de Israel para a América, da mesma forma, nenhuma evidência de que os índios pré-colombianos tivessem qualquer conhecimento do Cristianismo ou da Bíblia". (4)

Antropologia e o Livro de Mórmon

Não somente não existe prova arqueológica que apóie a história do Livro de Mórmon da vasta civilização que supostamente cobriu toda a América do Sul e Central, mas também os antropólogos negam as afirmações do Livro de Mormon.

Os que se especializam em antropologia e genética refutam a afirmação de que os índios americanos sejam descendentes dos israelitas. Antes, dizem que os índios se parecem com os povos da Ásia oriental, central e setentrional, e com eles estão mais intimamente relacionados. Estes povos asiáticos têm uma "mancha mongolóide", uma mancha azul-cinza no final da coluna espinhal ao nascerem. Os índios americanos também têm uma mancha mongolóide. Os israelitas, que são semitas, não a possuem! Os índios americanos não são lamanitas descendentes dos israelitas que migraram para a América.

Se os índios não são descendentes dos israelitas, como afirmam os mórmons que são então José Smith e o Livro de Mórmon, estão errados, e certamente não são inspirados por Deus.

Fé e o Livro de Mórmon

Os mórmons têm de lidar honestamente com evidências sérias tais como as que temos ressaltado. Tantas vezes, eu e também outros, temos trazido estes problemas de peso e seriedade à atenção dos mórmons e recebemos um "testemunho" acerca de crer pela fé. Mas nunca há tentativa alguma da parte deles de encarar ou resolver o problema com provas de fato.

Aqueles de nós que conhecemos o Cristo bíblico temos um testemunho tremendo no que se refere à alegria, à nova vida, à certeza e à transformação interior que nosso Salvador maravilhoso nos deu. Fomos salvos, convertidos, nascidos de novo, lavados de nossos pecados pelo Sangue de Cristo. Fomos feitos filhos de Deus, a vida eterna nos foi dada em um ponto definido no tempo e sabemos disso. Entretanto, se prova concludente fosse produzida de que Cristo houvesse nascido em Atenas em vez de Belém, ou que a Bíblia fosse totalmente falsa em vários pontos históricos e arqueológicos ou que muitas das profecias bíblicas houvessem falhado, então seríamos tolos em responder com nosso "testemunho" de como o Espírito Santo nos havia convencido da verdade da Bíblia.

A fé não pode operar sem algum conteúdo intelectual. Deus não pede fé cega; somente o diabo faz isso. O Deus da verdade bíblica é também o Deus da verdade histórica e arqueológica, e de fato, uma coisa nunca contradiz a outra.

Deus diz: "A fé vem pela pregação e a pregação pela palavra de Cristo" (Romanos 10:17). Mas para que isto seja válido, a pessoa primeiro deve confiar que a Bíblia realmente é a Palavra de Deus. É verdade que esta confiança é estabelecida no coração disposto, pelo Espírito Santo. Àquele que busca, ele também revela o fato desolador de que é um pecador perdido, e o fato sublime e maravilhoso de que Cristo é o único Salvador. Entretanto, até mesmo o Espírito Santo não faz isto sem algum conteúdo intelectual real. É por isso que Jesus e os discípulos muitas vezes disseram, referindo-se às profecias feitas séculos antes: "Isto é o que fora dito aos profetas..." Profecia cumprida, fidedignidade histórica e arqueológica, a ressurreição de Cristo, e outras evidências; tudo isso fornece em fundamento sólido sobre o qual a fé verdadeira pode ser lançada. A pessoa não é forçada a crer somente pelo fato; deixa-se muito lugar para a fé.

Os amigos mórmons questionam que a Bíblia ensina que podemos ser salvos somente pela fé sem as obras; entretanto, retiram-se apressadamente a um abrigo de somente pela fé quando os fatos ameaçam destruir a própia textura do mormonismo. Não há como o "testemunho" possa esclarecer as contradições ou fazer com que o falso se transforme em verdadeiro.

Resumindo

Deus pede a fé que descansa sobre fatos sólidos e promessas cumpridas.

