quarta-feira, 11 de julho de 2012

TRABALHO ESCRAVO NA CHINA

Provas contundentes do trabalho escravo na China

WSWS : Portuguese Escândalo de trabalho escravo estoura na China Por John Chan 28 de junio de 2007 Utilice esta versión para imprimir | Enviar por email | Comunicar-se com o autor Este artigo foi publicado no WSWS, originalmente em inglês, no dia 22 de junho de 2007. Um escândalo envolvendo a exploração brutal de trabalho escravo na indústria de tijolos da China confirmou mais uma vez o absurdo que é descrever o país como “socialista” ou “comunista”. A mídia chinesa relatou no dia 27 de maio que a polícia havia resgatado 31 trabalhadores escravizados de uma olaria no condado de Hongdong na província de Shanxi. Antes de sua libertação, esses trabalhadores eram forçados a trabalhar 18 horas por dia sem qualquer pagamento sob a vigilância de guardas e cães. Para comer, só lhes davam pão e água. Todos sofriam queimaduras em seus corpos por carregarem tijolos quentes. Oito deles estavam tão perturbados que não conseguiam nem se lembrar de onde eram. Nenhum tinha acesso a banho. O Shanxi Evening News relatou que a sujeira em seus corpos “era tão grossa que poderia ser raspada com uma faca”. O filho de um secretário local do Partido Comunista era dono da olaria. Ambos pai e filho foram detidos. A maioria de seus escravos eram trabalhadores rurais migrantes sequestrados em estações de trem em Zhengzou e Xian, capitais das províncias de Henan e Shaanxi. Um havia sido morto por guardas por trabalhar muito devagar. A batida policial não foi de iniciativa do governo em nenhum nível, mas sim resultado de uma campanha de pais que perderam seus filhos para olarias. No mês passado, eles pressionaram a televisão de Zhangzhou a noticiar a existência de trabalhadores escravos, levando finalmente as autoridades locais a agirem. O escândalo se espalhou depois que 400 pais da província de Henan escreveram um abaixo-assinado na internet, no qual pediam por ajuda a resgatar seus filhos escravizados em várias olarias. Eles alegavam que mil crianças haviam sido sequestradas e vendidas a proprietários privados por quantias tão baixas quanto 500 yuan ou 65 dólares americanos. As crianças eram forçadas a trabalhar 14 horas por dia e algumas tinham somente 8 anos de idade. Algumas haviam se tornado inválidas ou morrido como resultado de trabalho excessivo e abusos. Chai Wei, cujo filho de 17 anos desaparecera em abril em Zhengzhou contou ao jornal Xinjngbao que havia feito buscas em várias dezenas de olarias. “Os lugares onde essas crianças viviam eram piores do que canis. Não havia camas, eles dormiam em tábuas de madeira e as paredes eram cobertas de excrementos. Nós ainda estamos assustados com o que vimos”. Ele disse que a polícia local não ajudava os pais em nada. “Muitos da polícia local são próximos dos donos das olarias e os avisavam com antecedência se algum grupo de busca estava vindo. Nós aprendemos a não confiar neles e a visitar as olarias uma por uma sozinhos.” Dentro de uma semana, o abaixo-assinado tinha sido visto 310.000 vezes no site original. Quando foi colocado no site mais popular Tianya em 7 de junho, foi visto 580.000 vezes dentro de somente 6 dias e atraiu 3.000 comentários. Nas palavras do jornal oficial China Daily, o escândalo “chocou a nação e causou furor entre o público”. O presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao foram obrigados a ordenar o Ministério do Trabalho e da Previdência Social, com assistência do Ministério Público e a central sindical controlada pelo Estado, a lançar uma campanha a servir de exemplo. Até domingo passado à noite, 45.000 policiais haviam revistado 8.000 olarias e pequenas minas de carvão nas províncias de Shanxi e Henan. A operação libertou 591 escravos, incluíndo 51 crianças. No entanto, críticos apontaram que isso era somente a ponta do iceberg. As primeiras 31 vítimas libertadas receberam indenização de somente 1.000 yuan (130 dólares) cada, mais pagamento por seus serviços baseado em um salário mensal de apenas 1.410 yuans (186 dólares). O governo de Hongdong está enviando times ao redor do país para visitar as famílias das vítimas e pedirem desculpas. Até agora, 168 operadores de fábricas ou associados foram presos. No condado de Hongdong, 20 oficiais foram removidos ou estão sob investigação. A polícia está caçando mais 20 pessoas. Como no caso dos desastres das minas de carvão que matam milhares de trabalhadores todo ano, esses oficiais de baixo escalão ou chefes pequenos correm o risco de se tornarem bode expiatório. A verdadeira responsabilidade é da liderança do Partido Comunista Chinês (PCC) e sua política pró-mercado. A pobreza aprofundada força dezenas de milhões de trabalhadores rurais às cidades para servirem como trabalho barato superexplorado. A maioria foi parar em maquiladoras que não se provam muito melhores do que escravidão escancarada. Essa enorme “população flutuante”, por sua vez, cria as bases para o negócio lucrativo do tráfico de humanos, frequentemente com o acordo entre oficiais locais, proprietários e gangues organizadas. A movimentada estação de trem de Zhengzhou, na qual passam 