domingo, 4 de julho de 2010

MIRIÃ CANTOU O HINO DA VITÓRIA

O Cântico de Moisés e a Dança de Miriã

            Na história bíblica , é logo depois da libertação do povo hebreu do cativeiro egípcio que a música aparece pela primeira vez como parte de um culto, ou de um louvor ao Deus criador.
Foi logo depois do grande livramento que Deus realizou em favor de Seu povo, ao fazê-los passar a seco pelo meio do mar vermelho, sepultando logo em seguida o exército do Faraó no meio do mar.
Em gratidão e reconhecimento ao grande poder de Deus, Moisés compôs uma bela poesia em forma de cântico que falava da experiência dele e do povo, ao serem salvos pelo grande  Deus Libertador.

O Cântico de Moisés:
Êxodo 15: 1  Então, entoou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao SENHOR, e disseram: Cantarei ao SENHOR, porque triunfou gloriosamente; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.
2  O SENHOR é a minha força e o meu cântico; ele me foi por salvação; este é o meu Deus; portanto, eu o louvarei; ele é o Deus de meu pai; por isso, o exaltarei.
3  O SENHOR é homem de guerra; SENHOR é o seu nome.
4  Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército; e os seus capitães afogaram-se no mar Vermelho.
5  Os vagalhões os cobriram; desceram às profundezas como pedra.
6  A tua destra, ó SENHOR, é gloriosa em poder; a tua destra, ó SENHOR, despedaça o inimigo.
7  Na grandeza da tua excelência, derribas os que se levantam contra ti; envias o teu furor, que os consome como restolho.
8  Com o resfolgar das tuas narinas, amontoaram-se as águas, as correntes pararam em montão; os vagalhões coalharam-se no coração do mar.
9  O inimigo dizia: Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos; a minha alma se fartará deles, arrancarei a minha espada, e a minha mão os destruirá.
10  Sopraste com o teu vento, e o mar os cobriu; afundaram-se como chumbo em águas impetuosas.
11  Ó SENHOR, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu, glorificado em santidade, terrível em feitos gloriosos, que operas maravilhas?
12  Estendeste a destra; e a terra os tragou.
13  Com a tua beneficência guiaste o povo que salvaste; com a tua força o levaste à habitação da tua santidade.
14  Os povos o ouviram, eles estremeceram; agonias apoderaram-se dos habitantes da Filístia.
15  Ora, os príncipes de Edom se perturbam, dos poderosos de Moabe se apodera temor, esmorecem todos os habitantes de Canaã.
16  Sobre eles cai espanto e pavor; pela grandeza do teu braço, emudecem como pedra; até que passe o teu povo, ó SENHOR, até que passe o povo que adquiriste.
17  Tu o introduzirás e o plantarás no monte da tua herança, no lugar que aparelhaste, ó SENHOR, para a tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram.
18  O SENHOR reinará por todo o sempre.
19  Porque os cavalos de Faraó, com os seus carros e com os seus cavalarianos, entraram no mar, e o SENHOR fez tornar sobre eles as águas do mar; mas os filhos de Israel passaram a pé enxuto pelo meio do mar.

Depois que Moisés compôs este cântico, Miriã reuniu algumas mulheres e saiu cantando e dançando para louvar o Deus que havia realizado este tão grande livramento.
Êxodo 15: 20  A profetisa Miriã, irmã de Arão, tomou um tamborim, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamborins e com danças.
21  E Miriã lhes respondia: Cantai ao SENHOR, porque gloriosamente triunfou e precipitou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.

Vemos nestes dois fatos, duas espécies de louvores também representados, o cântico de Moisés representando o cântico daqueles que passaram por uma experiência de convivência e dependência total de Deus e foi salvo e liberto por causa dessa entrega e por causa da ação libertadora do criador que derrota o seu inimigo.

O cântico de Miriã, embora seja parte do mesmo cântico, representa a alegria pela salvação e pela vitória do Senhor.

Após os 400 anos que foram profetizados que eles deveriam viver em cativeiro, (Gênesis 15:13) o povo de Deus agora seria liberto e deveria reaprender como viver em comunhão com o Deus de seus pais.
Imagine que um dia o pastor de sua igreja, em um sábado pela manhã pregasse um sermão ensinando que sobrinhos e tias não deveriam casar entre si. Ou que pessoas e animais não deveriam manter nenhum tipo de relacionamento sexual,( Levítico 20:15,16) ou ainda que não é correto um afilhado se deitar com sua madrasta, talvez este pastor seria julgado com um maluco. Na nossa realidade atual talvez não precisemos deste tipo de sermão, ninguém aqui anda se casando com a própria tia nem se relacionando com animais, todavia, para o povo israelita, este tipo de sermão não era absurdo. Foi por causa das transgressões e maus hábitos de alguns do povo, que Deus esteve a orientá-los sobre as maneiras e posturas apropriadas ao povo que Lhe servia. Em levítico 20, encontramos algumas dessas leis casuísticas (que tratava casos existentes).
O povo israelita tinha acabado de sair do Egito e estavam vindo de lá cheios de maus hábitos, e com seus costumes mesclados aos costumes dos egípcios. Pois o que aconteceria com os costumes do povo brasileiro se este fosse obrigado a viver na china ou em qualquer outro país por 400 anos? Nossa cultura sofreria influências da cultura com a qual estivéssemos convivendo.
O fato de Miriã ter cantado o cântico de Moisés ao som dos tambores que trouxe do Egito, não deve ser pretexto para nós nos dias de hoje usarmos o tambor para louvar ao nosso Deus, pois ao contrário de Miriã, não estamos saindo do Egito, sem conhecimento da vontade de Deus nesta questão.
Foi este mesmo povo que estava saindo do Egito que cantou e dançou ao redor de bezerros de ouro, afirmando que aquelas imagens representavam Jeová. ( Êxodo 32:4; Êxodo 32:5 ; Êxodo 32:8; Êxodo 32:19; Salmos 106:19,20).

Mas o povo de Deus que será salvo no final da história da Terra, não entoará este cântico ao som de tambores, e danças, mas ao som das harpas de Deus em uma solenidade inesquecível para todos os presentes. A revelação nos mostra este momento especial em que todos os remidos entoarão o cântico de Moisés!
Este cântico e o grande livramento que ele comemora, produziram uma impressão que nunca se dissiparia da memória do povo hebreu. De século em século era repercutido pelos profetas e cantores de Israel, testificando que Jeová é a força e livramento daqueles que nEle confiam. Aquele cântico não pertence ao povo judeu unicamente. Ele aponta, no futuro, a destruição de todos os adversários da justiça, e a vitória final do Israel de Deus. O profeta de Patmos vê a multidão vestida de branco, dos que "saíram vitoriosos", em pé sobre o "mar de vidro misturado com fogo", tendo as "harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro". Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, 289.

Não quer você estar junto com aqueles que estarão entoando o cântico de Moisés fazendo assim parte dos remidos?
O pequeno remanescente que ama a Deus e guarda os Seus mandamentos e o que ficar fiel até o fim desfrutará esta glória e estará para sempre na presença de Jesus e cantará com os santos anjos. Ellen G. White,  Primeiros Escritos- O Sinal da Besta, pág. 66.
FONTE :http://musicadventista.spaces.live.com/blog/cns!EAC114098F352CE6!125.entry

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