Dê outra olhada nas cidades mórmons que supostamente floresceram na América do Sul e na América Central. Numerosas cidades da Bíblia têm sido verificadas facilmente. Algumas destas eram tão velhas, e outras ainda mais velhas do que muitas cidades mórmons citadas no Livro de Mórmon - cidades e cidades-estados como Ur dos Caldeus, Jerusalém, Nínive, a cidade-reino dos hititas, etc. Os arqueólogos continuam a desenterrar cidades mencionadas nas Escrituras.

Até os incrédulos descobriram que a Bíblia é geográfica e arqueologicamente exata. Os arqueólogos - crentes e incrédulos - usam a Bíblia como um guia extremamente seguro para a pesquisa nas terras bíblicas.

Se devemos confiar num livro para guiar-nos às verdades acerca de um mundo que ainda não vimos, certamente esperamos que ele seja exato e fidedigno, histórica e geograficamente, em assuntos relacionados com o mundo que conhecemos. A Bíblia preenche este requisito. O Livro de Mórmon, não.

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Notas
[1] John L. Sorenson na resenha de um livro de Dewey Farnsworth.
[2] Ross T. Christensen, antropólogo mórmon, U.A.S. Newsletter, #64 (Provo, Utah: University Archeological Society, 30 de janeiro de 1960), p.3.
[3] Citado de Tanner, Mormonism, Shadow or Reality (Salt Lake City; Modern Microfilm Co., 1975), p.97.
[4] Dr. Frank H. H. Roberts, Jr. Diretor do Bureau of American Ethnology da Instituição Smithsoniana. Citado por Marvin W. Cowan, Mormon Claims Answered, publicado por Marvin W. Cowan, 1975.




Cap.7
A Falha Fatal


É o Deus do mormonismo o Deus da Bíblia?
É o Cristo do mormonismo o Cristo da Bíblia?


Efésios 4:15 adverte-nos a "falar a verdade em amor", e procurarei, com a ajuda de Deus, fazer justamente isso. Deus ama a mórmons e a não-mórmons e Cristo morreu por ambos. Ele procura corações honestos e inquiridores onde quer que os possa encontrar.

O ponto central de qualquer reinvindicação de ser cristão é o que tal posicionamento ensina acerca de Deus e de Jesus Cristo. Se a pessoa tiver idéias erradas a respeito de Deus, então é fácil que doutrina errada flua desta falha fatal.

Portanto, examinemos, amável e objetivamente o que o mormonismo ensina acerca de Deus e o que a Bíblia ensina. É o Deus do mormonismo o Deus da Bíblia?

O Deus dos mórmons

O coração, a própia essência da doutrina mórmon, o embrião de que surgiu o mormonismo, o alimento que o sustenta, e a meta pela qual mórmons sinceros lutam é sua crença em Deus: "Cremos em um Deus que em si mesmo é progressivo, cuja majestade é a inteligência; cuja perfeição consiste em progresso eterno - um Ser que atingiu seu estado de exaltação por um caminho que agora seus filhos têm permissão de seguir, cuja glória é sua herança partilhar. A despeito da oposição das seitas, em face a acusações diretas de blasfêmia, a igreja proclama a verdade eterna, 'Como é o homem, Deus uma vez já foi; como Deus é, o homem pode ser" [1] ( itálicos do autor).

Aqui, nas Regras de Fé, um dos livros mais preciosos para o mormonismo, temos o centro do seu ensino. Qual é? Deus uma vez já foi homem e ganhou ou atingiu ou progrediu até chegar a ser Deus. O homem, por sua vez, também pode ganhar, atingir ou progredir até ser Deus. Este é um dos motivos fundamentais para as boas obras que os mórmons praticam, pelo trabalho de sua igreja e templo.