150.000 pessoas por dia, é famosa por ser o centro de comerciantes de escravos. Muitas pessoas foram sequestradas ou atraídas ali com falsas promessas de trabalho e então vendidas como escravas a olarias rurais ou minas de carvão em lugares distantes. Uma vítima de 16 anos de idade, Zhu Guanghui, disse a repórteres que um inspetor local do trabalho o vendeu por 300 yuan (40 dólares). De acordo com o jornal Chongqing Chengbao, 95% de olarias no condado de Hongdong operavam ilegalmente sem aprovação governamental. Devido à crescente demanda por tijolos para suprir o boom nacional na construção, olarias foram montadas por todo interior de Shanxi. Yang Peng, que dirige uma fábrica de tijolos “legal”, disse que o preço do tijolo havia aumentado 150% desde que começou seu negócio muitos anos atrás. “Trabalhadores migrantes são pagos menos do que os da região. Para cortar os custos, chefes de olarias contratam mais e mais migrantes. Para manterem as pessoas trabalhando por um longo período, muitos donos de olarias mantêm os salários atrasados. Os trabalhadores foram frequentemente espancados quando pediram seus pagamentos”, explicou ele. O uso de trabalho escravo é certamente chocante, mas não é um segredo. Muitas olarias, minas de carvão e fábricas, legais e ilegais, vêm usando escravos ou trabalho servil por anos. As leis mínimas de trabalho da China não fazem o menor efeito na operação do mercado de trabalho capitalista. O crescimento frenético do país exige enormes quantidades de tijolos e carvão a baixo preço. A burocracia chinesa, que está atarefada fazendo dinheiro através de suas negociações comerciais, simplesmente fecha seus olhos. Até mesmo a agência oficial de notícias de Xinhua teve que observar no domingo passado: “A razão por que crimes tão flagrantes eram cometidos nas olarias de Shanxi é que homens de negócio junto com oficiais locais trabalhavam como unha e carne.” A preocupação real da liderança do PCC é que se torna cada vez mais difícil manter os trabalhadores comuns na obscuridade de acordo com o estado da sociedade. A abertura da China ao mundo e o crescimento explosivo em tecnologia da comunicação, principalmente a internet, criou canais novos de informação, os quais, apesar dos esforços de Peking, não podem ser completamente controlados. Propaganda estatal bruta, encobertamentos e intimidações não conseguem impedir efetivamente a consciência que avança entre camadas de trabalhadores e da juventude. Oficiais chineses de propaganda teriam ordenado web sites a editarem e cortarem comentários que fossem politcamente hostis. Mas foi impossível censurar completamente o profundo ódio e o desgosto gerados pela exploração de trabalho escravo, assim como a hostilidade mais geral às relações capitalistas e o enorme abismo social entre os ricos e os pobres do país. Em resposta ao site estatal People’s Daily, alguém simplesmente citou uma frase famosa de Marx: “o capital, ao surgir, escorrem-lhe sangue e sujeira por todos os poros, da cabeça aos pés.” Outro escreveu: “Shanxi é o microcosmo do país inteiro, uma vez que os ricos vivem no paraíso enquanto os pobres estão no inferno.” E outro observou: “O mal é a propriedade privada.” Alguns dos bloggers reivindicaram que os chefes corruptos do partido fossem executados em vez de simplesmente demitidos. Um artigo postado sobre o nome assinado de Yundan Shiunuan denunciava raivosamente a “nova elite social”, explicando que os donos de olarias rurais eram apenas a camada inferior de uma classe capitalista emergente. A elite mais poderosa nas cidades acumulou suas riquezas saqueando as empresas estatais ou especulando na bolsa de valores, o que não foi tão diferente dos operadores de olarias. “Comparados à ‘elegância’, ‘cultura’, e até mesmo ‘filantropia’ da camada superior, os de baixo quiseram subir a escada radicalmente, mas são bloqueados por seus recursos, localização geográfica e energia limitada. Portanto, sua acumulação de riquezas é mais bárbara e brutal, e, em contraste com a hipocrisia no topo, é mais escancarada”, declarou Yundan Shiunuan. “Marx [na realidade foi Engels] disse certa vez: ‘Para a burguesia, nada mais existe neste mundo, a não ser que pelo propósito do dinheiro, este mesmo não exluído. Não conhece felicidade que não a do ganho rápido, não conhece dor que não a de perder dinheiro. Na presença dessa avareza e ganância por ganhos, não é possível para sentimento humano algum se manter incorrupto.’ Para obter lucros, toda a elite não conhece nenhuma outra dor, ou mesmo que conhecesse, ela prossegue.” O artigo primeiro da constituição chinesa ainda declara que o Estado é “dirigido pela classe trabalhadora e baseado na aliança entre operários e camponeses. O sistema socialista é o sistema básico da República Popular da China.” Tal afirmação sempre foi uma mentira. Mas a operação desenfreada do mercado nos últimos 25 anos e a transformação da china em uma grande maquiladora para as corporações mundiais produziram todas as barbaridades do capitalismo, incluindo-se as formas mais primitivas de acumulação. Chamar a isso de socialismo e descrever a China como um Estado operário é uma paródia política grotesca.