A fim de evitar que alguém ainda pense que não é isso que o mormonismo ensina, deixe-me citar outra vez - de suas próprias fontes - o próprio profeta José Smith: "O próprio Deus já foi como somos agora, e é um homem exaltado e senta-se no trono dos céus além!... Vou dizer-lhe como Deus veio a ser Deus. Sempre imaginamos e supusemos que Deus fosse Deus desde toda a eternidade. Refutarei tal idéia e tirarei o véu, par que possam ver." [2]


Ainda de outra fonte mórmon: "Os profetas mórmons têm ensinado continuamente a verdade sublime que Deus o Pai Eterno uma vez homem mortal que passou por uma escola da vida terrena similar à qual estamos passando agora. Lembrem-se que Deus, nosso Pai Celestial foi, talvez, em algum tempo, uma criança, e mortal como nós somos, e se elevou passo a passo na escala do progresso, na escola do desenvolvimento." [3]

Compreendemos agora claramente o que o mormonismo ensina acerca de Deus e do homem? O profeta Smith e seus seguidores ensinam que Deus não foi sempre Deus, e que ele teve de ganhar, progredir, trabalhar, antigir o ser Deus. Uma vez ele foi homem como nós antes de se tornar Deus. Nós, também, podemos trabalhar, progredir, ganhar e atingir a estatura de Deus. "Como é o homem, Deus uma vez já foi; como Deus é, o homem pode ser."

O Deus da Bíblia

A Bíblia é a revelação original de Deus, antedata o Livro de Mórmon de muitos séculos. Em qualquer conflito de pontos de vista, a Bíblia deve ter precedência sobre o Livro de Mórmon e também sobre quaisquer outros livros ou ensinamentos sagrados do mormonismo.

Agora comparemos o Deus da Bíblia com o Deus do mormonismo. Primeiramente, jamais houve, não há e nunca haverá nenhum outro senão o único Deus verdadeiro.

A Palavra de Deus declara em 1 Coríntios 8:5, 6: "Porque, ainda que há também alguns que se chamem deuses, quer no céu, ou sobre a terra, como há muitos deuses e muitos senhores todavia, para nós há um só Deus" (itálicos do autor). Neste versículo o apóstolo Paulo refere-se ao politeísmo pagão, que incluía muitos deuses e ídolos. Ele declara enfaticamente que há somente um único Deus, o Deus, que nós, os verdadeiros crentes em Cristo, conhecemos.

Ainda muito mais devastador para o mormonismo, entretanto, é a palavra de Deus em Isaías 43:10: "Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, o meu servo a quem escolhi; para que o saibais e me creiais e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou e depois de mim nenhum haverá" (itálicos do autor).

Examine, cuidadosamente, Isaías 44:6: "Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e além de mim não há Deus" (itálicos do autor).

Continue a ler em Isaías 46:9: "Lembrai-vos das cousas passadas da antigüidade; que eu sou Deus e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim" (itálicos do autor).

Agora está claro que Deus declara que ele é o único e verdadeiro Deus, neste universo ou em qualquer outro, neste mundo ou em qualquer outro, neste planeta ou em qualquer outro. Não há outro Deus. Este é o próprio Deus de Gênesis 1:1: "No princípio criou Deus os céus e a terra." Gênesis 1:16 diz-nos que ele fez as estrelas e Gênesis 2:1 declara: "Assim, pois, foram acabados os céus e a terra, e todo o seu exército."

Deus criou todos os mundos possíveis, universos, planetas e estrelas e Ele é o único Deus de todos eles. Não há outros deuses em, existência em qualquer outro lugar. Ele só é o único e verdadeiro Deus. Não houve Deus antes dele, não há outro Deus agora, e jamais haverá qualquer outro Deus. Ele é o primeiro e o último.

Um do nomes primários de Deus, Jeová, significa, em essência, o que tem existência em si mesmo; aquele que tem a vida dentro de si mesmo, original, permanentemente e para sempre.

Deus, então jamais foi homem, jamais foi mortal, mas sempre foi Deus. Ele não é agora um "homem exaltado", como afirma o mormonismo. Deus declara explicitamente: "Porque eu sou Deus e não homem" (Oséias 11:9).

Uma vez que Deus declarou claramente em Isaías 43:10 que não haveria Deus depois dele, homem algum jamais, agora, no futuro, ou na eternidade tornar-se-á Deus. Portanto, o credo mórmon em seu ponto principal: "Como é o homem, Deus uma vez já foi; como Deus é, o homem pode ser", é totalmente antibíblico. Não é de Deus. "Antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá" (Isaías 43:10; itálicos do autor).

Deus não teve de conseguir ser Deus e jamais foi homem. Ele sempre foi Deus. Salmos 90:2 diz: "Antes que os montes nascessem e se formasse a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus."

Ora, todos nós sabemos que eternidade significa sem fim, que dura para sempre. Então o que "de eternidade", significa? Exatamente a mesma coisa, mas aplicada ao passado. Deus foi Deus desde o passado eterno, assim como somente ele é Deus agora, e assim como somente ele será Deus no futuro eterno, sem fim!

Isto é inteiramente contrário ao ensinamento mórmon: "como é o homem, Deus uma vez já foi; como Deus é, o homem pode ser." Não podemos conciliar as duas idéias. Ou cremos nisto ou cremos na Bíblia.

O mormonismo diz que Deus uma vez já foi homem.
A Palavra de Deus diz que Deus sempre foi Deus, nunca homem, de eternidade a eternidade.

O mormonismo diz que Deus teve um princípio.
A Palavra de Deus diz que ele não teve.

O mormonismo diz que há muitos deuses que haverá mais.
A Palavra de Deus diz que jamais houve, não há e jamais haverá outro Deus.

O mormonismo diz que o homem pode tornar-se Deus.
A Palavra de Deus diz que jamais haverá qualquer outro Deus. O Cristianismo, bíblica e historicamente sempre foi monoteísta, crendo em um único Deus. O paganismo, bíblica e historicamente, tem sempre sido politeísta, crendo em mais de um Deus. O paganismo, bíblica e historicamente, tem sempre sido politeísta, crendo em mais de um Deus. Nem o Antigo nem o Novo Testamento, nem Jesus, nem seus discípulos, nem os cristãos primitivos, como pode ser provado pela história da igreja, jamais ensinaram que houvesse mais de um Deus.

Até aqui, neste capítulo, temos contrastado o Deus do mormonismo com o Deus da Bíblia. Descobrimos que o Deus dos mórmons e o Deus da Bíblia parece terem muito pouco em comum. É verdade que os mórmons referem-se a Deus em termos bíblicos que embaçam as diferenças berrantes e fatais aos olhos dos incautos; mas ao chamarem ao seu Deus de "eterno" têm eles um significado diferente do da Bíblia. Quando os escritos mórmons dão relatos brilhantes de "o Deus eterno, criador poderoso, pai eterno", e assim por diante, estas palavras maravilhosas não significam o que parecem dizer. Não têm relação verdadeira com o único verdadeiro Deus da Bíblia cujo próprio nome foi revelado a Moisés como "EU SOU", enfatizando que Deus foi, agora é, e para sempre será o único Deus!

Na segunda parte desta discussão sobre a falha fatal fazemos outra pergunta: É o Cristo do mormonismo o Cristo da Bíblia?

O Cristo

Os mórmons fizeram com Jesus Cristo o mesmo que fizeram com Deus. A Bíblia ensina que Jesus Cristo é Deus o Filho. Deus desceu à terra em carne humana para derramar seu sangue por nossos pecados e vencer a morte por nós por meio da ressurreição corpórea.

Os mórmons ensinam que Jesus Cristo é um Deus chamado Jeová, outro Deus, diferente de Deus Pai cujo nome é Eloim. A Bíblia usa estes nomes intercambiavelmente, aplicando-os ao único e verdadeiro Deus e a Jesus Cristo, como é indicado em Deuteronômio 6:4: "O Senhor [Jeová] nosso Deus [Eloim] é o único Senhor [Jeová]." Entretanto, o ensinamento dos mórmons concernente a Jesus Cristo é que "Cristo o Verbo, o Unigênito, havia é claro, atingido o status de divindade ainda na pré-existência". (4)

Contrário ao ensino mórmon, Cristo sempre foi, agora é, e para sempre será Deus. Ele não atingiu o estado de ser Deus porque jamais houve época em que Ele não fosse Deus.

É claro, que Cristo tem um começo no que se tornou homem mediante o nascimento virginal. Entretanto, examine Isaías 9:6: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; [uma profecia clara e reconhecida universalmente da vinda de Cristo] e o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus, Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz" (itálicos do autor). Aqui a Palavra de Deus chama a Jesus Cristo de "Deus, o Pai da Eternidade." (Ver também Jeremias 32:18.)