Crescimento estupendo da China e a pobreza do seu povo

Economia Desde a fundação da nova China em 1949, a economia chinesa vem se desenvolvendo relativamente rápido. Especialmente desde 1978, ano em que começou a reforma e abertura na China, a economia chinesa vem mantendo um ritmo de crescimento de 9% ao ano. De 1998 em diante, o Governo apostou na reestruturação das empresas estatais, com o virtual abandono das menos rentáveis, resultando em forte impacto no nível de desemprego e seguridade social. Em 2003, o PIB da China atingiu US$ 1,4 trilhão, ficando assim no sexto lugar do mundo, depois dos EUA, Japão, Alemanha, Inglaterra e França. Até fins de 2003, o PIB per cápita da China ultrapassou a casa de 1000 dólares. Agora, a China encontra-se numa boa fase tanto de investimento como de consumo interno. Em 2003, o investimento no capital fixo da China atingiu RMB$ 5,5 trilhões, enquanto o valor global de vendas a varejo atingiu RMB$ 4,6 trilhões, o valor total de comércio com o exterior, US$ 850 bilhões, superando o da Inglaterra e a França e ocupando o 4º lugar do mundo apenas depois dos EUA, Alemanha e Japão. Até fins de 2003, a reserva de divisas da China ultrapassou US$ 400 bilhões, ficando no 2º lugar do mundo, depois do Japão. Depois de 20 anos da reforma e da construção de modernização, a China passou de sua economia planificada para uma economia de mercado socialista, tendo melhorado o sistema econômico. Paralelamente a isso, a área jurídica também vem sendo aperfeiçoada com maior abertura, com o que o ambiente para o investimento melhorou também, o sistema financeiro está numa fase de reforma constante. Tudo isso oferece fundamentos para maior desenvolvimento econômico da China. Depois de entrar no novo século, temos formulado a concepção de desenvolvimento harmonioso entre diversas áreas, tais como entre homem e natureza, homem e sociedade, zonas urbanas e rurais, entre oeste e leste e entre a economia e a sociedade. Em 2002, o 16º congresso do Partido Comunista da China tem formulado a meta de construir a sociedade modestamente confortável em todas as áreas até o ano 2020. O modelo de desenvolvimento chinês é um híbrido onde a mão invisível do mercado é complementada pela mão bem visível do Estado, combinando altas taxas de investimento (sobretudo doméstico, com atração de capital estrangeiro para setores estratégicos), industrialização intensiva e forte vocação exportadora. Embora muito bem sucedido em termos de crescimento, requererá correções destinadas a enfrentar as disparidades crescentes entre a população urbana que prospera e as áreas rurais do interior, ainda muito pobres. Além desse foco potencial de instabilidade social e política, a liderança política deverá enfrentar a dilapidação do meio ambiente e o imperativo do uso mais racional de energia e outros recursos naturais - três temas centrais no novo Programa Quinquenal 2006-2010, aprovado em março de 2006.Wikipedia