É isso mesmo, Jesus Cristo é esse único, verdadeiro e eterno Deus, manifestado na carne (veja João 1:1; 1 Timóteo 3:16).Cristo é chamado de Deus numerosas vezes: "Senhor meu e Deus meu!(João 20:28); "Mas, acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre" (Hebreus 1:8). Uma vez que Deus declarou em Isaías 43;10 (e em outros vários lugares) que ele é o único Deus, e que jamais haverá outro, Jesus Cristo, então, ou é um Deus falso ou não é Deus de modo algum, ou ele é esse único Deus verdadeiro revelado na carne como o Filho de Deus.

Outra profecia que se refere a Jesus Cristo, o Deus-homem, Miquéias 5:2: "E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade." Este "desde os dias da eternidade" definitivamente significa desde toda a eternidade passada, sem nenhum princípio, como já verificamos.

João 1:1 declara: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." (Mais tarde em 1:14 vemos que "o Verbo se fez carne, e habitou entre nós", o que torna Cristo e o Verbo sinônimos.) João 1:1 ensina-nos que Cristo era o Verbo e que ele estava com Deus e que ele era (não se tornou) Deus. De novo, aqui no primeiro versículo do evangelho de João, vemos que Deus foi Deus desde o princípio (o que aqui possui o significado de "de todo o tempo") e assim Jesus Cristo foi Deus desde o princípio, de todo o tempo!

Jesus Cristo aceitou a adoração como Deus em muitas ocasiões porque era Deus. Por exemplo: "E eis que Jesus veio ao encontro delas, e disse: Salve! E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés, e o adoraram" (Mateus 28:9).

Ora, Deus proibiu totalmente a adoração a qualquer outro deus, em passagens bíblicas tais como Êxodo 34:14: "Porque não adorarás outro deus: pois o nome do Senhor é Zeloso; sim, Deus zeloso é ele." O fato de Jesus permitir, encorajar e aceitar a adoração, indentifica-o como Deus, e há somente um único Deus que já foi e será Deus, "de eternidade a eternidade".

Não somente o Deus do mormonismo não é o Deus da Bíblia, mas também temos de afirmar que o Cristo do mormonismo não é o Cristo da Bíblia. O ensinamento mórmon acerca de Deus e de Jesus Cristo leva-nos ainda para mais um erro doutrinário - a doutrina da salvação.

O Caminho da Salvação

A crença mórmon de que "como é o homem, Deus uma vez já foi; como Deus é, o homem pode ser" presta-se à decepção da pessoa que não é salva e leva-a a pensar que de alguma forma pode ganhar sua salvação, ou ajudar a ganhá-la. Esta crença alimenta a idéia de que o homem pode tornar-se uma ovelha de Deus ao ignorar sua natureza pecaminosa e agir como uma ovelha, o que é tão fútil como um porco agir como uma ovelha a fim de se tornar ovelha.

É preciso que nossa natureza seja mudada pelo novo nascimento, e assim recebamos uma natureza nova: "Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos 3:23). Quantidade alguma de igreja, batismo ou boas obras pode mudar nossa natureza ou pagar nossos pecados. Devemos voltar-nos unicamente para Jesus por salvação, sabendo que o seu sangue derramado nos limpará de todo o pecado. Simultaneamente, ao invocar seu nome, com fé, ele entrará em nossa vida para mudar nossa natureza de dentro para fora. Isso nos torna verdadeiros filhos de Deus. "Nada em nossas mãos trazemos, simplesmente à tua cruz nos apegamos."

Temos a salvação mediante a graça de Deus: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2:8,9).