terça-feira, 10 de julho de 2012

MAQUIAVEL E SUA CONSCIÊNCIA POLÍTCA

Maquiavel ensinou como o governante deveria agir e quais virtudes deveria ter a fim de se manter no poder e aumentar suas conquistas Maquiavel ensinou como o governante deveria agir e quais virtudes deveria ter a fim de se manter no poder e aumentar suas conquistas Nicolau Maquiavel, nascido na segunda metade do século XV, em Florença, na Itália, trata-se de um dos principais intelectuais do período chamado Renascimento, inaugurando o pensamento político moderno. Ao escrever sua obra mais famosa, “O Príncipe”, o contexto político da Península Itálica estava conturbado, marcado por uma constante instabilidade, uma vez que eram muitas as disputas políticas pelo controle e manutenção dos domínios territoriais das cidades e estados. Conhecer sua trajetória como figura pública e intelectual é muito importante para que as circunstâncias nas quais este pensador pensou e escreveu tal obra sejam compreendidas. Maquiavel ingressou na carreira diplomática em um período em que Florença vivia uma República após a destituição dos Médici do poder. Contudo, com a retomada dessa dinastia, Maquiavel foi exilado, momento em que se dedicou à produção de “O Príncipe”. Esta sua obra seria, na verdade, uma espécie de manual político para governantes que almejassem não apenas se manter no poder, mas ampliar suas conquistas. Em suas páginas, o governante poderia aprender como planejar e meditar sobre seus atos para manter a estabilidade do Estado, do governo, uma vez que Maquiavel conta sucessos e fracassos de vários reis para ilustrar seus conselhos e opiniões. Além disso, para autores especializados em sua vida e obra, Nicolau Maquiavel teria escrito esse livro como uma tentativa de reaproximação do governo Médici, embora não tenha logrado êxito num primeiro momento. Outro fator fundamental para se estudar o pensamento maquiaveliano é o pano de fundo da Europa naquele período, do ponto de vista das ideologias e do pensamento humano. Ao final da Idade Média, retomava-se uma visão antropocêntrica do mundo (que considera o homem como medida de todas as coisas) presente outrora no pensamento das civilizações mais antigas como a Grécia, a qual permitiu o despontar de uma outra ideia política, que não apenas aquela predominante no período medieval. Em outras palavras, a retomada do humanismo iria propor na política a “liberdade republicana contra o poder teológico-político de papas e imperadores”, como afirma Marilena Chauí (2008). Isso significaria a retomada do humanismo cívico, o que pressupõe a construção de um diálogo político entre uma burguesia em ascensão desejosa por poder e uma realeza detentora da coroa. É preciso lembrar que a formação do Estado moderno se deu pela convergência de interesses entre reis e a burguesia, marcando-se um momento importante para o desenvolvimento das práticas comerciais e do capitalismo na Europa. Assim, Maquiavel assistia em seu tempo um maior questionamento do poder absoluto dos reis ou de alguma dinastia, como os Médici em Florência, uma vez que nascia uma elite burguesa com seus próprios interesses, com a exacerbação da ideia de liberdade individual. Questionava-se o poder teocêntrico e desejava-se a existência de um príncipe que, detentor das qualidades necessárias, isto é, da virtú, poderia garantir a estabilidade e defesa de sua cidade contra outras vizinhas. Dessa forma, considerando esse cenário, Maquiavel produziu sua obra com vistas à questão da legitimidade e exercício do poder pelo governante, pelo príncipe. A legitimação do poder seria algo fundamental para a questão da conquista e preservação do Estado, cabendo ao bom rei (ou bom príncipe) ser dotado de virtú e fortuna, sabendo como bem articulá-las. Enquanto a virtú dizia respeito às habilidades ou virtudes necessárias ao governante, a fortuna tratava-se da sorte, do acaso, da condição dada pelas circunstâncias da vida. Para Maquiavel “...quando um príncipe deixa tudo por conta da sorte, ele se arruína logo que ela muda. Feliz é o príncipe que ajusta seu modo de proceder aos tempos, e é infeliz aquele cujo proceder não se ajusta aos tempos.” (MAQUIAVEL, 2002, p. 264). Conforme afirma Francisco Welffort (2001) sobre Maquiavel, “a atividade política, tal como arquitetara, era uma prática do homem livre de freios extraterrenos, do homem sujeito da história. Esta prática exigia virtú, o domínio sobre a fortuna”. (WELFFORT, 2001, p. 21). Contudo, a forma como a virtú seria colocada em prática em nome do bom governo deveria passar ao largo dos valores cristãos, da moral social vigente, dada a incompatibilidade entre esses valores e a política segundo Maquiavel. Para Maquiavel, “não cabe nesta imagem a ideia da virtude cristã que prega uma bondade angelical alcançada pela libertação das tentações terrenas, sempre à espera de recompensas no céu. Ao contrário, o poder, a honra e a glória, típicas tentações mundanas, são bens perseguidos e valorizados. O homem de virtú pode consegui-los e por eles luta” (WELFFORT, 2006, pg. 22). Assim, essa interpretação maquiaveliana da esfera política foi que permitiu surgir ideia de que “os fins justificam os meios”, embora não se possa atribuir literalmente essa frase a Maquiavel. Além disso, fez surgir no imaginário e no senso comum a ideia de que Maquiavel seria alguém articuloso e sem escrúpulo, dando origem à expressão “maquiavélico” para designar algo ou alguém dotado de certa maldade, frio e calculista. Maquiavel não era imoral (embora seu livro tenha sido proibido pela Igreja), mas colocava a ação política (construída pela soma da virtú e da fortuna) em primeiro plano, como uma área de ação autônoma levando a um rompimento com a moral social. A conduta moral e a ideia de virtude como valor para bem viver na sociedade não poderiam ser limitadores da prática política. O que se deve pensar é que o objetivo maior da política seria manter a estabilidade social e do governo a todo custo, uma vez que o contexto europeu era de guerras e disputas. Nas palavras de Welffort (2001), Maquiavel é incisivo: há vícios que são virtudes, não devendo temer o príncipe que deseje se manter no poder, nem esconder seus defeitos, se isso for indispensável para salvar o Estado. “Um príncipe não deve, portanto, importar-se por ser considerado cruel se isso for necessário para manter os seus súditos unidos e com fé. Com raras exceções, um príncipe tido como cruel é mais piedoso do que os que por muita clemência deixam acontecer desordens que podem resultar em assassinatos e rapinagem, porque essas consequências prejudicam todo um povo, ao passo que as execuções que provêm desse príncipe ofendem apenas alguns indivíduos” (MAQUIAVEL, 2002, p. 208). Dessa forma, a soberania do príncipe dependeria de sua prudência e coragem para romper com a conduta social vigente, a qual seria incapaz de mudar a natureza dos defeitos humanos. Assim, a originalidade de Maquiavel estaria em grande parte na forma como lidou com essa questão moral e política, trazendo uma outra visão ao exercício do poder outrora sacralizado por valores defendidos pela Igreja. Considerado um dos pais da Ciência Política, sua obra, já no século XVI, tratava de questões que ainda hoje se fazem importantes, a exemplo da legitimação do poder, principalmente se considerarmos as características do solo arenoso que é a vida política. Paulo Silvino Ribeiro Colaborador Brasil Escola Bacharel em Ciências Sociais pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas Mestre em Sociologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Doutorando em Sociologia pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