A graça de Deus sobre a qual os mórmons às vezes escrevem está muito longe da graça de Deus de que fala a Bíblia. O conceito mórmon da graça consiste, em parte, em fazer boas obras na igreja, no templo e boas obras religiosas, desta forma fazendo com que a pessoa se torne digna da graça de Deus. A graça bíblica é estendida livremente aos que nada merecem, como no caso do ladrão na cruz (veja Lucas 23:39-43). Ao invocarmos a Cristo, não merecendo, mas com fé, ele responde com a salvação instantânea. Então, à medida que ele entra em nossa vida e nos torna filhos de Deus, Cristo muda nossa vida de dentro para fora. Recebemos nova natureza, novos desejos, novo amor e novo poder. Veja o assassino louco, Saulo, que se tornou um missionário magnífico, Paulo, depois de um encontro vital com o Cristo ressurreto na estrada de Damasco.

Resumindo

Uma das coisas que os cristãos acham mais complicadas para compreender e aceitar é que os amigos mórmons usam a mesma terminologia, mas para significar coisa inteiramente diferente.

Muitos cristãos, tragicamente, nunca analisam as palavra de amigos mórmons sinceros que declaram ter aceito Cristo como seu Salvador e amá-lo. Dizem depender dele para sua salvação. É claro, podem acrescentar, que têm um pocou mais de luz, de verdade, ou uma salvação mais elevada, uma vez que são mórmons e pertencem à igreja mórmon!

Os mórmons usam o nome de "Cristo", mas ao fazê-lo estão pensando em alguém ou em algo inteiramente diferente, a menos que não conheçam a doutrina mórmon. Nesse caso ele não é mórmon de modo nenhum, a não ser de nome. Se ele realmente aceita o Cristo da Bíblia, logo terá sede de um oásis de verdadeiros cristãos, e deixará a igreja mórmon.

De qualquer forma, se você tiver um amigo mórmon, ame-o e seja paciente com ele como desejaria que ele fosse com você e como Cristo é conosco. Entretanto, examine, gentil mas cuidadosamente seu testemunho até descobrir em que Cristo ele confia, e se ele crê ou não que exista mais de um Deus.

O mórmon verdadeiro deve crer nas escrituras mórmons tais como a Pérola de Grande Valor de José Smith: "E os Deuses ordenaram, dizendo: Que as águas debaixo do céu sejam ajuntadas em um lugar, e apareça a terra seca; e assim foi, como Eles ordenaram; e os Deuses chamaram à porção seca, terra; e ao ajuntamento das águas Eles chamaram as grandes águas; e os Deuses viram que Eles eram obedecidos" (Abraão 4:9,10).

Crer na existência de outros deuses é paganismo politeísta, não Cristianismo. É negação da Palavra de Deus. Realmente devemos escolher, como também devem nossos amigos mórmons, crer ou no Deus bíblico ou nos deuses do mormonismo. Eles se excluem mutuamente.

Os fariseus, intensamente religiosos, mas perdidos, cometeram um erro fatal. Adoravam a Deus usando o nome correto, faziam muitas boas obras para Ele, pertenciam ao sistema de adoração que Deus havia estabelecido, oraram muito, davam muito, prosperavam muito, eram extremamente religiosos e tinham sacerdotes em sua igreja. Os fariseus apareciam como anjos de luz e ministros da justiça e realmente criam estar certos, pertencer à única "igreja" verdadeira servindo a Deus, mas estavam tragicamente enganados. Verdadeiramente nunca aceitaram a Jesus Cristo como Deus e permaneceram perdidos para sempre, com exceção de alguns poucos que confiaram em Jesus.

Em Mateus 24:23,24 nosso Senhor procunciou as espantosas palavras: "Então se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo ali! não acrediteis; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos."

Os fatos, de si mesmos, não podem abrir os olhos. Entretanto, o Espírito Santo usa os fatos, e isto está escrito no amor de Cristo que ele pode, mediante estes fatos, abrir muitos olhos para libertação e salvação.

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Notas
[1] James E. Talmage, A Study of the Articles of Faith (Salt Lake City: The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints, 1952), p.430.
[2] Joseph Fielding Smith, comp., Teachings of Prophet Joseph Smith (Salt Lake City: Deseret News Press, 1958), p.345.
[3] Milton R. Hunter, The Gospel Through the Ages (Salt Lake City: Deseret Book Co., 1945), p.104.
[4] B.R. McConkie, What the Mormons Think of Christ (folheto) (Salt Lake City: Deseret News Press),
p.36.Fonte:www.jesussite.com.br

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