segunda-feira, 9 de julho de 2012

BLOGUEIROS EVANGÉLICOS COM EXELENTE ORATÓRIA E CONTEÚDO CRISTÃO

Sexta-feira, Julho 06, 2012 Eliseu Antonio Gomes 1 comment Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Quando você ouve alguém falar em blog talvez o primeiro pensamento que venha em sua mente seja a leitura. Bem, está certo. Mas não é apenas de escrita que os blogs são construídos. Encontramos outras formas de comunicação. Há blogueiros chargistas, outros são bons na homilética. Apresento dois blogs afiliados ao UBE Blogs, de pessoas que possuem o dom da fala, se expressam bem, se fazem entendidos perfeitamente naquilo que desejam dizer. Caso conheça blogueiros cristãos, além destes aqui, quem faça uso do recuso de vídeo em blogs, produza com boa qualidade audiovisual, e esteja vinculado ao UBE Blogs, apresente-nos. Teremos o prazer de mostrá-lo aqui. Pastor Carlos Roberto Silva, do blog Point Rhema. Canal: Point Rhema Vídeo. Carla Ribas, do blog Viva Bons Momentos. Canal no YouTube: Carla Ribas Encontre-os em seus blogs e nas páginas de vídeos! E.A.G.

O ALCE E O LOBO

A água do lago estava tão limpa que parecia um espelho. Todos os animais que foram beber água viram suas imagens refletidas no lago. O urso e seu filhote pararam admirados e foram embora. O alce continuou admirando a sua imagem: - Mas que bela cabeça eu tenho. De repente, observando as próprias pernas, ficou desapontado e disse: - Nunca tinha reparado, nas minhas pernas. Como são feias! Elas estragam toda a minha beleza! Enquanto examinava sua imagem refletida no lago, o alce não percebera a aproximação de um bando de lobos que afugentara todos os seus companheiros. Quando finalmente se deu conta do perigo, o alce correu assustado para o mato. Mas, enquanto corria, seus chifres se embaraçavam nos galhos, deixando-o quase ao alcance dos lobos. Por fim o alce conseguiu escapar dos perseguidores, graças às suas pernas, finas e ligeiras. Ao perceber que já estava a salvo, o alce exclamou aliviado: - Que susto! Os meus chifres são lindos, mas quase me fizeram morrer! Ah, se não fossem as minhas pernas! Moral da história: Não devemos valorizar só o que é bonito, temos que valorizar o que é útil também. __________ Nota editorial UBE Blogs: "E fez Deus as feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom." - Gênesis 1.25. Tudo fez formoso em seu tempo; Eclesiastes 3:11 Tudo fez formoso em seu tempo; Eclesiastes 3:11 do fez formoso em seu tempo; Eclesiastes 3:11 "Tudo fez Deus formoso em seu tempo..." - Eclesistes 3.11. Autoria desconhecida. Postado originalmente no blog Belverede. E.A.G.

PROCURA-SE A FELICIDADE

O vazio no coração das pessoas é gerado pela falta de objetivos corretos. Quando o foco da alma não é seguir a Jesus, querendo ou não, ela é guiada por outros mestres, que não desejam o bem delas. A mídia publicitária é mestre em guiar as pessoas, dirige as massas com três interesses: em primeiro lugar satisfazer o contratante; depois, o seu caixa; e, em terceiro lugar, o consumidor. O mercado publicitário faz ofertas para comprar muita coisa que não precisamos e faz isso com gigantesco poder de persuasão e promessa ilusória. As propagandas são práticas da filosofia de Maquiavel: os fins justificam os meios. A pessoa que não está em sintonia com Jesus passa a querer o que é oferecido pela indústria do consumo, corre atrás de quase tudo que é supérfluo e despreza o que é fundamental para ser realmente feliz. Ela imagina que depois de comprar o produto se sentirá melhor, pensa que o vácuo ardente dentro de seu coração será preenchido e encontrará a paz interior. Segundo os publicitários, não beber a cerveja X significa ser um alguém fracassado; não usar o xampu Y significa ser a bruxa mais feia saída dos contos de fada. Etc. A bebida alcoólica causa muitos males. Na semana passada, recebi a notícia que um companheiro da minha adolescência faleceu. A minha família e amigos apresentaram Jesus como o melhor amigo dele, que viveu seus anos “nas baladas” tomando cerveja... Havia parado há pouco tempo com a bebida de cevada por causa de orientação médica, mas os estragos no fígado já existiam. Ele morreu na casa dos 50 anos, solteiro, sem uma companheira – bem diferente das cenas idealizadas pelas campanhas publicitárias com homens sorridentes segurando copos cheios na mão e cercado de modelos bonitas. O xampu é importante, embeleza e perfuma o cabelo, precisa ser comprado e usado, mas não precisa ser exatamente aquele apresentado pela Reese Witherspoon, atriz de Hollywood contratada para divulgar produtos da Avon. Existem outros que não estão nas propagandas da televisão e nas revistas e surtem o mesmo efeito. Qual é o objetivo certo para encontrar a felicidade? Como criaturas de Deus que somos, é importante crer nEle como o Criador que nos ama e abrir o coração para que Ele entre e faça morada. Seja hospitaleiro! Receba Jesus Cristo em sua vida e trate-o bem! “Meu filho, dê-me o seu coração; mantenha os seus olhos em meus caminhos.” – Provérbios 23.26. "Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo." - Apocalipse 3.20. O apóstolo Pedro não incentivou ninguém a consumir produtos para ser feliz. A fórmula da felicidade que ele conhecia era um conselho que leu no livro de Salmos, 34.12-16, referente ao relacionamento interpessoal, como agir e reagir na sociedade. “Não retribuam mal com mal nem insulto com insulto; pelo contrário, bendigam; pois para isso vocês foram chamados, para receberem bênção por herança. Pois, ‘quem quiser amar a vida e ver dias felizes, guarde a sua língua do mal e os seus lábios da falsidade. Afaste-se do mal e faça o bem; busque a paz com perseverança. Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e os seus ouvidos estão atentos à sua oração, mas o rosto do Senhor volta-se contra os que praticam o mal.” Quem há de maltratá-los, se vocês forem zelosos na prática do bem? Todavia, mesmo que venham a sofrer porque praticam a justiça, vocês serão felizes. Não temam aquilo que eles temem, não fiquem amedrontados. Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês.” 1 Pedro 3.9-15. Ter Deus no coração é muito mais do que ser uma pessoa religiosa. Amar a Deus implica a se dispor a satisfazer os desejos dEle voluntariamente. E qual é esse desejo? Ele quer que você ame os outros como você ama a você mesmo - que pratique o conselho do apóstolo Pedro. Escolha ser assim e tão certo quanto o sol surge ao lado leste todas as manhãs, a felicidade da sua alma surgirá se obedecer ao mandamento de Jesus Cristo. E.A.G.Blog Belvedere

A BIOGRAFIA DO PATRIARCA JOSÉ, ERROS DE ISAC, JACÓ E REBECA

A biografia do patriarca José é um excelente revigorante aos que estão cansados de lutar. A história nos revela que às vezes o objetivo a ser alcançado parece impossível, porém, servimos ao Deus que tudo pode. A Escritura Sagrada nos diz: “Deleite-se no Senhor e ele atenderá aos desejos do seu coração” – Salmos 37.4 (NVI). Foi exatamente isso que José fez, tinha prazer em estar na presença do Senhor, então, persistiu na fé e adoração a Deus e os seus desejos foram alcaçados. Sobre José, também chama muito a minha atenção a sua origem, refiro-me ao erro dos pais em relação aos filhos. Qual? Demonstrar maior preferência por um filho, e assim magoar os outros. Os irmãos de José contenderam com ele porque era o filho predileto, sentiam ciúme dele com o pai Jacó (Gênesis 37.3). E, observando um pouco mais para traz, encontramos seu avô Isaque, que cometia o mesmo erro, pendendo mais para o lado do tio de José, Esaú; e a avó Rebeca pendendo ao seu pai (Gênesis 25.28). Como pais, devemos imitar ao Pai Celestial, que não faz acepção de pessoas, demonstrar favoritismo não é atitude que agrada ao Senhor (Atos 10.34; Romanos 2.11; Tiago 2.1). Uma das advertências em relação às famílias é que os pais jamais devem irritar seus filhos (Colossenses 3.21). Postagem do Blog Belvedere por E.A.G
 
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